Custo a acreditar que, em pleno século XXI, as pessoas ainda sejam tão ignorantes e preconceituosas. A Karin, uma querida leitora, relatou-me que um rapaz com quem trocava conversa acabou por se afastar dela depois que ela revelou que tinha diabetes, influenciado, ainda por cima, pelos pais, que deviam ser responsáveis por instruir e educar. Um outro portador de diabetes disse que um cliente não voltou mais em sua loja depois que ele disse que era diabético. A Paula, nutricionista sobre a qual eu escrevi ontem, também contou que, na adolescência, foi vítima de preconceito de um paquera. O menino disse que ela ia morrer solteira por ser diabética.
Às vezes, fico imaginando se existem empresas que, quando ficam sabendo que o candidato é diabético, deixam de chamá-lo para a vaga. Custo a acreditar que isso aconteça, mas o pior é que deve acontecer. Quer saber? Essas empresas não merecem a sua companhia e o esforço do seu trabalho, que independe totalmente da sua condição de diabético, mesmo porque muitos não têm absolutamente nenhuma complicação por causa da doença. Muito pelo contrário, como têm um cuidado com a alimentação, têm uma ótima saúde, estão sempre bem dispostos e, por se alimentarem em intervalos mais curto de tempo, o que não atrapalha de jeito algum a rotina, têm um metabolismo mais rápido. Ou seja, fazem tudo o que qualquer pessoa, tendo ou não diabetes, deveria fazer.
Preconceito é doença.
Informação é cura.

Obrigada Lu (se me permite chamá-la assim). Amei esse comentário!
Com respeito às empresas que relutam em contratar pessoas diabéticas, isso acontece, sim!!! No início do ano fiz uma entrevista para trabalhar em uma multi aqui de Curitiba. Precisei ser sincera e mencionei minha doença. Bah, vc tinha de ver a cara da psicóloga. Eu examinei tão atentamente aquele olhar abismado! Deu pena! Pena, porque eu me considero uma pessoa determinada e ágil no trabalho que faço. Então, ela me fez muitasssss perguntas sobre a doença, e eu respondi a todas elas, sem medo. Agora, me pergunto, será que devo ocultar esse tipo de informação? Afinal, meu sucesso está em jogo. A menina que contrataram não tinha experiência alguma como secretária executiva, agora, em contrapartida, eu trabalhei por dois anos como secretária da diretoria em uma concessionária (tenho muito conhecimento nessa área). Mas eles deram preferência a uma pessoa “saudável”. Agora, me pergunto, o que é ser saudável. É ter um rostinho bonito e um corpo esguio? Qual o parâmtero para “saudável”. Conheço lindas mulheres que carregam consigo o fardo de doenças incuráveis por terem levado uma vida promiscúa e desregrada. Qual a linha que separa o saudável do doente. O que é ser doente, afinal??? Acho que ser doente de verdade é ser doente de espírito. É ser falto de coração e arrogante. Ser doente de verdade é ter um coração cheio de raiva e de ódio. Isso, sim é ser doente. Melhor dizendo, é um pré-doente. Por que está adiantando para si, certamente, doenças cardiovasculares, úlceras estomacais, doenças de pele e assim por diante (como o Dr. Dráuzio Varela sempre comenta e com toda a razão do mundo).