Capítulo 2 - 25/07/2008
Aula de Educação Física. O professor começa por uma corrida de aquecimento em volta do quarteirão. Verônica nunca fora muito fã de gisnástica, fazia por obrigação mesmo. E, às vezes, chegava a passar mal durante as aulas. Um mal estar, um suor frio, a vista turva. Mas nunca dera muita bola. Atribuia os sintomas ao fato de não gostar mesmo daquela atividade. Quando falava para o professor, ele achava que ela estava com frescura.
Neste dia, ela passaria a ser levada a sério. Na segunda volta, o mal estar começou, mas dessa vez veio mais forte. Chegou a sentir uma certa euforia, uma vontade de chorar, começou a suar mais do que o normal, os batimentos cardíacos pareciam mais fortes; e, de repente, em câmara lenta: tum… … TUM… tuuum… tu… Não quis dar o braço a torcer e parar. Não queria levar fama de preguiçosa ou de fraquinha. E mesmo sentindo aquilo tudo continuou por mais meio quarteirão. Foi o tanto que agüentou antes de cair no chão e perder os sentidos.
Era a sua primeira vez numa cama de Hospital desde o nascimento. Os pais em volta. Atordoados com a situação. Sem saber o que dizer, como agir. Um pouco mais tarde soube que ainda não haviam descoberto o motivo do desmaio. Estavam investigando. Aquela seria a primeira de muitas internações.
Uma semana de observação e monitoramento. Veio o diagnóstico: diabetes tipo 1. Foi como se uma bomba tivesse sido jogada no seu colo.
E a notícia, quando veio, não foi só uma notícia, veio acompanhada de uma internação de dias, após uma perda de peso repentina. Veio acompanhada de uma afastamento da escola, das perguntas dos colegas, da distância de outros, da repetição de ano na escola, dos boatos e risadinhas. Do choque dos pais. Do medo dos professores em não saberem lidar com uma aluna diabética.
Acompanhe o próximo capítulo, dia 1 de agosto, aqui.


[...] Julho 25, 2008 de luoncken Cique aqui e confira [...]