Movimente-se. Tempo de tela está relacionado a maus hábitos alimentares e desenvolvimento de doenças

Responda rápido! O que o seu filho mais gosta de fazer?

Provavelmente ele passa mais tempo em frente a uma tela do que você gostaria. E você? Como tem passado seu tempo em casa? Em frente a uma tela também? Bom, crianças imitam comportamentos dos pais e precisam de incentivo.

Que tal ajudar seus filhos a praticar atividades que requeiram esforço físico? Promova uma corrida de bicicleta, leve-os ao parque, junte os amiguinhos para jogos de futebol. Limite o tempo da TV, do computador ou smartphones. Essas atividades roubam tempo precioso que poderia ser usado para se exercitar.

Existem motivos consistente para começar a mudar seu estilo de vida e influenciar positivamente a sua família. Estudos mostram que o tempo que passamos diante das telinhas tem impacto sobre nossos hábitos alimentares, além de o simples fato de estar parado aumentar riscos cardiovasculares e metabólicos.

Um desses estudos foi publicado no Journal of Human Nutrition and Dietetics, e conclui que hábitos alimentares saudáveis estão relacionados com um maior grau de atividade física diária, enquanto o comportamento sedentário (tempo excessivo em frente das telas) afeta a nossa conduta alimentar de forma negativa.

Precisamos lembrar que práticas de marketing para os alimentos e para as bebidas se intensificaram nos últimos anos, especificamente aquelas que têm como alvo as crianças que passam horas em frente da televisão. São bastante comuns anúncios de alimentos hipercalóricos e refrigerantes de baixo custo sem nenhum valor nutricional. Isso, é claro influencia o consumo. 

Além disso, alguns especialistas alertam para a questão da distração. As pessoas vão assistindo TV ou fazendo outra atividade diante da tela e vão beliscando, sem perceber que já estão satisfeitos.

Uma outra pesquisa publicada no American Journal of Preventative Medicine chegou a conclusão de que, com a diminuição do tempo de tela, a qualidade dos hábitos alimentares aumenta em todas as faixas etárias, desde crianças em idade pré-escolar até os adultos,e tanto no sexo masculino como no feminino.

Em populações adultas, há evidência científica significativa associando comportamentos sedentários (incluindo o tempo excessivo que se passa em frente da televisão), a muitas doenças crônicas, como por exemplo, cardiopatias e diabetes, consideram os pesquisadores.

Em crianças, muitos estudos têm indicado que o tempo em frente de é associado a fatores de riscos relacionados com doenças não transmissíveis como a obesidade, aumento da pressão arterial e a dislipidemia.

Os especialistas recomendam a quem trabalha em frente a tela e precisa passar muito tempo diante dela, que reservem um tempo a cada uma hora para se movimentar. Hoje, existem aplicativos que te lembram de ficar em pé de hora em hora.

Ainda tem dúvida de que se movimentar é garantir um futuro melhor?

Overweight woman with her son running together.

Overweight woman with her son running together.

Pés: cuidados especiais

  Esta semana fui à podóloga. Tenho uma péssima mania para quem tem diabetes: andar descalça. Meu pé, já ressecado por conta do diabetes, fica judiado. Tadinho. Em cima, ele é lindinho. Em baixo, tem rachadura, fissura, ressecamento até não poder mais. Nem preciso dizer que levei bronca. Pelo risco de infecção ao andar descalça e ter descontrole e problemas decorrentes. Temos de cuidar bem dos nossos pezinhos. Isso inclui hidratação, por fora, com creme, e interna, o que significa beber muita água. E usar um sapatinho de pano dentro de casa, é mais do que aconselhável. Também evitar palmilhas de borracha, como de chinelos, que ressecam ainda mais. Uma visita ao podólogo pelo menos uma vez por mês para completar os cuidados. E você? Cuida dos pés? Como? 

Viver bem com diabetes é fácil?

É comum me perguntarem se é fácil viver com diabetes. Minha resposta foi que essa é uma pergunta com múltiplas respostas. Eu não posso dizer que é simples, não é. Não posso dizer que é fácil. Porque não é. Exige muito autoconhecimento, uma busca interna. Por isso minha página não chama Viver bem com Diabetes, mas simplesmente Viver com Diabetes. Tem momentos mais fáceis, outros mais difíceis. Cheio de altos e baixos. A resposta é que vale a pena tentar, e persistir. Existirão momentos mais tranquilos e os mais difíceis. É como a vida. No geral, eu convivo bem. Mas tenho consciência que não é assim para todo mundo. E respeito isso.12112146_1211050882245771_1759201069581451437_n

Obesidade e diabetes tipo 2 caminham de mãos dadas – [BLOGAGEM COLETIVA 7] Dia Mundial da Obesidade – 11 de outubro

Não participei das blogagens coletivas do Dia Mundial do Diabetes até o momento. Explico: estou envolvida com esta data aí de cima, Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, e Dia Mundial da Obesidade, 11 de outubro, porque a minha agência Banca de Conteúdo, que é responsável pela campanha junto ao meu cliente Abeso – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. E justamente por isso não poderia deixar de participar, extra-oficialmente, dessa postagem específica. O tema de hoje é o Dia Mundial da Obesidade. Tema sobre o qual escrevo todos os dias.

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Obesidade e diabetes tipo 2

Todos sabemos que há uma relação muito próxima entre obesidade e o desenvolvimento do diabetes tipo 2. A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pela inflamação do tecido adiposo. Indivíduos com sobrepeso e obesidade têm um aumento da resistência à insulina que, consequentemente, leva ao desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Estamos assistindo ao crescimento da obesidade no mundo e, consequentemente, do diabetes tipo 2. Claro, não é só a obesidade que faz com que o indivíduo desenvolva diabetes tipo 2. Assim como na obesidade, no DM2, existem inúmero fatores: hereditários, genéticos, ambientais e hormonais envolvidos. Mas, sim, na maioria das vezes, as suas doenças caminham de mãos dadas.

Portanto, trabalhar a prevenção da obesidade também é trabalhar a prevenção do diabetes tipo 2. E quanto antes pudermos intervir melhor. Não é raro vermos crianças desenvolvendo doenças antes consideradas “doenças de velho”. Não podemos seguir como se isso fosse natural. Os consultório pediátricos têm diagnosticado crianças com diabetes tipo 2, mau colesterol elevado, dislepidemia, esteatose hepática não alcoólica. Precisamos agir para mudar esse cenários. E agir juntos: governo, sociedade, imprensa. Envolver pais, escola, sociedades de especialidades e multiprofissionais… O objetivo da campanha do Dia Nacional de Prevenção da Obesidade é incentivar o debate sobre o tema e ações para melhora da qualidade de vida, com mudanças de hábitos alimentares e prática de atividade física.

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde atualmente e para o futuro. E o alerta é que crianças obesas poderão vir a ser adultos obesos, com maior probabilidade de desenvolver diabetes, doença cardíaca, altas taxas de câncer e outros problemas de saúde. Assim como qualquer doença, a obesidade exige prevenção, especialmente na faixa da infância, e claro, acesso a tratamento.

Segundo dados da Organização, mais de 42 milhões de crianças menores de cinco anos estão acima do peso no mundo, das quais 35 milhões estão em países em desenvolvimento e 92 milhões de crianças com risco para sobrepeso e obesidade. A campanha deflagrada pelo Departamento de Obesidade da Sbem, com apoio da Abeso, tem como objetivo de chamar a atenção para os riscos do sobrepeso e da obesidade, que já atinge quase 60% da população brasileira, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2013, divulgados em 2015.

O foco da campanha da Sbem/Abeso é a criança como agente de mudança na família e na sociedade. É ela que motiva, que traz um novo olhar, que move. Queremos trabalhar a conscientização, a educação, a informação, e a orientação sobre alimentação, atividade física, boas escolhas.

A campanha trabalha quatro princípios básicos para manter a saúde e o peso saudável: comer bem, movimentar-se, beber água e dormir bem.

E quem estiver em São Paulo e quiser participar… o evento será realizado no dia 11 de outubro, domingo, no Parque Villa Lobos, próximo à entrada principal (das bicicletas), das 9h às 15h, quando será realizado atendimento ao público para diagnóstico de sobrepeso e obesidade, orientações. Além de atividades, como aula aberta à população. A ação tem apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Estado de São Paulo.

Campanha nas redes sociais
Facebook: /prevenvaodaobesidade
Twitter: @prev_obesidade
Site da Abeso: www.abeso.org.br
Facebook Abeso: /evidenciasemobesidade
Twitter Abeso: @_abeso

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Para doces sem açúcar

Cheguei em casa agora e fui surpreendida por um agradinho. Recebi o adoçante Fin Culinário. Lançamento. Bom, não sou muito de cozinhar. E não sou craque em doces diet. Mas vou aproveitar que minha mãe está passando uns dias aqui em casa e pedir para ela, que também é diabética, testar as receitinhas zero açúcar que vieram junto.

O lançamento é um blend de stévia (confesso que não gosto muito…) e sucralose.

O kit é bem bacaninha! Vieram umas forminhas de silicone junto. Agora, falta  ver se o adoçante é bom. No release diz que não altera o sabor da receita, nem a textura. Vamos ver!   
 

Primeiro bom resultado da minha operação resgate

Bom dia! Uma das minhas metas é baixar a glicemia de jejum, que sempre foi uma dificuldade para mim, mesmo quando estava com bom controle geral. Hoje, fiquei feliz. A glicemia de jejum que vinha batendo marcas de 140 a 170, baixou para 109!

Quando temos determinação, a coisa vai. Vamos lá, rumo ao resgate.

Gostaria que todos aqueles que não estão se cuidando encontrassem um motivo para mudar. O meu é viver mais e melhor, e ver meu filhote crescer. Estar junto do meu marido e poder acompanhá-lo nesta caminhada.

Fiquei feliz hoje de manhã ao ver 109 batendo no monitor de glicose

Fiquei feliz hoje de manhã ao ver 109 batendo no monitor de glicose

Recomeço no fim do ano

Como já disse antes, levei uma baita bronca da minha gineco por não estar me cuidando. Saí da consulta e entrei em uma padaria. Calma. Eu não fui “encher a pança” de pães. Aliás, pães maravilhosos. Fiquei só no cafezinho. Sentei em uma mesa e liguei para o consultório da nutricionista que me atendeu durante a minha gestação, a Alessandra. Como foi uma parceria que deu super certo, quis retomar. E não é que foi ela mesma que atendeu! E, por sorte, um paciente tinha acabado de desmarcar. Consegui agenda minha consulta para dali a dois dias, numa quarta (17), dia da minha placa no rodízio, às 8h30, da manhã.

Se eu tivesse me boicotando, vários seriam os motivos para que eu deixasse para o próximo ano. O horário. Não sou de marcar nada assim tão cedo. O fato de não ter ninguém para ficar com o o filhote e ele estar de férias e com faringite. E, claro, o rodízio. Afinal, o consultório não é próximo da minha casa. Pensei: dou um jeito. Vou acionar a minha “rede apoio especial”: mãe ou sogros.

Em seguida, já liguei para a Dra. Cintia, minha endocrino, e consegui marcar também para este ano, na sexta (19).

Quem veio da minha “rede de apoio” foi minha sogra. Dormiu em casa. Acordei cedinho e lá fui eu, disposta a pegar um taxi. Mas eis que surge meu sogro, de carro. E pude ir de carro. Fui bem até lá, mas a rua do consultório estava um caos. E eu em cima da hora. Demorei mais tempo na rua do que no caminho inteiro. Com vinte minutos de atraso e “esbaforida”, cheguei!

Mede daqui, mede de lá. Avalia meu peso antes de gravidez e depois. Antes de engravidar: 64,5kg. Três meses depois de ter filho: 60 kg. Peso atual: 68,9 kg. Pois é… eu sei. Perdi a mão. O fato é que emagreci muito depois que meu filho nasceu. Com um ano do nascimento dele, cheguei aos 57 kg. Não fiz dieta. Nem atividade física. Apenas amamentei, amamentei e amamentei. Foram dois anos e meio. Isso mesmo! E, sem precisar usar nenhuma medicação para diabetes, nem insulina, nem remédio, minha glicemia era por volta de 95 de jejum e 5,8 de glicada.

Bom. Aí, estabelecemos a minha meta. Peso: 60 kg, ou seja, preciso perder 8,9 kg. Gordura no corpo: tem de cair de 31,7 para 25%. Ela personalizou uma dieta para mim. E saí dali determinada a seguí-la.

Cheguei em casa e já comecei as mudanças. Não ia esperar o próximo anos. Não. Tão pouco passar as festas de fim de ano. E nem ao menos esperaria até o dia seguinte. Minha decisão foi: começo na próxima refeição. E foi o que fiz. E é o que tenho feito. Afinal, com 7,5 de glicada e 159 de jejum não se brinca.

Recomeço neste fim de 2014, para colher bons frutos em 2015.

Bom, no próximo post, conto sobre a consulta com a minha endocrino.