Dia Mundial do Diabetes: o que precisamos?


Hoje, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes. Passei o mês preparando um matéria ampla sobre diabetes para a próxima Revista da APM. Neste feriado, vou estruturá-la. Só estou com um pouco de dificuldade de falar com as secretarias de saúde e o Ministério da Saúde sobre o programa do SUS para diabéticos. Agora, que a ONU reconheceu o dia 14 como oficial e a doença como uma pandemia a ser combatida em âmbito mundial, com programas consistentes, acredito que os governos vão dar mais atenção para a questão. Com programas que vão além da distribuição gratuita de medicamentos.

A Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), no último domingo, mostrou que é possível fazer uma espécie de “Poupa Tempo do Diabetes” (em alusão ao programa do Estado de São Paulo que estruturou um atendimento rápido para quem precisa tirar documentos e resolver problemas burocráticos). O que eu chamo de “Poupa Tempo” é a estrutura que a instituição montou, que permitiu o diagnóstico de casos da doença, assim como das patologias associadas ao diabetes, em um só dia de atividades. Num mesmo local, reuniu profissionais de diversas áreas da saúde, cerca de 500 voluntários, para dar um atendimento integral. Como o Dr. Fadlo Fraige disse: “foi possível fazer o que se faria em um ano na rede pública, em um dia”.

Na minha opinião, o poder público deveria fazer parcerias com instituições como a Anad e a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), reunir a Sociedade de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para criar um programa completo, proporcionando desde educação continuada para os profissionais que trabalham no sistema, até um programa multiprofissional de atendimento ao diabético. Englobando, principalmente, o Programa de Saúde da Família.

Este tipo de ação é essencial para combater a doença a longo prazo, assim como suas complicações, que implicam em sérios riscos para a população, além de custar caro para os cofres públicos. Ao passo que prevenir, pode reduzir drasticamente, a longo prazo, o impacto da doença nos custos sociais.

O assunto é complexo e há muito o que se discutir.

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