Diabetes: prevenção e informação – Parte 2


Faltam programas

O Ministério da Saúde criou, em 2001, o HIPERDIA, um Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos captados no Plano Nacional de Reorganização da Atenção à hipertensão arterial e ao Diabetes Mellitus, em todas as unidades ambulatoriais do Sistema Único de Saúde, gerando informações para os gerentes locais, gestores das secretarias municipais, estaduais e Ministério da Saúde.

A idéia é que, além do cadastro, o sistema permita o acompanhamento, a garantia do recebimento dos medicamentos prescritos. Segundo o Ministério, a médio prazo, a expectativa é que seja definido o perfil epidemiológico desta população, e o conseqüente desencadeamento de estratégias de saúde pública para levar a mudanças no quadro atual e à melhoria da qualidade de vida dessas pessoas, além da redução do custo social da doença.

Mas o governo federal alega que as secretarias municipais e estaduais de saúde não têm aderido ao sistema como deveriam, ou seja, não têm realizado o cadastramento dos pacientes, dificultando a elaboração de um Programa Nacional para o Diabetes. “O HIPERDIA foi criado, em 2001, para ser obrigatório. Porém, em 2006 identificamos um número muito baixo de pacientes cadastrados, e percebemos que a portaria não estava funcionando direito”, informou a coordenadora nacional do HIPERDIA, Rosa Sampaio, durante a I Oficina Latino-Americana de Trabalho sobre Educação em Diabetes, realizada em Brasília, em junho de 2007.

O programa atual é focado na distribuição de medicamentos. E, mesmo assim, não chega a todos, e não dá acesso às novas terapias. A lei federal Lei 11.347, que entrou em vigor em setembro do ano passado, dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos e materiais necessários a sua aplicação e à monitoração da glicemia capilar aos portadores de Diabetes inscritos em programas de atenção aos diabéticos. Logo em seguida à promulgação da lei, os portadores de diabetes tipo 1 passaram apuros com a falta de insulina NPH nos postos de distribuição. Na prática, a lei ainda não é respeitada. E há os que têm de apelar para ações judiciais para garantir o tratamento gratuito. No Estado de São Paulo, a lei 10.782, já obriga desde 2001 o Estado a garantir medicamentos e outros insumos para pacientes diabéticos.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Marcos Tambascia, endocrinologista da Universidade de Campinas (Unicamp), o programa é focado na distribuição de medicamentos porque é justamente aí que se encontra o maior impacto para o doente. Por se tratar de uma doença crônica, o custo do tratamento acaba pesando no orçamento familiar. No entanto, Tambascia destaca que existe uma série de medicamentos que ainda não são disponibilizados pelo governo e que teriam uma boa resposta no paciente.

A falta de recursos adequados também é uma preocupação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O presidente da seção São Paulo da SBEM, Osmar Monte, professor adjunto de Endocrinologia e Metabologia da Santa Casa de São Paulo, ressalta as terapias com análogos da insulina, ou mesmo a bomba de insulina, que não estão inclusos no programa do governo.

Uma saída pode ser o estudo que a SDB está preparando, visando equilibrar a conta. “Estamos fazendo um estudo de farmacologia, levantando o custo do tratamento e o seu impacto nas políticas governamentais, para então propor um programa que diminua os gastos a longo prazo”, ressalta. A lógica é que um investimento maior no presente pode representar uma diminuição de gastos a longo prazo, porque os resultados do tratamento retardariam complicações responsáveis por um custo financeiro e social elevados para os cofres públicos.

13 ideias sobre “Diabetes: prevenção e informação – Parte 2

  1. socorro mendes

    EM 1º LUGAR GOSTARIA DE PARABENIZÁ-LOS POR ESTE ESPAÇO O QUAL PERMITE QUE INTERNAUTAS POSSAM OBTER INFORMAÇÕES SOBRE UMA DOENÇA TÃO EVIDENTE NOS DIAS DE HOJE..QUE É O DIABETES.
    MINHA PERGUNTA: SEI QUE O MINISTÉRIO DA SAÚDE GARANTE ALGUMAS MEDICAÇÕES PARA O TRATAMENTO DE HIPERTENSÃO E DIABETES PORÉM A MINHA DÚVIDA É SE OS PACIENTES QUE FAZEM USO DE INSULINA TEM DIREITO A RECEBER, ALÉM DESSA MEDICAÇÃO, AS SERINGAS MILIMETRADAS?OU O MS SÓ BANCA AS MEDICAÇÕES? ATÉ PQ A NECESSIDADE DO USO DIÁRIO DESSE MEDICAMENTO TORNA ONEROSO A AQUISIÇÃO DESSE MATERIAL(SERINGAS).MEUS CUMPRIMENTOS E ATENCIOSAMENTE. SOCORRO MENDES

    Resposta
  2. MARILIA DELOURDES TORUQTO

    OLA TUDO BEM TRABALHO NO PROGRAMA DO HIPERDIA DE FOZ DO IGUAÇU GOSTARIA Q SE POSSIVEL ME MANDASSE UNS FOLHETOS PARA
    Q EU POSA DESTRIBUIR AOS PACIENTES E TMB
    CARTERINHAS PARA HIPERTENSOS PORQUE FICA DIFICIL CADASTRA-LOS E NAO OFERECERMOS NADA
    ACHO Q TEM HAVER UMA TROCA NO ATO DO CADASTRAMENTO POIS OS MESMO FICAM FELIZES
    QUANDO OFEREÇO UM SIMPLES PEDAÇO DE PAPEL C ANOTAÇAO SO DOS DADOS DOS MESMO CASSO NAO
    SEJA COM VCS ME ORIENTA ONDE POSSO ADQUIRI-LAS DESDE JA AGRADEÇO

    MARILIA TORQUATO

    Resposta
  3. MAriLIA DE LOURDES TORQUATO

    OLA TUDO BEM TRABALHO NO PROGRAMA DO HIPERDIA DE FOZ DO IGUAÇU GOSTARIA Q SE POSSIVEL ME MANDASSE UNS FOLHETOS PARA
    Q EU POSSA DESTRIBUIR. AOS PACIENTES E TMB
    CARTERINHAS PARA HIPERTENSOS PORQUE FICA DIFICIL CADASTRA-LOS E NAO OFERECERMOS NADA
    ACHO Q TEM HAVER UMA TROCA NO ATO DO CADASTRAMENTO POIS OS MESMO FICAM FELIZES
    QUANDO OFEREÇO UM SIMPLES PEDAÇO DE PAPEL C ANOTAÇAO SO DOS DADOS DOS MESMO CASO NAO
    SEJA COM VCS ME ORIENTA ONDE POSSO ADQUIRI-LAS DESDE JA AGRADEÇO

    MARILIA TORQUATO

    Resposta
  4. Tiago joao da silva

    Oi, Luciana, parabens pelo site é informativo e pratico.
    Meu nome e Tiago, sou enfermeiro responsavel pelo programa HIPERDIA, no municipio onde trabalho, e convivo muito com diabeticos tanto tipo 1 com tipo 2, e acho extremamente importante campanhas educativas, sobre a doença.
    Mas estou convencido que a atividade fisica, com orientaçao de um profissional, pode ‘curar’ ou controla ambas as formas de diabetes.
    Baseado na vivencia, que tenho com pacientes, que ao deixar de ser sedentario, e passaram a fazer exercicios fisicos regulares, deixam de tomar a medicaçao oral, no caso do tipo 2, ou diminuiram consideravelmente a dose de insulina diaria.
    Crendo nesse beneficio, para os pacientes, e na dimuiçao de gastos por parte do estado, para diminuir custo, implantei aqui no meu municipio, um programa de atividade fisica, com os pacientes do HIPERDIA, e futuramente gostaria de publicar essa pesquisa.
    Mas gostaria de sua ajuda, no que diz respeito a colheta de dados.
    Apesar de nao nos conhecermos, sei que será minha parceira nisso, e desde já lhe agradeço.
    Por favor, Responda.
    Grato.

    Resposta
  5. Francisco Barbosa Neto

    Olá:

    Gostaria de obter mais informações sobre o Hiperdia, falo do programa já que em minha cidade eu sou o responsável- digitador- pelo mesmo e, eu já peguei ele em andamento ou seja, uma amiga de trabalho era responsável por repassar esses dados só que agora ficou sob minha tutela.
    Gostaria também se possível que vocês me enviassem folhetos explicativos sobre o mesmo.
    Parabéns pelo blog; é uma luz no fim do túnel para muitos.
    Obrigado!
    Barbosa.
    P/S Aguardo respostas em breve.

    Resposta
  6. juberlino antonio alerandre

    boa noite eu queria saber si tenho direito o vale social do trem e metro sou diabetico insulino dependente e hiperteção arterial severa e depreção tomo remedio controlado tenho o Rio card especial mais não deixa pegar o trem so serve para o onibus queria resposta ok.

    Resposta
  7. Rosa Abreu

    Olá:

    Gostaria de obter mais informações sobre o programa Hiperdia, pois gostaria de fazer um trabalho ciêntifico sobre o assunto.
    Ah parabenés pelo blog

    Desde já agradeço

    Resposta
  8. henrique

    oi !td ben?parabens!!!pelo blog sobre a doenças.
    bom.gostaria de saber se eu tenho direito a rio card sou diabetico mas nao tomo insulina..
    grato !

    com urgencia
    fika com deus.

    Resposta
  9. FERNANDA DE ANDRADE RIBEIRO QUEIROZ

    Olá !!!
    Sou Fernanda, diabética insulino dependente faz 15 anos, moro em Guarulhos/ SP. Gostaria de obter informação se tenho direito a carteirinha de onibus municipal e intermunicipal. Pois dependo de onibus para tudo, principalmente para passar em médicos, fazer exames, buscar meus medicamentos.
    Meus agradecimentos
    Um grande abraço

    Resposta
  10. JOMARA DE LIMA NEVES

    OLÁ
    Sou enfermeira e coordenadora municipal do programa HIPERDIA do meu municipio gostaria de saber se é possivel que vc me mande materiais informativos e cartao de acompanhamento para que realize distribuiçao aos pacientes

    e se possivel gostaria de saber como é que funciona a compra dos materiais e medicamentos nos municipios, pois aqui esta com muita dificuldade com relaçao a aparelhos de PA e glicossimetro e a falta e medicamentos a todos os HIPER e DIA cadastrados, stamos com dificuldade se possivel nos ajude a exclarecer este assunto
    grta aguardo respostas

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  11. cecilia mendes de aquino alencar

    cecilia mendes de aquino alencar 04 12 de2011

    oi sou cecilia,diabética insulino dependente á9anos,tenho pressão alta,e infelismente bronquite asmática,moro emguarulhos-sp.
    .gostaria de obeter informaçôes se tenho direito a carteirinha de onibus municipal e intermunicipal dependo de onibus para tudo,principalmente para passar em médicos
    ,faser ixames,buscar meus medicamentos.
    estou no momento desenpregada,

    Resposta

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