Diabetes: prevenção e informação – Parte 4


Acesso à informação
Um outro desafio das entidades é promover a educação e o acesso à informação para o público em geral. No caso do diabetes tipo 1, que normalmente se desenvolve ainda na infância ( com exceção do diabetes LADA – Latent Autoimmune Diabetes in Adults), e atinge 3% dos portadores de diabetes, Monte aponta os maiores desafios dos profissionais que atendem ao paciente: “em primeiro lugar, fazer com que os pais aceitem a doença; em segundo, convencê-los a não se sentirem culpados pela doença do filho; em terceiro, fazer com que a própria criança aceite. E há outra questão, a escola normalmente não está preparada para receber uma criança diabética, o que se torna um problema social”. O atendimento deve envolver o endocrinologista, o nutricionista, a enfermeira, o professor de educação física e um psicólogo ou psiquiatra.

No caso do diabetes tipo 2, o mais comum, que atinge mais de 90% da população diabética do mundo, o principal desafio é a mudança de hábitos. “O paciente tem de enfrentar um certo sacrifício alimentar, uma mudança, muitas vezes, drástica no estilo de vida, incluindo a atividade física no seu cotidiano. Para que ele dê continuidade à atividade, é importante que ele seja incentivado pelo médico a procurar uma atividade que considere prazeirosa”, salienta o presidente da SBEM-SP.

A Anad e a Associação de Diabetes Juvenil (ADJ) têm procurado realizar campanhas anuais, no Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, para promover a educação para o público. As campanhas de detecção, como a realizada pela Anad no dia 11 de novembro, têm este papel: alertar a população sobre os riscos do diabetes. Entre os dia 7 e 9 de dezembro, a ADJ realizaou o seu congresso anual, que é voltado para todos os profissionais que atendem o paciente diabético, mas também ao próprio paciente e aos familiares. “O trabalho da ADJ é possibilitar o acesso à informação, educação e conhecimentos dos direitos das pessoas com diabetes”, declarou o então presidente Sussumu Niyama. A presidente eleita é Ione Taiar Fucs, que assume neste 2008.

“A ADJ e a Anad cumprem bem o papel da informação. Estas campanhas são importantes para lembrar da doença e de suas complicações”, destaca o presidente da SBD, Marcos Tambascia. Tanto a Anad, quanto a ADJ, além das campanhas e congressos anuais, possuem programações diárias de atendimento e orientação ao diabético. São palestras, consultas, cursos de culinárias, orientação em nutrição, serviço de podólogo, entre outras atividades.

Na SBEM, segundo Lyra, o Departamento de Diabetes têm trabalhado para “conscientizar a população quanto ao entendimento da doença e sobre os riscos que correm aqueles que não se esmeram em manter um bom controle, não só da glicemia, como também da pressão arterial, dos lipídeos, dentre outros.”

Mas o presidente da SBEM concorda que ainda há muito que melhorar e que é necessário uma ação conjunta com o governo.
“De fato, precisamos melhorar e muito a disponibilização de informações sobre o diabetes. Estamos em constante contato com o nosso Departamento de Diabetes para campanhas de esclarecimento. Já tivemos, inclusive, em reunião com o Ministério da Saúde para o desenvolvimento de projetos nesse sentido.”

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