Arquivo mensal: junho 2008

Famosos e o diabetes

O diabetes não impediu nenhuma destas pessoas a realizar o seu trabalho, a ter sucesso, a ganhar prêmios. E olha que o dia-a-dia desse pessoal não é fácil! Passam horas e horas gravando. Este vídeo fala sobre o diabetes em Hollywood. Você sabia que Elvis Presley era diabético? E Elizabeth Taylor? Halle Berry? Pois assista a este vídeo e surpreenda-se. Você vai ver que diabetes realmente não tem cara, como eu sempre digo.

 

O que é ser saudável?

Quero muito acreditar que empresas que agem assim, como a Karin nos descreve, sejam minoria:

Com respeito às empresas que relutam em contratar pessoas diabéticas, isso acontece, sim!!! No início do ano fiz uma entrevista para trabalhar em uma multi aqui de Curitiba. Precisei ser sincera e mencionei minha doença. Bah, você tinha de ver a cara da psicóloga. Eu examinei tão atentamente aquele olhar abismado! Deu pena! Pena, porque eu me considero uma pessoa determinada e ágil no trabalho que faço. Então, ela me fez muitasssss perguntas sobre a doença, e eu respondi a todas elas, sem medo. Agora, me pergunto, será que devo ocultar esse tipo de informação? Afinal, meu sucesso está em jogo. A menina que contrataram não tinha experiência alguma como secretária executiva, agora, em contrapartida, eu trabalhei por dois anos como secretária da diretoria em uma concessionária (tenho muito conhecimento nessa área). Mas eles deram preferência a uma pessoa “saudável”. Agora, me pergunto, o que é ser saudável? É ter um rostinho bonito e um corpo esguio? Qual o parâmtero para “saudável”. Conheço lindas mulheres que carregam consigo o fardo de doenças incuráveis por terem levado uma vida promiscúa e desregrada. Qual a linha que separa o saudável do doente. O que é ser doente, afinal??? Acho que ser doente de verdade é ser doente de espírito. É ser falso de coração e arrogante. Ser doente de verdade é ter um coração cheio de raiva e de ódio. Isso, sim é ser doente. Melhor dizendo, é um pré-doente. Por que está adiantando para si, certamente, doenças cardiovasculares, úlceras estomacais, doenças de pele e assim por diante (como o Dr. Dráuzio Varela sempre comenta e com toda a razão do mundo).

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Li, hoje, na Revista da Folha (Folha de S.Paulo) uma matéria sobre rastreamento de DNA. “O Preço do Destino – Você pagaria para saber que tipo de doença pode ter no futuro?” é o título da matéria de capa da revista, realizada por Sérgio Dávila. Ele mesmo, como repórter, se submeteu ao teste por US$ 999.

Num ponto da reportagem, Dávila fala sobre a questão de discriminação genética: “Uma empresa contrataria um funcionário se soubesse que ele tem predisposição genética para desenvolver glaucoma ou câncer de pele?”. Uma questão bem complexa. Para evitar que isso ocorra, os EUA saíram na frente com a Genetic Information Nondiscrimination Act (lei contra a discriminação baseada em informação genética), que foi chamada de “a primeira grande lei dos direitos civis do século XXI”, assinada por George W. Bush em maio deste ano. Não morro de amores por ele, mas temos de reconhecer que, nisso, ele acertou em cheio. Pela lei, os empregadores estão proibidos de contratar, demitir ou deixar de promover pessoas com base em informações genéticas.

Essa história de discriminação genética me faz lembrar aquele filme Gátaca – A Experiência Genética, de 1997, de Andrew Niccol. Vocês lembram dele? O mundo onde as pessoas não geram mais seus filhos por relações sexuais, mas somente por inseminação artificial, para poderem escolher a carga genética da prole. Os que se arriscam ao método natural geram filhos sujeitos à discriminação genética, já que para serem contratados precisam passar por testes. São considerados uma segunda classe de seres humanos. Será que é este mundo que queremos?

 

 

Estudos mostram que ter uma predisposição não quer dizer que a pessoa vá desenvolver a doença, há de se levar em conta uma série de variáveis. As pessoas que já carregam uma disfunção, como o diabetes, ficam numa situação ainda mais delicada. Mais uma vez, há de se levar em conta as variáveis. Há de se levar em conta a qualidade de vida dessa pessoa, e como ela se cuida: se pratica atividade física, se faz os exames periódicos, se tem uma boa alimentação. Isso faz diferença para qualquer pessoa, que tenha ou não alguma disfunção.

Quantas pessoas “saudáveis” são surpreendidas por infartos, AVC… sem aviso prévio? Quantas pessoas ignoram que tem alguma doença, algum problema de saúde? Quantas pessoas deixam de fazer exames periódicos, não se cuidam, estão sempre com a resistência baixa, por conta do estresse, e faltam muito mais ao trabalho do que uma pessoa bem informada sobre a sua saúde e que, por isso, tomas as precauções necessárias.

As empresas têm, cada vez mais, investido em programas para manter seus funcionários saudáveis. É bom pra todo mundo. Por isso, temos, sim, de reconhecer, muitas investem em programas de qualidade de vida, incentivando hábitos saudáveis, a prática de atividade física e de lazer. Além de proporcionar o reconhecimento profissional. Estão muito certas. São empresas inteligentes, porque sabem que vão se beneficiar de programas assim.

Calcula-se que 50% das pessoas que têm diabetes, não sabem que têm. E, normalmente, uma pessoa que sabe que tem um problema de saúde passa a ser muito mais cuidadosa do que aquele que ignora o problema. No meu caso, eu me considero muito saudável. Muito mesmo. Sou apenas uma pessoa consciente do que eu devo evitar e do que eu devo fazer para continuar saudável. Ao contrário de muitos colegas que dizem: “Prefiro nem ir ao médico. Tenho medo de ter alguma coisa. Não tô procurando doença.” Quantas vezes você já ouviu isso? Como se fato de ir ao médico fosse o causador da doença.

Somos seres humanos, imperfeitos e únicos

Li a matéria de capa da Revista Vida Simples de julho, que fala sobre as imperfeições e sobre a busca incessante pela perfeição, porque simplesmente não aceitamos os nossos defeitos. E isso é negar a nossa condição humana. O nosso grande problema é estar sempre nos comparando aos outros. E, assim, nos sentindo inferiores, porque costumamos pensar que a vida do outro é perfeita. A nossa não. Buscamos os padrões dos relacionamentos de novela, o amor perfeito, a felicidade sem fim. Mas a vida não é assim, e nos frustramos.

A reportagem fala sobre os exemplos de superação são expostos em todas as mídias. Aí, fiquei pensando no meu blog e que eu já fui personagem de diversas reportagens sobre diabetes. Mas o meu objetivo não é parecer perfeita. Quero ser humana, com todos os meus medos e as minhas fragilidades. Se eu puder ajudar alguém com a minha forma de encarar o diabetes, fico imensamente feliz. Se eu puder inspirar alguém a se cuidar mais, é um grande prêmio. Mas sei que cada um tem sua forma de encarar as coisas. Não sou eu que vou dizer que a minha é a forma certa.

Quando você conhece a história de alguém, você pode se identificar com ela. E é essa identificação que pode dar aquela sensação de “puxa, não sou só eu que estou passando por este problema”. Você não se sente tão só, se sente, sim imperfeito, como outros seres humanos. Mas são exatamente as nossas imperfeições, talvez, que nos tornem indivíduos, pessoas únicas. Porque cada imperfeição traz uma vivência, que é diferente para cada um.

Viva a nossa condição de seres humanos, seres imperfeitos.

Preconceito: esta é a pior doença

Custo a acreditar que, em pleno século XXI, as pessoas ainda sejam tão ignorantes e preconceituosas. A Karin, uma querida leitora, relatou-me que um rapaz com quem trocava conversa acabou por se afastar dela depois que ela revelou que tinha diabetes, influenciado, ainda por cima, pelos pais, que deviam ser responsáveis por instruir e educar. Um outro portador de diabetes disse que um cliente não voltou mais em sua loja depois que ele disse que era diabético. A Paula, nutricionista sobre a qual eu escrevi ontem, também contou que, na adolescência, foi vítima de preconceito de um paquera. O menino disse que ela ia morrer solteira por ser diabética.

Às vezes, fico imaginando se existem empresas que, quando ficam sabendo que o candidato é diabético, deixam de chamá-lo para a vaga. Custo a acreditar que isso aconteça, mas o pior é que deve acontecer. Quer saber? Essas empresas não merecem a sua companhia e o esforço do seu trabalho, que independe totalmente da sua condição de diabético, mesmo porque muitos não têm absolutamente nenhuma complicação por causa da doença. Muito pelo contrário, como têm um cuidado com a alimentação, têm uma ótima saúde, estão sempre bem dispostos e, por se alimentarem em intervalos mais curto de tempo, o que não atrapalha de jeito algum a rotina, têm um metabolismo mais rápido. Ou seja, fazem tudo o que qualquer pessoa, tendo ou não diabetes, deveria fazer.

Preconceito é doença.
Informação é cura.

Comida que cuida 2: diabetes

O dia em que fui participar do programa Da Hora, da Rede Família de Televisão, tive o prazer de conhecer pessoas muito especiais, que participaram do programa. Dentre elas, destaco o odontologista Mike Iano, com quem, em breve, vamos bater um bate-papo, aqui, no Viver com Diabetes, e a nutricionista Paula Cristina Augusto da Costa, do Centro de Diabetes da Universidade de São Paulo (Unifesp).

A Paula é muito alto-astral. Ela também tem diabetes, como eu, mas tipo 1. Quando fiquei sabendo que tinha mais uma diabética para dividir a atenção, adorei. Ela passou uma mensagem bem bacana no programa, mostrou a sua bomba de insulina, como funciona, tratando o tema com muita naturalidade. E o mais interessante ainda é que ela escolheu uma profissão em que ela pode ajudar outras pessoas com diabetes.

Antes de entrarmos, ela me perguntou se eu conhecia o livro “Comida que Cuida 2 – O prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes”. O livro foi lançado pelo laboratório Sanofi-aventis. Respondi que conhecia, porque a minha mãe tinha, e que achava o livro muito bom. Aliás, ele é bem na linha desse meu blog, passa a mensagem de que dá pra viver bem, mesmo tendo diabetes. Acabei ganhando o livro da Paula, que foi consultora e revisora gramatical do projeto. O texto, leve, agradável, bem humorado é da jornalista Cris Ramalho.

Na publicação, você encontra depoimentos, frases, dicas, além de mitos e verdade sobre a doença. O tom é sempre o bom humor.

Leia o que diz o release do livro, depois passe no site da Sanofi-aventis e faça o download:

O livro Comida que Cuida 2 – O prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes procura estabelecer uma relação mais prazerosa com a alimentação, mesmo diante das limitações que o diabetes impõe.

Comida que Cuida 2 – O prazer na vida e na mesa de quem tem diabetes vale-se de uma linguagem acessível para abordar as dificuldades do dia-a-dia, estabelecendo um diálogo franco e aberto tanto com adolescentes, jovens e adultos que convivem há anos com o diabetes, como com aqueles que acabaram de receber o diagnóstico e acreditam que suas vidas perderam a graça e o sabor. A obra reúne cerca de 70 receitas, inclusive sobremesas, e dá ainda dicas de como se alimentar fora de casa ou em ocasiões especiais sem transgredir as regras básicas de alimentação que pessoas com diabetes precisam seguir.

O livro trata, sempre de forma acolhedora, as preocupações de pais que têm filhos com diabetes e adultos que querem levar uma vida saudável, desfrutando plenamente o convívio familiar e social. A obra traz também depoimentos de pessoas com diabetes e de vários endocrinologistas brasileiros especialistas no tema, desmistificando velhos conceitos sobre a doença, que vem ganhando proporções de epidemia no mundo inteiro.

Clique aqui, vá para o site da sanofi-aventes e faça do download

Curta: momento doce

Eu estou entre amigos, na sala de casa. Daqui a pouco iremos a um show. Ganhei os ingressos de outra amiga. Momentos como este são sempre doces. Rimos, nos divertimos, tiramos sarro uns dos outros. É por essas e outras que a vida vale a pena. Não importa se você tem ou não diabetes. O que importa é saber aproveitar a vida, saborear os bons momentos, deixar passar os maus. Ir em frente. Aprecie os pequenos e doces momentos da vida, se cuide e seja feliz.