Respeito ao diabético


Eu estou de volta, mas confesso que está difícil voltar de verdade. Voltar para a realidade. Fui viajar por aí. E, mais uma vez constatei, não existe melhor lugar no mundo para ser diabético do que em São Paulo. Não que seja bom ser diabético. Não, não é. Nem aqui. Nem em Roma. Nem em Londres. Ou qualquer outro lugar. Mas a minha cidade, e muitas cidades do Brasil oferecem produtos dietéticos em supermercados, confeitarias e, até, restaurantes. Não nos sentimos diferentes.

Em muitos países, não há sequer adoçante em certos restaurantes, ou cafés. Assim, por diversas vezes, tive de tomar o meu café amargo. Ainda bem que as férias foram doces, para uma boa compensação. Mas eu ficava realmente triste quando pedia o meu “sweetener ” ou o meu “dolcificante” e recebia uma resposta negativa e, às vezes, até mal educada. Nessas horas, pensava que o primeiro mundo era aqui. E, pelo menos neste quesito, é mesmo.

Fico feliz que o meu País esteja mais avançado e mais consciente. Pena que há muito o que melhorar no atendimento público à população e no diagnóstico e apoio aos pacientes por parte do poder público. Mas a iniciativa privada e alguns ações pontuais de programas para diabéticos, como a distribuição de medicamentos e fitas (pena que nem sempre funcione como deveria), estão anos luz a frente.

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