Arquivo mensal: abril 2009

Uma doce mãe

O Dia das Mães está chegando. Será o meu primeiro. O meu baby ainda está na minha barriga, mas já me considero bastante mãe. Já mudei muitas coisas na minha rotina porque penso no bem-estar dele. Tenho ido trabalhar mais cedo para sair mais cedo e dedicar-me a outras coisas, como ir à academia e jantar mais cedo. Tenho me exercitado mais, porque faz bem para nós dois. Mudei a ginástica para o final da tarde, porque me sinto mais relaxada, e isso também beneficia ambos. Tenho respeitado mais os horários de refeição. Tenho me estressado menos com coisas pequenas. Tenho suportado melhor as adversidades. Estou mais dedicada ao lar (parace coisa antiga, né?). Enfim, percebo várias mudanças que vão muito além das mudanças do meu corpo. Que, por sinal, de uma semana para cá, também tem mudado muito. De repente, a barriga surgiu!

Não sei o tipo de mãe que eu serei depois dele nascer, só sei o tipo que eu quero ser, mas a gente sabe muito bem que, na prática, as coisas podem ser muito diferentes. O que sei é que sou uma mãe literalmente doce. Todas nós, mães diabéticas, somos. E preferíamos sermos doces apenas no comportamento, não é mesmo? Mas a vida está aí, com os desafios que precisamos enfrentar de cabeça erguida, com força e coragem. Vamos transformar essa docura física em docura comportamental. Viveremos mais e melhor.

Mães doces, como eu, parabéns por conseguir administrar tudo e mais um pouco!

Gravidez e diabetes: mudanças

É minha gente… muitas mudanças. A gravidez vai avançando, a barriga vai crescendo. O meu menininho vai se tornando um meninão (aliás, já tinha contado pra vocês que é um menino?). A parte ruim é que a glicemia vai se descontrolando, a dose de insulina vai aumentando.

Ando cheia de confissões. Portanto, vai mais uma aqui: administrar o diabetes na gravidez tem me causado um tantinho de estresse. Fico sempre apreensiva, porque sei que agora “o açúcar que corre no meu sangue” atinge outra “pessoinha”. E eu não posso protegê-lo disso. Não é ruim? Ontem, a minha médica endocrinologista me tranquilizou, disse-me que o meu controle basal (da insulina lenta, NPH) é bom. Os descontroles acontecem no pós-refeição, mesmo que eu só coma salada (é claro que eu não faço isso! e nem poderia), e faça ginástica. Por isso, ela introduziu a insulina rápida sempre antes do café da manhã e antes do jantar. Não inseriu antes do almoço, porque a minha pós-almoço anda até controlada, por enquanto. Ela me explicou (parece que eu tenho de ouvir isso todo dia para me dar conta) que eu uso uma dose bem baixa de insulina para o meu peso. Apenas 12 unidades de NPH por dia. E que o aumento dessa dose, com o passar dos meses, é inevitável.

Fico analisando e acho que essa minha frustração vem do fato de que eu queria “ser normal”, pelo menos na gravidez. Nunca me importei tanto em ter diabetes como agora. Não chego a ficar deprimida, mas não relaxo, sabe? Porque me preocupo com o meu bebê. Mãe é mãe. Agora, eu sei como é.

Doce diet aos domingos

Aos domingos, costumo ir visitar a minha sogra, que mora na Mooca. Próximo ao bairro, na Vila Zelina, a gigante padaria Cepam faz sucesso, com seus mais de 40 anos de existência e 1.700 metros quadrados. Ela é responsável pelos produtos Village. Na linha diet, há panetones e colomba pascal. Na época de festas natalinas e de Páscoa, eles montam uma grande estrutura, fora da padaria, para dar contar da demanda.

Já fui lá algumas boas vezes. De vez em quando, havia um ou outro doce diet. Pouca coisa. Na última Páscoa, quando estive lá para comprar a minha colomba diet, entrei na padaria e me surpreendi com a quantidade e variedade de doces diet. Impressionante. Nunca vi um lugar com tantas opções, a não ser nas lojas especializadas, que trabalham com produtos muito caros. Lá não. Na Cepam, um doce normal, com açúcar, sai R$ 3,20. Ao passo que o diet, sai por apenas R$ 0,70 de diferença. Ou seja, por R$ 3,90, o que me pareceu bastante justo. E são muito bons.

Agora, sempre que vou a minha sogra, aos domingos, dou uma passadinha lá na Cepam. Cada final de semana, como um doce diferente. Já comi torta de morango, quindim (acredite se quiser!), mil folhas (o melhor), pudim de leite condensado diet. Olha, uma beleza. Aprovadíssimo. E tem muito mais: bomba de chocolate, bomba suiça, diversos mousses, bolos…

Para você que é de São Paulo, ou do ABC, vale a pena passar por lá, mesmo que você não more perto.

Serviço:

Cepam
Rua Ibitirama, 1409
Fone: (11) 2341-6644 / (11) 2137-6644

www.villagecepam.com.br

Enquete da semana: você vive bem com diabetes?

Diabetes e gravidez: inseguranças e neuras

Estar grávida e ter diabetes é uma experiência e tanto. Confesso que às vezes me sinto insegura. Quando a minha glicemia está mais alta, mesmo que eu não tenha feito nada, nada para ela estar mais alta, eu me sinto um pouco culpada. Parece que eu estou fazendo mal para o meu nenê. E eu não quero isso. É meio irracional, porque eu não posso ter o controle absoluto sobre a minha glicemia, sobre como o meu corpo vai reagir. Mesmo assim, fico estressada cada vez que a glicemia dá acima de 140.

Como já estou a caminho de completar 20 semanas de gravidez, a minha obstetra alterou a dose de insulina. Ela disse que eu tomo uma dose bem baixa, que normalmente as gestantes já entram com o dobro de insulina que eu tomo, mas o meu corpo, até então, vinha reagindo bem. De uma semana para cá, a coisa começou a mudar. E eu tive alguns picos. Ela disse que é normal, que a medida que o tempo vai passando, a necessidade de insulina vai aumentando. Mas dá um medinho…

Fora isso, voltei à academia. Estou fazendo hidroginástica, dia sim, dia não. Tenho ficado um pouco cansada na aula, mas depois me sinto mais disposta para as atividades do dia.

No geral, tenho me sentido bem, mas tenho tido insônia. Mas a culpa não é inteiramente do meu estado gestante. Não. Só a posição de dormir. Porque só consigo ficar deitada do lado esquerdo. E ficar a noite inteira na mesma posição é meio ruim. Imagina quando eu estiver de barrigão. Ai, ai.