Cotidiano


O nosso cotidiano é diferente de uma pessoa não-diabética. Uma pessoa não-diabética levanta e a primeira coisa que faz é escovar os dentes. Nós, não. Mal levantamos, às vezes ainda no tempo e no espaço entre o sono e o despertar, já estamos espetando nosso dedinho, tirando uma gotinha de sangue para ser avaliada pelo aparelhinho companheiro de cabeceira, de bolsa, de mesa: o glicosímetro. Mal abrimos o olho e ele está ali, a nossa espera. Para quem é insulino-dependente, mais picadas. Insulina para começar o dia. Para quem não é: comprimidos e um gole de água. Aí, sim, vamos ao ritual: deixar os dentes bem escovados e o corpo bem lavado. E lá se vai mais uma picadinha antes do café da manhã para controlar a glicemia pós-alimentar.

Não podemos nos dar ao luxo de esquecer o lanche. O almoço e o jantar devem ser precedidos de mais picadas. E, nos intervalos, gotinhas de sangue para ver se está tudo sob controle. Atividade física, nem que seja uma caminhada, deve fazer parte da rotina. O alimento deve ser bem avaliado antes de ser levado à boca. E as marcações glicêmicas anotadas. Concordemos que há de se ter muita paciência, muita disciplina e força de vontade.

O dia termina da mesma maneira que começa. Mais picadinhas. Gotinhas se sangue. Insulina.

3 ideias sobre “Cotidiano

  1. MARGARETE

    É isso mesmo Luciana desse jeitinho que você descreveu o nosso cotidiano,concordo com você plenamente. Haja paciência!
    Beijos

    Resposta
  2. Erika

    Olá meninas!

    O meu dia tbm começa assim, primeiro de tudo: medir a glicemia, tomar insulina..
    Mas, como terapeuta vejo um aspecto bacana desta rotina: O nosso primeiro olhar do dia está voltado para nós mesmas.
    Nos olhamos, como estamos nos sentindo, como sentimos a glicemia? está baixa? alta?? Assim ficamos durante todo o dia, sempre em contato com as nossas sensaçoes. Pois não quer dizer que se tomarmos a dose correta de insulina teremos a garantia de niveis estáveis de glicose no sangue. Não!!! Estes niveis oscilam, e muitas vezes fogem ao nosso controle..
    Deixo a dica para que aproveitemos para expandir este contato constante para além do organico, indo na direção dos sentimentos.
    Sempre nos perguntando: O que eu estou sentindo? O que eu preciso agora para me sentir melhor?
    Este pode ser o começo de uma rica caminhada, a de descobrir-se, do verdadeiro auto conhecimento!!!
    Boa sorte a todas
    Beijos

    Resposta

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