Viagem de um diabético: comida de avião


Nunca havia pedido a refeição para diabético nas minhas viagens anteriores. Desta vez, meu marido resolveu pedir. O jantar da ida até que tudo bem: frango, legumes e arroz. Saladinha de frutas de sobremesa. Não que a minha glicemia tenha se mantido estável, porque, como eu já disse, subia do nada. E, acreditem, eu não estava nervosa, nem ansiosa até então. O café da manhã, um desastre: ovo gordurento, pão e manteiga. Acho que por causa das turbulência acabaram me servindo o café da manhã normal. Não é possível que aquilo fosse uma refeição especial.

Na volta, o café da manhã era um desastre para um diabético: um pratão de frutas. E, de sobremesa, adivinhe? Salada de frutas. Frutas são saudáveis, é claro, mas para nós, diabéticos, há de se ter parcimônia. Uma frutinha de cada vez e, se acompanhada de uma proteína, como aprendi com a minha endocrinologista, melhor. Recusei e fiquei com o tradicional café, debaixo de um olhar de reprovação da comissária de bordo. Um lanche de presunto e queijo, que tinha a combinação carboidrato + proteína. Podia tomar a quantidade que fosse de Humalog que a minha glicemia ia lá para os seus 180. No almoço: frango, arroz (não integral) e saladadinha. Frutas de sobremesa.

O que tiro desta experiência é que os nutricionistas ligados às empresas que fornecem alimentação especial nas aeronaves deveriam ter mais atenção ao cardápio ideal para um diabético, incluindo mais carboidratos integrais, como pães, cereais sem açúcar, arroz integral. Assim, poderiam oferecer uma refeição mais de acordo com as nossas necessidades.

Quando for fazer viagens longas, uma dica, é levar uns lanchinhos (frutas, polenguinho, barrinhas de cerais diet) para comer nos intervalos. Se não, a gente fica muito tempo sem se alimentar. Foi o que fiz em todos os vôos, principalmente, nos dois vôos internos, dentro dos EUA. Ia ficar cinco horas dentro do avião. E, agora, devido à crise econômica, eles cobram os snaks ou lanches (só não as bebidas) dentro dos aviões. E não tem nada saudável. Antes de embarcar, comprava sempre um lanchinho com pão integral para comer nos horários certos.

Para constar: viajei de TAM, do Brasil para os EUA. Os vôos internos foram feitos pela American Airlines.

13 ideias sobre “Viagem de um diabético: comida de avião

  1. MARGARETE

    Pensei que comida de avião fosse mais balanceada para dietas especiais.
    Tem muitos lugares não só em empresas aéreas que não elaboram cardápios especiais para quem está de dieta, já me deparei com esse problema também. Vamos protestar! rrsss.
    Beijos

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  2. Rafael

    Olá Luciana. Também sou diabético, e gostei do toque, já que vou viajar para Paris e também optei pela refeição diabética. Outra coisa que queria te perguntar é em relação a insulina, se você teve algum problema no transporte ou só levou a receita médica mesmo?

    Att,

    Resposta
    1. Luciana Oncken Autor do post

      Oi, Rafael, que bom que o meu post foi útil para vc! Olha, só a receita basta, mas leve em português e em inglês, se tiver em francês, é ainda melhor. Eu levei em português e em inglês na última viagem que fiz para os EUA, mas ninguém me pediu. Me pediram quando fiz um vôo interno entre São Paulo e Salvador, e o pior é que eu não tinha receita. Tive de implorar para embarcar com a insulina. Tomo o mesmo cuidado também de levar receita dos remédios que tomo (em comprimido), já que não sou insulino-dependente e faço uso da insulina desde a gravidez e durante a fase de amamentação. Paris é uma delícia! Já é doce o bastante para açucarar a vida. Boa viagem! Abraços.

      Resposta
  3. Priscila

    Oi Luciana,

    Li seu post e gostei muito da dica. Meu pai é diabético e também depende da insulina. Eu estou morando na Alemanha agora e queria que meu pai viesse me visitar. Você sabe me dizer se existe algum problema de entrar no aviao com a seringa ? E existe restricao de ml ?
    Muito obrigada,
    Priscila

    Resposta
  4. Larissa Maciel

    Oi! Li seu post e gostei muito das dicas, na verdade gostei muito do seu blog. Meu marido é diabético tipo 1, queremos viajar para a França e eu não consigo nenhum tipo de informação sobre o transporte e a documentação exigida pelo pais referente a insulina. Vc saberia me dizer alguma coisa sobre isso???

    Muito obrigada!!!

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  5. Briza Mulatinho

    também vou viajar em abril para mais de um país e fui na polícia federal daqui saber do que precisava para embarcar com insulina e não souberam informar… vou levar receita do médico e torcer pra que baste!!!

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      1. Anita furtado

        Estou um pouco precupada meu vol sera de tokio a sp com destino a belem caso ocorra algO no vol que pode me ajudar o que devo fazer ?

      2. Luciana Oncken Autor do post

        Oi, Anita! O que vc teme que ocorra? Leve insulina de sobra, pastilhas para elevar a glicose, em caso de hipo e monitor. Vai dar tudo certo! Boa viagem! Beijos.

  6. Carlos

    Olá Luciana
    Sou Diabetico desde pequeno e em viagens pela America do Sul nunca tive problemas com as insulinas, agora vou para portugal e França e gostaria de saber como você fez para ter a receita em inglês dos medicamentos. grato Carlos

    Resposta
    1. Luciana Oncken Autor do post

      Oi, Carlos, pedi para o médico em inglês, mas eles aceitam mesmo em português. Fui para os EUA e nem me pediram. Tive problema em Salvador, quase não me deixaram embarcar com a insulina pq eu estava sem a receita. Chamaram um superior e acabaram liberando…

      Resposta

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