Arquivo mensal: setembro 2009

40 dias!

Ontem, o Lucas completou 40 dias de vida. Ele está ótimo, crescendo muito, engordando bem. Tudo a base do leite materno. Inocentemente, quando estava grávida, achei que ia ter tempo, quando ele nascesse de atualizar com frequencia o blog. Acontece que ele acorda de duas em duas horas para mamar, depois fica no peito uma hora ou mais. Ou seja, tenho intervalos de uma hora em que eu tenho de conciliar um monte de coisas, mas vale muito a pena. Porque vejo que ele está bem, está com saúde e isso me tranquiliza.

Ele tem tido cólicas. Sei que é normal, mas dá uma peninha. E, aí, toca ficar com ele no colo (uma delícia senti-lo junto ao meu corpo). Vida de mãe de primeira viagem é assim.

Não tenho feito tantos controles como antes. Aliás, estou muito longe dos cuidados que tinha durante a gravidez. Continuo sem tomar remédios. Tomo pouca insulina rápida para correção. Mas meu jejum já não está aquela maravilha, como estava logo que o Lucas nasceu. Acho que são as noites em claro.

Minha recuperação tem sido excelente…

(tive de interromper durante 40 minutos este post para dar de mamar, colocar para arrotar e deitá-lo no bercinho).

… Como dizia, minha recuperação tem sido excelente. Minha médica disse que o meu útero já está pronto para a próxima gravidez (risos). Vamos com calma!

O que sinto é que tenho de me cuidar melhor. No momento, todas as minhas atenções estão no meu pequeno, mas eu quero vê-lo crescer, ser pai… quem sabe, avô, ou ser, simplesmente, o que ele escolher ser. Por isso, tenho de me cuidar.

Gravidez e diabetes: a chegada do Lucas (2)

…continuação

Mas quem disse que havia vaga na Pro-Matre? Não tinha. E eu quase implorei, porque meu sonho sempre foi ter meu filho lá, porque foi lá que eu nasci. Mas não tinha jeito. Não tinha vaga de jeito nenhum. E eu até chorei. E o pior, minha médica disse que não tinha vaga na Santa Joana, nem no Einstein… e conseguimos no São Luiz.

Toca sair da região da Av. Paulista para o Itaim em plena hora do rush, eram 18h30. Pegamos um trânsito danado. Minha médica chegou a me ligar para saber onde eu estava porque ela já estava a minha espera. Chegamos por volta de 19h15. E ela estava me esperando na porta. Me pegou pelo braço e falou: “essa moça tem de fazer a ficha urgente porque já está em trabalho de parto”. Mas eu estava tão calma, tão calma…

Meu marido correu para contratar foto e vídeo, ali mesmo. Dali, fui direto fazer os últimos exames. Quando senti que poderia ser naquele dia, tomei o cuidado de não tomar mais insulina, porque sei que após o parto os índices glicêmicos despencam. Estava tudo em ordem. Fui para o centro cirúrgico. Tomei a anestesia, mas já me sentia meio anestesiada. Não conseguia acreditar que o Lucas já estava chegando, assim tão apressado, escolhendo a data do nascimento, a maternidade, o horário. No fim, foi tudo do jeitinho dele.

Meu marido entrou alguns minutos depois, todo paramentado. Os olhos brilhavam curiosos, de alegria, excitação. O procedimento começou e ele não se contentou em ficar atrás dos panos, foi ver a cirurgia. Logo, eu escutei: “ele é cabeludo”. E o meu marido ia e voltava, eufórico. E puxa daqui, empurra dali. O Lucas chegou! O relógio marcava exatamente: 20h36.

Minha médica o pegou nos braços e, quando ele ia começar a chorar (ele demorou um pouquinho), e ela ia mostrá-lo para mim, a neonatologista o levou correndo embora. Fizeram todos os procedimentos e já mediram a glicemia dele (porque há risco de bebês que nascem de mãe diabéticas terem hipo ao nascer).

E eu só ouvia, emocionada, seu forte choro vindo da outra sala. Tranquilizei-me porque meu marido mantinha os olhos brilhando de felicidade o tempo todo.

A espera estava me deixando eufórica, senti falta de ar. Finalmente, o trouxeram para um rápido encontro. Queria poder amamentá-lo ali mesmo, queria ficar com ele e não soltar mais. Não dá para descrever a emoção. É impossível.

Fui para a recuperação e segui para o quarto cerca de uma hora e meio depois do início do parto. Duas horas depois, ele voltou para os meus braços e eu pude amamentá-lo como eu tanto queria. E o espertinho já veio com o bocão aberto.

Soube que ele já havia tomado leite artificial, no copinho, enquanto eu estava na recuperação. Isso para não ter hipo. Tudo bem, nem tudo é como planejamos. E se era para o bem dele…

Fiquei com ele duas horas, namorando aquele rostinho lindo, inchado, que eu tanto esperei para ver.

No dia seguinte, minha glicemia começou a ser monitorada. Com a amamentação, só precisava tomar insulina rápida para correção. E não era sempre. Tomei o café da manhã com gosto. Pensei: mesmo que a minha glicemia suba um pouco, agora sou só eu, não vou prejudicar meu filho. Cada picada, uma surpresa. Mesmo quando estava com níveis um pouco acima, era muito pouco, frente ao que eu tinha comido, ainda mais considerando-se que eu não estava tomando praticamente nenhum tipo de medicamento.

… Continua

****

PS. A Margarete perguntou como está a cicatrização dos pontos. Está ótima, tirei os pontos na terça-feira passada. Já está totalmente cicatrizado por fora. E olha que eu fui bem abusada. No dia seguinte já estava abaixando para pegar coisas no chão, levantado da cadeira com o Lucas no colo, andando quase reta. No nono dia, peguei o carro para levá-lo ao médico… E já quase recuperei meu peso. Falta 1,5 kg para perder.

Gravidez e diabetes: a chegada do Lucas

Olá, não está nada fácil conseguir atualizar o blog. Hoje, no intervalo entre uma mamada e outra, consegui responder todos os comentários deixados desde que o Lucas nasceu. E não eram poucos! Antes do bebê nascer não tinha noção do quanto de tempo dedicaria a ele. Tempo integral. Mas isso não me estressa nenhum pouco. Durmo pouco, não tenho tempo de cuidar de mim, mas estou pra lá de feliz. Não me importo de acordar às 3h30, às 5h30, às 8h. Porque sei da importância de alimentar meu filho. Aliás, leite materno diminui as chances de desenvolver diabetes, além da amamentação me deixar com níveis glicêmicos normais.

Algumas pessoas me perguntaram do parto. O Lucas nasceu prematurinho, mas isso não teve nada a ver com o diabetes. Também nasceu de cesária, o que também não teve relação com o diabetes. É que já havia feito uma miomectomia (retirada de miomas) por videolaparoscopia há três anos, e o parto normal poderia fazer com que a parede do meu útero não aguentasse. Por isso, a pressa de fazer o parto logo que entrei com os primeiros sinais de trabalho de parto.

Tinha trabalhado até o dia anterior ao parto. Estava com risco de parto prematuro e a médica indicaria um afastamento, mas o Lucas foi mais apressado ainda. No dia anterior, já senti que a gestação não iria muito longe. Sentia-me cansada, com muita pressão da região da virilha e um pouco de dificuldade para andar. O pior é que meu marido estava viajando a trabalho. Minha mãe veio dormir comigo.

Nos últimos dias, minha glicemia estava se mantendo em bons níveis e eu até tive indicação de redução das doses.

Na quarta, dia 19, acordei me sentindo meio estranha. Não de saúde, sei lá, me senti um pouco vulnerável, chorona. Quando fui tomar banho, percebi um pouco de sangue, bem pouquinho e falei pra minha mãe que achava que estava perto do Lucas nascer. Liguei para a minha médica, que me disse para observar as contrações e se saia o tampão.

Achei que se ficasse quietinha, o Lucas esperaria mais um pouco. Que nada, na primeira ida ao banheiro, saiu o tal do tampão. Liguei pra ela novamente, que me pediu que fosse  para a maternidade. Liguei para o meu marido, que estava voltando do Rio de Janeiro, e já estava no aeroporto, em São Paulo. Falei pra ele vir direto pra casa, porque achava que tinha chegado o dia. Ele ficou eufórico.

Fui acabar de arrumar as malas e me aprontar. Bateu um friozinho na barriga, que logo passou, e eu sossegadamente me aprontei. O meu marido chegou e ainda demoramos um tempinho pra sair. Não tinha muita noção da urgência da coisa. Estava meio no ar e fiz tudo muito calmamente. Chegando a Pro-Matre, fui fazer os exames, que constaram: colo do útero fino como um papel, dois dedos de dilatação, o bebê em bom estado de saúde. E logo veio a ordem da minha médica: interna!

Continua… (antes do Lucas acordar novamente, preciso almoçar!)