Arquivo mensal: novembro 2009

Custo de tratamento com diabetes deve triplicar até 2034, diz estudo

Segundo uma recente  pesquisa publicada na edição de dezembro da Diabetes Care, o custo do tratamento do diabetes vai triplicar até 2034. Para esse ano, o estudo prevê que 44,1 milhões de norte-americanos terão diabetes , o que acarretará num aumento de gasto com o tratamento dos 113 billões de dólares atualmente para 336 bilhões de dólares.

Os números foram destacados em um relatório da Universidade de Chicago, que mostrou também que o diagnóstico de diabetes duplicará até 2034. O estudo, que foi financiado pela Novo Nordisk, que concluiu: “Sem alterações significativas nas estratégias públicas ou privadas, haverá uma pressão significativa, o que resultará num sistema de saúde sobrecarregado.

*** esta notícia foi publicada no site Diabetes.uk.co

E no Brasil, como ficamos?

Formas diferentes de ver o diabetes

O Lucas está dormindo um pouquinho e eu corri aqui para atualizar o blog.

Semana passada, recebi dois depoimentos totalmente antagônicos. Um super alto astral, da Isis, que convive com o diabetes há 42 anos e está super bem, feliz, casada com seu maridão há 31 anos, com quem tem uma filha. E outro do Denis Frank, que ficou sabendo este ano ser portador do distúrbio e está arrasado. Denis tem 33 anos, é casado com a mulher da vida dele, tem um filho lindo e acabou de passar num concurso público.

A forma da Isis ver o mundo pode ajudar e muito o Denis. Ainda mais porque ele se preocupa com o futuro, acha que vai morrer de uma hora para outra, que não terá chance de ver o filho crescer, que a vida fechou uma porta pra ele. Isis aproveitou bem esta porta fechada para abrir outras. Mas talvez isso não tenha acontecido da noite para o dia, mesmo porque ela ainda era uma criança quando teve o diagnóstico do diabetes. Mas a vida foi mostrando os caminhos e ela foi desbravando as trilhas.

Denis, este é o espaço para você compartilhar a sua angústia. Você disse que era a primeira vez que falava sobre a doença. Pois fale, desabafe e troque experiências. Esta semana, particularmente, recebi alguns comentários bem alto astral, de pessoas que têm diabetes há 17, 20, 46 anos. Há ainda muita história por vir e muita coisa para ver na sua vida.

Isis, achei você o máximo, é muito bom ter depoimentos como o seu.

Você se sente doente?

Eu não me sinto doente. Sinto-me saudável, com disposição, animada. Tenho muita energia. Será que estou me iludindo? Creio que não, afinal, fora o diabetes, minha saúde está nota 10. E eu até que me cuido. Ok, uma dorzinha aqui, outra acolá, nota 8 tá bom demais. E você, se sente doente?

Bom dia, diabetes!

Que bobagem! Como assim, bom dia, diabetes!? Sei lá, quem sabe com bom humor ela não resolve ficar controladinha? Acordei com 116, mas não era assim um jejum da noite toda. Às 4h da manhã, depois de dar de mamar, estava morrendo de fome e comi um pão integral light com geléia de morango diet. Ontem, acordei com 93! Esta, sim, foi nota 10. Ainda me impressiona o fato de nem estar tomando remédio e conseguir controlar as taxas de glicemia só com o aleitamento. Amementar é tudo de bom, não é? Estou mais magra do que antes de engravidar e, depois de um período de controle intenso, posso me dar ao luxo de não tomar nada… Beleza! Bom dia a todos!

Diabetes, gravidez, filho, viver a vida…

Hoje, levei o Lucas ao pediatra. Saí de lá feliz da vida. Ele está ótimo, com 5,850 gramas e 59,5 cm. Completou três meses no dia 19. Brinco que é a maioridade dos bebês. É quando eles podem começar a sair um pouco mais, a badalar por aí (risos).

Estou para escrever isso desde o Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro. Disse que não havia o que comemorar no tal dia. Mas quer saber? Há sim. Eu tenho muito o que comemorar. Por ter chegado até aqui, por viver esses seis anos com diabetes, por ter me cuidado neste período, por ter descoberto uma outra Luciana: forte, capaz de reverter algo negativo em algo positivo nessa vida. Eu já vivia bem com diabetes, mas ter criado este blog foi um passo imenso. Saí do casulo. Eu, que sempre fui tímida, consegui me expor, e não me arrependo nem um bocado. Os comentários que recebo aqui são o gás, o combustível para eu seguir em frente.

Este 2009 foi particularmente especial. A gravidez sempre me assustou um pouco. Passar de remédio a insulina. Uma dificuldade para mim, porque sou meio indisciplinada com medicamentos. Passar de um controle semanal a oito picadinhas por dia. Policiar-me para não ficar a tarde inteira trabalhando e esquecer o lanchinho. Mas consegui. Consegui porque sabia que havia um outro ser, dentro de mim, que dependia disso tudo para se desenvolver bem. E segui à risca.

Corri atrás do prejuízo (modo de dizer, porque quando me descobri grávida ainda não tinha começado o tratamento com insulina), e foram oito meses ali, na rédea curta. Houve momentos de medo, sim. Principalmente durante a viagem que fiz aos Estados Unidos, quando o controle glicêmico ficou um pouco mais difícil. Tive umas crises de choro. Passei também por alguns problemas no trabalho, que me fizeram sofrer um bocado. Mas o meu Lucas me dava força para seguir adiante.

Hoje, meu presentinho de Deus está ali no quarto ao lado, dormindo. Chegou apressadinho, com oito meses, mas veio forte e com saúde. Por isso, eu recomendo para as diabéticas que querem ser mãe: sejam! É o máximo.

Eu digo para aqueles que acham que o diagnóstico de diabetes é o fim: é difícil, mas pode ser o começo.

E viva a vida! E vivam a vida!

Quando a vida é mais divertida…

Este vídeo faz parte de uma série lançada pela Volkswagen chamada The Fun Theory. É muito bacana notar que quando há beleza na vida, ela é muito mais importante do que a praticidade. E é capaz de mudar hábitos e inspirar as pessoas.

Divirtam-se: