Formas diferentes de ver o diabetes


O Lucas está dormindo um pouquinho e eu corri aqui para atualizar o blog.

Semana passada, recebi dois depoimentos totalmente antagônicos. Um super alto astral, da Isis, que convive com o diabetes há 42 anos e está super bem, feliz, casada com seu maridão há 31 anos, com quem tem uma filha. E outro do Denis Frank, que ficou sabendo este ano ser portador do distúrbio e está arrasado. Denis tem 33 anos, é casado com a mulher da vida dele, tem um filho lindo e acabou de passar num concurso público.

A forma da Isis ver o mundo pode ajudar e muito o Denis. Ainda mais porque ele se preocupa com o futuro, acha que vai morrer de uma hora para outra, que não terá chance de ver o filho crescer, que a vida fechou uma porta pra ele. Isis aproveitou bem esta porta fechada para abrir outras. Mas talvez isso não tenha acontecido da noite para o dia, mesmo porque ela ainda era uma criança quando teve o diagnóstico do diabetes. Mas a vida foi mostrando os caminhos e ela foi desbravando as trilhas.

Denis, este é o espaço para você compartilhar a sua angústia. Você disse que era a primeira vez que falava sobre a doença. Pois fale, desabafe e troque experiências. Esta semana, particularmente, recebi alguns comentários bem alto astral, de pessoas que têm diabetes há 17, 20, 46 anos. Há ainda muita história por vir e muita coisa para ver na sua vida.

Isis, achei você o máximo, é muito bom ter depoimentos como o seu.

17 ideias sobre “Formas diferentes de ver o diabetes

  1. roberta

    LU sempre falo e penso ,a diabetes melhorou minha vida em muitos aspectos ,claro que e uma doenca e precisa exige disciplina constante ,mais me sinto bem vejo a vida com outros olhos ,com mais intensidade e vontade de viver de ser feliz ,de superar ,surpreender ,sentir a vida e toda sua essencia ,afinal todo mundo pode morrer a qualquer hora tendo diabetes ou nao ,e tem doenca muito pior ,entao a partir do diagnostico decretei ,vou viver mais ,ser muito mais feliz ,tive a chance de perceber o quanto a vida e valiosa ,e quantas pessoas querem meu bem ,e precisam de que eu esteja bem ,pra estarem bem ,eu eu vou assim feliz e pronto ,medir glicemia , tomar insulina ,fazer dieta ,quebrar a dieta de vez enquando ,ahhh tudo faz parte da minha doce vida .
    bjim

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  2. Liana

    Oi Lú. Fico triste de ver uma pessoa sofrer quando descobre o diabetes. Sei que é difícil no começo, mas esse espaço pode ser uma forma dele aprender e ver o diabetes de outra forma. E isso será muito bom, pois no meu caso, tive que ir aprendendo sozinha, descobrindo sozinha, pois na época nem sei se existia esse tipo de “troca de experiências on line”!!! Quando descobri minha diabetes tinha 11 anos, chorei muito porque não podia mais comer doces!! Mas minha mãe foi um anjo…sempre cuidou de mim, aprendeu a fazer receitas diet, me colocou na natação, mostrou a importância da atividade física para qualquer pessoa! Essa nossa condição faz com que sejamos pessoas mais saudáveis!! E assim nossos filhos terão modelos saudáveis!!!
    Bjinhos

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  3. Margarete Godoy

    Bom sou diabética há 34 anos e não foi nada fácil no início, pois eu tinha 8 anos e naquele tempo não tinha produtos diet e a medicina não estava avançada e não existia os aparelhos para fazer teste.
    Passei por uma fase de revolta na minha adolescencia com o diabetes, me achava diferente as pessoas me olhavam estranho, na infancia não brincava na hora do recreio no colégio, me isolava. As pessoas faziam perguntas eu não sabia responder.
    Alguns rapazes que queriam me namorar quando sabiam do diabetes se afastavam de mim.
    Escutei muita besteiras tipo: ela não vai poder casar e nem ter filhos, ela não passa dos 20 anos e por aí vai. Hoje vejo quanta besteira eu escutei de pessoas mal informadas.
    Abraço

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  4. Fernanda

    Oi, pessoas lindas!
    Bem, já postei minha história muitas vezes aqui, mas só para dar força àqueles que ainda não se conformaram, tenho 30 anos e há 21 tenho diabetes tipo 1. Descobri com 9 anos (parecido com a Margarete e com a Liana), naquela época era tudo muuuuuito mais difícil, além de não existir muitos produtos diet (nem coca cola existia…), a terapia era única, NPH + Regular, e as seringas eram de vidro, com agulhas de aço enormes e grossas, que devíamos ferver para esterilizar… Dá vontade de rir quando lembro disso, é engraçado… Era tão difícil e nem notávamos…
    Hoje em dia uso bomba de insulina há quase 3 anos e estou grávida (!!!) com 3 meses e 2 semanas! Estou tão feliz!!! Mas não se iludam, não é nada fácil. Ainda não consegui 100% de controle adequado, mesmo com a bomba (estou usando a Paradigma Real Time, que vem com o sensor de glicemia, que avisa as tendências, hipos e híperes), e meço na ponta do dedo de 10 a 20 vezes por dia – acreditem! Mesmo assim, estou com 70% de aproveitamento, quer dizer, 70% de glicemias normais no mês de novembro (entre 60 e 160), 20% de hipos e 10% de híperes.
    Mas estou chegando lá… Tenho certeza de que vamos conseguir!
    É isso! A solução é amar a vida, nos amar a nós mesmos e amar aqueles que estão á nossa volta. Só assim conseguimos força para nos cuidar apesar de tuso!
    Bjos
    Fernanda

    Resposta
    1. Liana

      Oi Fernanda,
      Parabéns por sua gravidez!!
      Queria saber como foi seu planejamento para engravidar. Vc demorou para conseguir?? Como estava sua hemoglobina glicada?? Como manter a glicada boa enquanto o bebê não vem??
      Estou tentando engravidar há 4 meses…
      Abraços
      Liana

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    2. Alex

      Olá!

      Meu filho tem diabetes desde os 9 anos. Hoje ele tem 11 e, ao que parece, acabou de sair da fase de lua-de-mel. Gostaria de saber como funciona a bomba de insulina com o sensor de glicemia, onde posso adquiri-lo e quanto custa o aparelho e a manutenção. Não que eu possa compra-lo imediatamente, mas tornado a vida de meu filho melhor farei o possível para comprar e manter esse tratamento. Realmente o diabetes não sai de minha cabeça 24 horas por dia. Preciso ter esperança e equilíbrio para acompanhar meu filho nessa jornada.

      Resposta
      1. Luciana Oncken Autor do post

        Olá, Alex, vou destacar em um post para ver se alguém pode te ajudar com esta informação. Não perca as esperanças. Procure manter o equilíbrio. Ele precise de vc. Grande abraço.

  5. sheila regina de vasconcellos

    É…após tanto tempo com a doença é engraçado lembrar dos mitos e do desespero do início. Meu grande pavor era o de não poder ter filhos. Achava que seria a minha maior frustração. Hoje, após 24 anos com a doença, tenho dois pimpolhos (uma de 11 e outro de 4) e um maridão há 12 anos. Sou feliz, trabalho e cuido da nossa vida em família. Sei que preciso me cuidar para cuidar de quem precisa de mim e que não há nada mais importante do que nossa saúde. Beijos querida Luciana. Espero que esteja curtindo o bebê!

    Resposta
    1. Luciana Oncken Autor do post

      Que bom, Sheila, o seu depoimento, para mulheres que têm esse medo. Vc está aí com os seus filhos para mostrar como é possível. E nos cuidarmos depois de tê-los é que é nosso grande desafio, pq ficamos totalmente focadas neles. beijos.

      Resposta
  6. Fernanda

    Oi, gente!
    Oi, Liana. Eu tentei engravidar por 1 ano, depois de ter tido um aborto espontâneo no ano passado que nos frustou muito… Na época, não estava com o controle assim uma Brastemp. Mas durante o ano de tentativas, meu foco foi conseguir o bom controle para engravidar sem maiores riscos. Engravidei com uma glicada de 5,4%, mas ainda sem 100% de aproveitamento… Agora estou um pouco melhor do que postei acima: o mês de dezembro tem sido com mais de 80% de glicemias normais… E vai melhorar ainda mais, vocês vão ver. Minha meta agora é conseguir 90%. Quando chegar lá conto pra vocês.
    Meu conselho é: não se estresse! A ansiedade atrapalha sempre os planos de quem quer engravidar. No meu caso, só consegui depois que tinha perdido as esperanças, pois no mês seguinte iria começar a tomar remédio para estimular a ovulação. Simplesmente mudei o foco! E engravidei sem ter começado o remédio.
    Patrícia, eu moro em Brasília, posso te indicar alguns endocrinos por aqui, escreva: fernanda.laranjeira@hotmail.com.
    Ou então a Lu passa pra você meu contato por email, né, Lu?
    Beijos a todos!

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  7. Teresa Bujokas Nunes

    Fernanda,
    Vou aproveitar o espaço da Lu para te pedir para falar um pouco mais sobre o seu controle. Sou diabética tipo 1 há mais de 20 anos e também uso a Paradigm 722 mas sem o Minilink. Como é que você consegue ter um controle tão bom assim? Eu estou até com inveja de você!!!!!! rsrsrs…
    Bjs

    Resposta
  8. Sueli

    Oi Lu, td bem?
    Estou com pre-diabete ha 3 meses em tratamento. Ontem descobri que minha glicemia estava controlada e fiquei muito feliz. Porem ao pegar o resultado do exame do meu filho de 22 anos descobrimos que ele tb esta com o mesmo problema.
    Ele nao queria ir ao endocrino, mas percebi que ele estava engordando muito e urinando com frequencia. As vezes disputavamos o banheiro.
    Para que nao continuasse lhe enchendo, ele foi e fez os exames, teimando que td estava bem.
    Gostaria de saber se vc ja ustilizou capsulas de Nem(planta indiana).
    Espero que ele siga direitinho o tratamento pois leva td na brincadeira!
    Quanto a vc, parabens pelo seu blog e por lutar pela sua felicidade!
    Bjus no core

    Resposta
  9. Fernanda

    Oi, Teresa,
    Comecei a usar a Paradigma 722 com o Minilink (Real Time) depois que engravidei. Uso bomba de insulina há 3 anos, primeiro usei a Paradigma 715 por pouco mais de 2 anos (emprestada da empresa), depois ela deu problema, e como era emprestada tive que devolver. Aí, como um milagre de Deus, ganhei uma Spirit, que usei durante 6 meses, até descobrir que estava grávida. Depois disso, como o controle estava muito difícil e eu não queria pôr meu bebê em risco, consegui, depois de muita insistência, um empréstimo da Paradigma 722 com sensor até o final da gravidez. Eu achava que seria um milagre e não precisaria me preocupar mais… Mas não foi assim. Como qualquer outra terapia, tudo depende de nós, não é?
    Mas não se iluda, meu controle não é tão bom assim… Vou te dar alguns exemplos: acabei de medir a glicemia agora, no pós-café, e estava 173. Ninguém merece! Ontem estava 195 no mesmo horário! Ai ai ai… Tá certo que a gravidez interfere e muito, mas eu odeio quando tenho híperes, ainda mais quando não é culpa minha. Eu mesma faço as alterações no meu basal e também nas relações carboidrato/insulina quando necessário. Ontem diminui a relação deste horário, antes era 7 e agora é 6. Também aumentei o basal desse horário, e mesmo assim não dei conta… O negócio é difícil mesmo. E olha que hoje acordei com 72, mas vai melhorar, com a graça de Deus, pelo bem do meu Joãozinho…
    É assim, às vezes eu acerto, às vezes eu erro. Minha luta é conseguir não errar tanto!
    Ah, esqueci de dizer, em breve espero ganhar o prêmio da SBD de 25 anos sem complicações… Eles premiam os diabéticos que conseguem chegar a 25 e 50 anos de doença sem ter complicações. Por enquanto, tudo leva a crer que vou ganhar esse prêmio em 2013, rsrs.
    Beijos

    Resposta
    1. Luciana Oncken Autor do post

      Fernanda, as minhas pós-café, depois dos cinco meses de gravidez, eram sempre altas. Era o meu maior problema. Nunca dava baixa, por mais que eu tentasse. Nos EUA, então, eu pirei, porque dava 200, 220. Quando eu comia ovo junto da refeição, aí ficava nos 140, 145. Mas minha glicada era de 5.9 na gravidez toda. Ficava ansiosa cada vez que o visor do glicosímetro marcava um número acima da meta, mas deu tudo super certo e todos os ultrasons foram perfeitos e o Lucas tá aqui. Vai dar tudo certo pra vc também. Viva 2013! Vc vai ganhar, sim, Feê! Beijos.

      Resposta
  10. isabella

    poi pessoal…
    resolvi compartilhar o que estou sentindo….
    descobri que tenho diabetes ha umas 3 semanas,minha familia desconfiou dos sintomas muita fome sede em excesso,magreza…ate que minha vó tanto me falou que fui ao medico e ele me pediu varios exames,fiz uma coleta de sangue…ate sair o resultado eu fui viajar passar as minhas ferias na praia…quando chegamos minha vó me ligou falando que a minha taxa de glicemia tava bem alta ja foi um desespero total…compramos um aparelho para medir a taxa e constatamos estava bem alta 475 corremos para o hospital tomei soro e insulina tive que voltar mais cedo da praia e fiquei 4 dias internada.Eu moro em Ponta Grossa Paraná…foi muito triste quando eu soube…nao poder comer meus docinhos foi muito horrivel!! eu tento conviver com a doença faz 1 semana que eu estou aplicando insulina em mim mesma nao é uma tarefa facil eu moro de medo de agulhas eu peço para Deus me dar forças,mas tem dias que eu caio para baixo saber que é uma doença que ate hoje nao existe cura onde eu moro nao oferece tantas coisas para diabeticos…eu estou tentando saber mais desse mundo novo nao conheço muito sobre a doença…é bom compartilhar depomeintos pois tem dias que eu penso porque isso comigo???é muito triste…
    espero que em um futuro bem proximos consigamos a cura… obrigada
    beijos Isabella

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  11. Lúcia

    Olá pessoal me chamo Lúcia e descobri que tenho diabetes tipo 1 tardia a 20 dias estou fazendo uso de insulina e medindo a glicose tres vezes ao dia, é tudo muito novo pra mim tudo muito recente mas resolvi que não serei uma diabetica triste tenho dois filhos lindos um com oito e o outro com seis e um marido que toda mulher deseja atencioso e carinhoso e esta me apoiando em tudo. Estou buscando mais informações para que eu fique cada vez melhor farei o que for necessário. Preciso e quero viver tenho apenas 40 anos e uma linda família estou disposta a qualquer negocio para nunca entrar em depressão e manter minha glicemia pelo menos perto do normal quando fiquei sabendo achei de primeiro momento que morreria e agora vejo que não é bem assim que posso ter uma vida produtiva e saudável mesmo sendo diabética. Minha vida mudou bastante nesses dias,mas olhar pro rostinho dos meus dois anjinhos encontro forças pra lutar e ser feliz quanto a dieta não estou me importando pois sempre fui magra e nunca gostei muito de doces enfim estou tranquila e vivendo minha vida num sabor bem diet. Um abração

    Resposta

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