Arquivo mensal: janeiro 2010

E a sua cidade? O que oferece para os diabéticos?

A Catia está decepcionada com a sua cidade, no interior do Estado do Rio de Janeiro, porque lá não há opções para diabéticos e as que existem são caras demais. Nossa participante de pseudônimo “Sonhadora” é de Portugal e diz que lá também não há muita variedade. Já Joseane está muito feliz com as opções da região de Campinas, interior de São Paulo, e não é para menos, parece que está melhor do que eu aqui em São Paulo. Ela listou no comentário do post anterior os locais que frequenta que oferecem comidinhas diet. Fiquei bege (risos)! São tantos!

E você? Como é a sua cidade nesse aspecto? Liste os locais mais bacanas. E se não há locais, o que você faz para driblar isso? Receitinhas? Divida. Compartilhe com a gente, vai!

São Paulo: melhor cidade do mundo para diabéticos

Avenida 23 de maio

São Paulo, minha cidade querida que completou 456 anos no último dia 25, é a melhor cidade do mundo para ser diabético (se é que isso é possível). Por que? Porque, aqui, temos opções de produtos sem açúcar em muitos e muitos lugares. Não precisamos rodar muito para achar uma doceira, ou uma padaria que tenha produtos especialmente feito pra gente. Os supermercados também trazem variedade de produtos diet. E até alguns restaurantes apresentam, no cardápio, opções dietéticas.

Viaduto do Chá

Estaria perdida se fosse diabética na França ou na Itália, onde é difícil encontrar até mesmo adoçante nos cafés. Às vezes, levava na bolsa para não correr o risco de ficar sem. Nos EUA, há muitas opções, mas é mais fácil encontrar em drogarias e casas especializadas, mas alguns restaurantes, dependendo da região têm oferecido alguma coisa. Mas, sei lá, a sensação que tenho quando vou lá é que até a salada deles engorda.

Sobre o Brasil em geral, peço as minhas colegas de Paraty, Curitiba, Brasília e outras cidades país a fora que relatem.

Meus locais preferidos para comidinhas diet na minha cidade:

SUPERMERCADOS
– Futurama: boa variedade, preço mais baixo.
– Pão-de-Açúcar: grande variedade, mas o preço é salgado.
– Casa Santa Luzia: reserva uma área só pra gente, preço alto.

DOCEIRAS:
– Amor aos Pedaços: boa variedade, excelente qualidade, preço alto.
– Day by Diet: um misto de mercadinho com doceira, fabricam e distribuem para restaurantes, doceiras e supermercados.
– Cristalo: boa e cara.
– Choco Lab: adoro o bolo quente com geléia de amora.

PADARIAS:
– Cepam: a maior variedade.
– Galeria dos Pães: diversas opções

RESTAURANTES:
– Wraps: opção de sobremesa.
– América: doce com preço salgado, mas…

Mais de 120 mil visitas e 1.600 comentários

O “Viver com Diabetes”, hoje, ultrapassou a marca de 120 mil visitas e mais de 1.600 comentários desde de outubro de 2007, quando migrei do Blogspot para o WordPress.

Quando criei este blog, em novembro de 2006, não imaginava todo esse retorno. Queria um espaço no qual pudesse compartilhar a minha experiência como diabética, dar dicas de locais e comidinhas para diabéticos… Queria transformar algo negativo em algo positivo. O “Viver com Diabetes” superou as minhas expectativas, passei a “ouvir” outras histórias, por meio dos comentários e inúmeros e-mails que recebo, passei a fazer a divulgação de campanhas para o esclarecimento sobre a doença, passei a entender melhor o lado de quem não vive tão bem com a doença. Cresci.

O blog, ao longo desses anos, me levou a programas de TV, reportagens em revistas e jornais, em rádios. Virei personagem de uma história ao contar a minha experiência no dia-a-dia.

Quando fiquei grávida, aproximei-me dos diabéticos tipo 1, porque passei a fazer uso de insulina, e pude viver intensamente essa experiência cheia de altos e baixos. Confesso que morria de medo de insulina. Hoje, sei que é possível viver com ela. Ainda assim, como diz a Margarete, fiel leitora, é difícil fazê-la imitar o pâncreas.

Na época que lancei o blog, não havia nenhum com a mesma proposta, falar do diabetes sob ponto de vista pessoal. Hoje, existem vários, alguns listados aqui no “Vale a pena conferir”. Fico feliz com essa explosão de blogs sobre o assunto, porque informação nunca é demais. E há quem diga que se inspirou em mim. Isso me faz até chorar de felicidade!

São mais seis anos com diabetes, três dos quais escrevendo sobre como é viver com ela. Ter criado este blog deu mais sentido ao diabetes na minha vida. Aprendi a viver com as minhas limitações, com as minhas restrições e a compartilhar uma forma de viver a vida.

Está com vontade de bolo de chocolate. Por que não?

Ter vontade de comer bolo de chocolate e poder comer bolo de chocolate é uma maravilha, um luxo! Pode parecer bobo para quem tem vontade e vai à padaria ou à doceira da esquinha e compra um pedaço de bolo de chocolate ou um bolo inteiro. Pode parecer bobo para quem sabe fazer um bolo de chocolate e simplesmente faz. Eu não sou de fazer bolo. Minha mãe é, minha irmã é. Meu negócio é salgado. Salmão ao forno. Frango oriental. Invenções. Salgadas, sempre. Dificilmente me arrisco num doce. Bolo? Confesso, nunca fiz. Fazia brigadeirão. Isso era em outra época, quando não era diabética. Perdi a mão. E a receita. Não sei mais fazer brigadeirão.

Justamente por esta inabilidade ou falta de vontade de fazer bolo, ainda mais bolo de chocolate, é que minha vida mudou (exagero, é claro!) depois que encontrei o Bolo Zero da Casa Suiça. Ô… coisa boa! Ninguém diz que é dietético não. Meu marido, que odeia adoçante, gosta do tal do bolo. Ele já comprou do normal, com açúcar, mas prefere o zero. E não é um bolinho qualquer. Tem até recheio! Vocês acreditam?

Quando vou ao mercado, compro logo uns três. Deixo no armário. Quando tenho vontade do meu bolo de chocolate, sinto-me como se estivesse indo até a minha doceira preferida comprá-lo ou pegando os ingrediente para fazer um delicioso bolo de chocolate. Corto uma fatia. Tomo um café com leite para acompanhar. Quando quero incrementar, nada como uma bola de sorvete de creme. Humm… Parece até que pedi um Petit Gateau na melhor doceira da cidade! Tudo bem, eu sei, mesmo sendo diet, há de se ter controle, comer um pedacinho só por vez.

Alegria de pobre? Não senhor. Esse tal bolinho não é nada barato. O sorvete diet também não. Alegria, sim, de diabético. Só acho que os produtos diet deviam ter preços mais acessíveis, porque acabam ficando restritos a uma parcela pequena da população diabética.

E o melhor é que durante a gravidez era um dos poucos alimentos gostosos que não alterava quase nada a minha glicemia. Lógico, o pedaço era bem pequenininho.

Gravidez e diabetes: 5 meses depois…

Nosso primeiro Natal juntos.

Quando fiquei grávida, decidi compartilhar com todos a minha experiência como diabética e grávida. Foi a melhor decisão que tomei, porque pude me aproximar de muita gente que passou pelo o que eu passei e que me deu força, me apoiou, assim como pude incentivar outras mulheres diabéticas.

E qual não é a minha felicidade cada vez que me deparo com participantes deste blog grávidas. E utimamente não tem sido poucas. Algumas programaram, outras não. Percebo, em todas, uma pontinha de medo, por mais que tudo pareça sob controle. É assim mesmo. Nossa preocupação como mãe já começa antes mesmo de concebermos. Queremos que tudo esteja nota 10, mas precisamos nos contentar, de vez em quando, com um 9, com um 8,5, às vezes com uma nota abaixo da média.

O mais difícil da gravidez de uma diabética é manter os níveis diários sob controle e manter a calma. A gravidez muda tudo, o organismo age de forma totalmente inesperada. Quando pensamos que estamos fazendo tudo certo, nos decepcionamos com um nível glicêmico ruim. Mas precisamos continuar e continuar nos esforçando para atingir a meta. Vejo isso agora, o Lucas completou cinco meses no último dia 19 e percebo o quanto todo o meu esforço valeu a pena: 6,850 gramas e 64 cm de pura gostosura, sorrisos, chamegos… Cinco meses de fraldas deliciosamente sujas, de mamadas e mais mamadas, colo, noites sem dormir, amor sem fim…

E esses meses pós-nascimento do Lucas só tem feito bem a minha saúde. Controle nota 10! Tá bom, confesso, tirei 9!

A todas as mulheres diabéticas que estão gravidinhas e que terão seus pequenos em 2010, o meu parabéns, o meu apoio, a minha alegria. A todas que decidirem ficar grávidas, o meu incentivo. Tem de ser persistente. O resultado é lindo!

Sorvete com Panettone

O Natal já passou, mas eu acabei só comendo panettone depois mesmo. Ganhei um da Ofner da minha cunhada. Amei. Pra ficar melhor ainda, sorvete napolitano ou de creme Molico. Hum! Adoro sorvete com panettone.

Sou fã do sorvete Molico de pote, da Nestlé, já há algum tempinho. Mas recentemente ele foi relançado com o selo da Anad – Associação Nacional de Assistência ao Diabético, o que representa mais confiança para nós, consumidores, de que estamos adquirindo um produto seguro. Outra novidade deste verão foi o lançamento do picolé Molico, nos sabores frutas amarelas e frutas vermelhas. Ambos, muito bons.

Outro dia a Margarete, leitora e participante ativa deste blog, postou aqui que gostava muito do panettone Village. Pois eu também adoro, tanto o chocottone quanto o panettone. E o melhor é que eles também tem o selo da Anad. Agora para fazer inveja à Margarete (risos): compro direto na fábrica, a Cepam, que fica pertinho da casa da minha sogra, na Vila Prudente. E mesmo já tendo passado as festas, a gente ainda encontra um monte por lá, em promoção. Dois pelo preço de um.

2010

Ainda é tempo de desejar um 2010 doce, apesar das nossas restrições. Pois que o adocemos com adoçante ou com uma visão mais aberta sobre a vida com suas limitações. Que neste novo ano haja menos espaço para lamentações e mais espaço para ação, para superação, para o viver.