Arquivo mensal: fevereiro 2011

As respostas que não encontramos no Google

Sinto-me, muitas vezes, de mãos atadas. Queria ter todas as respostas do mundo. Não aquelas que a gente encontra no Google. Queria ter respostas para coisas mais complexas dessa vida, que a gente até tenta achar no Google, em vão.

Ontem, recebi um email que me tocou muito. Mas tem mais a ver com relação mãe e filha do que com o diabetes. Vai além do diabetes. É uma questão muito complexa para responder, ainda mais agora que sou mãe também.

Trata-se de uma mãe superprotetora. A filha não consegue viver direito a vida porque a mãe quer protegê-la do mundo. É assim desde que ela tinha oito anos e descobriu o diabetes. Ela se sente tolhida em suas escolhas. Não é o diabetes em si que traz um fator limitador, mas como a mãe vê a doença. E a “impede”, pela pressão psicológica mesmo, de seguir um caminho livre. E esse impedir, pelo que percebo, está relacionado com o medo que essa mãe tem de perder a sua filha, de perder a quem ama.

Não tenho como dizer: “faça isso, faça aquilo”. Quem sou eu para isso? A única coisa que pude dizer é que ela já sabia o que queria, que estava latente, e no próprio texto ela expressa o que quer.  Que ela precisa conversar com a mãe e expressar aquilo que sente e pedir apoio para a decisão que venha a tomar.

Às vezes, para se chegar a uma conversa dessas é preciso um tanto de terapia, um psicólogo pode ajudar. Eu mesma já fiz terapia, gostaria de voltar a fazer, porque existem respostas que não estão no Google e que só encontramos dentro de nós. Precisamos ativar nosso sistema de busca interno.

Mais sobre gravidez e diabetes

O blog Doce Dia, escrito a quatro mãos pela Elisa e pelo Luis, traz entre a recente experiência de Elisa, psicóloga e diabética tipo 1, na gravidez. Para quem pretende engravidar, vale muito a leitura, incentivo a futuras mamães em potencial que precisam acreditar que esse é um sonho possível.

O bebê do casal nasceu no dia 7 3 de fevereiro e também se chama Lucas, como o meu.

Serviço:

Blog Doce Dia: http://docedia.wordpress.com

Todos os posts sobre a minha gravidez: https://vivercomdiabetes.wordpress.com/diabetes-e-gravidez/

Todos os posts sobre a minha gravidez com diabetes

Tem muita  mulher que entra aqui querendo saber um pouco mais sobre gravidez e diabetes. São futuras mamães em potencial, procurando na web apoio para a decisão de engravidar. Querem ouvir histórias de mulheres que engravidaram sendo diabéticas. Eu sou uma dessas mulheres.

É preciso planejamento, vontade, determinação, persistência. E, sim, é possível ter uma gravidez, apesar dos percalços, maravilhosa, como eu tive.

Para facilitar as buscas, reuni todos os posts numa página só. É só clicar no menu acima. Espero poder colaborar com essas futuras mamães.

Quero pedir para vocês que passaram por essa experiência, de ser diabética e ter engravidado, que deixem seus relatos aqui no blog para dividir com outras mulheres.

Boa leitura!

Bebê dodói

O Lucas está com uma virose brava: diarréia e vômito. Dá um dó… Resultado: madrugada no hospital e hoje estamos juntos em casa. Nada de escolinha até sexta-feira.

E eu estou pra colocar ordem na minha vida, até pra organizar melhor a minha dieta, meus horários… pra voltar a fazer um controle mais rígido… Fica pra próxima semana, pré-carnaval.

E eu já estou me sentindo um pouco nauseada. Espero não pegar a tal virose para poder cuidar melhor do meu pequeno.

Hoje vai este post curtinho, porque o Lucas já está me chamando.

Andar, andar e andar…

Voltei com tudo! Mais um post, o terceiro do dia.

Tenho levado e buscado o Lucas na escola a pé todos os dias. Isso tem refletido positivamente no meu controle, além de ser muito agradável compartilhar esse momento com o meu pequeno. Ele adora ir observando tudo. E apesar de só ter um ano e meio, fala pelos cotovelos… rs.. E andar pelas ruas o estimula. Ok, ok, estou aqui para falar sobre o diabetes. Mas quer saber? Isso é falar sobre o diabetes! Sim sim. Falar sobre a vida e sobre como momentos simples como esse nos fazem bem é falar sobre diabetes. Porque precisamos de mais momentos assim para manter a calma, a paz interior e manter o diabetes sob controle, pelo menos do ponto de vista emocional.

Andar, andar e andar… além de ser um belo exercício, distrai a cabeça. Foi a melhor coisa que fiz, colocá-lo numa escolinha perto de casa. Logo que o deixo, aproveito para fazer tudo a pé: ir almoçar, ao supermercado, banco, comprar algum presentinho… Vou a pé e feliz!

E vocês têm andado a pé? O que fazem para se exercitar um pouco?

Tenho muito o que aprender sobre diabetes tipo 1

Sou DM2. Como “todo” DM2, confesso que às vezes não faço as medições como deveria. Não faço aquele controle rígido. Sim, me cuido e busco alimentos saudáveis. Controlo o que como, me exercito. Mas sei que podia fazer mais.

Quando fiquei grávida, aproximei-me do mundo do diabético tipo 1. Por que? Porque tinha de fazer as medições religiosamente, porque tinha de controlar a risca os carboidratos e corrigir com insulina as glicemias altas. Perdi o medo da insulina. Penso, às vezes, em voltar a usar insulina ao invés de remédio, normalmente tomo hipoglicemiante. Por que? Porque a insulina é algo que fabricamos no organismo. Sendo assim, não faria mal para a saúde a longo prazo. Já as sulfas… dizem que fazem mal para o pâncreas.

Pode parecer loucura para quem tem medo de agulha, da insulina e de seus efeitos, ou para quem odeia fazer o controle com insulina. Mas pensa! Se eu controlo com um comprimido por dia e duas horas depois da refeição vejo que a minha glicemia está alta, não tenho muito o que fazer. Tenho de esperar abaixar e controlar melhor a alimentação na refeição seguinte. Já com a insulina rápida… você tem a possibilidade de fazer este controle melhor.

Vou conversar muito com a minha médica. São dúvidas que me ocorrem. Sempre fui avessa a medicamentos, sabe?

Como tenho um filho, tenho pensando muito nas mães e pais de filhos com DM1. Tem de ter muita disciplina. E ensinar o filho a ter toda essa disciplina. Tem de estar de olho em tudo. E ter a escola e a família como grandes parceiras.

Tenho, sim, muito a aprender sobre DM1 e com os diabéticos tipo 1 e seus pais.

Estou de volta!

Olá, queridos!

Estou de volta. O Lucas está indo à escolinha. Fase difícil, de adaptação. Meu coração fica miudinho quando o deixo lá, chorando, querendo ficar agarrado. Eu também adoro ficar agarrada a ele. Mas está na hora de começar a voltar ao mercado, a cuidar um pouquinho de mim. E a escola vai ser boa para que ele possa conviver com outras crianças (ele é a única criança da família).

Depois de um ano e meio do nascimento do Lucas, ainda controlo a glicemia com amamentação. Sim, ainda amamento. Além de me proteger da doença, protejo o Lucas, já que a amamentação até os dois anos de idade reduz as possibilidades de ele desenvolver diabetes no futuro. Para vocês terem uma idéia, tenho acordado com 96 mg/dl, 100… Quando controlo só com medicamento, fica em torno de 120 mg/dl no jejum.

Pensar em toda a dificuldade de controle na gravidez, com os hormônios a mil… Mas valeu a pena. Hoje tenho o meu pequeno aqui e um bom controle. O que ajudou também na controle glicêmico foi o peso. Estou muito mais magra do que quando engravidei, quase 10 quilos. Ou seja, ganhei 9 na gravidez e perdi 19 depois que o Lucas nasceu. Sim, filho faz bem.

Estou na fase de repensar a vida, criar novos caminhos ou transformar antigos caminhos. Estou na fase de dar novas cores, de me redescobrir.

Conto com vocês nessa caminhada.

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