Último episódio da série sobre Diabetes no Fantástico


Não sei se vocês vão concordar comigo, mas achei um pouco confusa a edição do último programa da série sobre diabetes do Dr. Drauzio Varella. A sensação que tive foi de que tiveram de encurtar a série, que já havia sido gravada há mais de um ano. Talvez porque a agenda da mídia esteja lotada diante dos recentes acontecimentos mundiais. Isso é comum no jornalismo. Diante da concorrência com temas como a morte de Bin Laden, o casamento real, o encontro dos destroços do avião da Air France, a beatificação do papa, até que nos saímos bem.

Mas acho que o tema merecia mais alguns episódios para esclarecer melhor a população. Por outro lado, tem aquele efeito positivo de colocar o assunto na ordem do dia. Isso vindo de um Fantástico, de um porta-voz como o Dr. Drauzio Varella tem um grande impacto. Faz com que as pessoas vão em busca de mais informação. Faz com que outros veículos de comunicação abordem o tema.

Voltando ao episódio de ontem, achei meio misturado. O diabetes infantil merecia um dia só dele. Poderia mostrar mais da vida da Maria Vittoria, nossa querida Vivi, de forma que as pessoas vissem como é possível viver bem e ser feliz com o diabetes. Podia trazer outros personagens. Mostrar como as mães, como a Nicole, são essenciais nesse processo, que tem também de envolver a escola e a família. Mas a emissora optou por misturar os temas, tipo 1, tipo 2, adulto, infantil… o que gerou uma certa confusão. Mas a mensagem principal está lá, dita pela Vivi: “a criança diabética pode ter uma vida normal”. E eu completo: “os adultos também. Vivi!”

E você? O que achou?

25 ideias sobre “Último episódio da série sobre Diabetes no Fantástico

  1. Débora

    Oi Luciana! Sinceramente achei extremamente pobre essa série pela gravidade do assunto. Também achei muito mal aproveitada a participação do Dr. Drauzio Varella que é uma pessoa tão respeitada e tão bem compreendida pelo público. No tocante à Vivi, pude ver o futuro de minha pequena Camila (3 anos) naquela garotinha e em sua mãe. Há um ano recebemos o diagnóstico da Camila e venho escrevendo um blog há algum tempo (doceviver.zip.net), na tentativa de mostrar que é possível sim ser feliz e ter uma vida normal com o diabetes.

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  2. Mariana Neves

    Oi Lu… tbm não gostei mto.. realmente ficou confuso, e achei que mostraram demais aquele senhor, ele apareceu em todos os episódios.. deviam ter colocado a vivi junto com a Aline, pois ambas são tipo 1..
    Ah.. e não fala diabetes infantil não.. eu sou DM1 e descobri aos 24 anos…
    bjs

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    1. Luciana Oncken Autor do post

      Mariana, na verdade, cabia falar dos dois. Quis dizer que merecia falar mais de diabetes na criança mesmo! E, claro, mais de DM1 em adultos também, o LADA. É que na criança tem todo o cuidado do entendimento da doença, da participação dos pais no processo… Entende? Mas, sim, cabia falar mais de LADA (como é o caso da Aline e o seu e de um monte de gente que vem aqui). De DM2 em criança, também. Pq tem sido cada vez mais comum… de MODY, enfim… Quando falei infantil, quis dizer diabetes na criança. Beijinhos.

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      1. Mariana Neves

        Sim, claro, quis dizer que deviam ter feito um episodio só de tipo 1, insulino dependente.. e fazer separado os de 2, pq as pessoas não entendem a diferença.. e existe muito preconceito por não entender, mesmo no seu caso que apesar de tipo 2 é Mody e não tem a ver com estilo de vida…
        concordo que foquem mais no tipo 2, pq pode ser evitado ou atrasado em alguns casos…e pq é a maioria dos casos.. porém sinto falta dessa diferenciação.

  3. Fernanda Laranjeira

    Oi. Concordo com a Mariana, deviam ter colocado a Vivi junto com a Aline, assim ficaria mais fácil para as pessoas entenderem o contexto do que é tipo 1 e tipo 2. Também achei super curta a série, foram o que, 4 episódios? A de transplante durou meses… Foi super legal, mas logo o diabetes, que afeta quase 10% da população, tinha que ser assim tão reduzido? Também adorei a frase final da Vivi… Gracinha! É isso aí, somos (fomos) crianças normais, brincamos, fazemos bagunça, corremos, pulamos… kkkk. Pra mim isso tudo no pretérito né, porque faz tempo… kkkk. Podíamos entrar em contato com a Globo, ou com a Record (que também já apresentou uma série sobre diabetes), para que pudessem fazer de novo, o que acham? Acho que é relevante eles saberem que as pessoas gostaram, mas querem saber mais sobre o assunto. Para eles interessa, é mais público e mais IBOPE! Bjos

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    1. Luciana Oncken Autor do post

      Entendo até que falem mais sobre DM2 devido ao grande número de pessoas com esse tipo da doença. Mais isso não tira a importância de falar sobre DM1 e esclarecer que é mais comum em criança, mas que adultos também podem apresentar DM1, o LADA, especialmente até os 35 anos. Achei que faltou mostrar mais esse lado positivo também, de que dá para viver bem. Na época, eles me contataram para que sugerisse personagens. Mais queriam só histórias tristes. A Vivi já tinha sido escolhida e foi a única que passou uma mensagem alegre. O empresário Wolf até que passou, mas ele só tomou consciência depois do susto de quase perder um dedo. Tem gente com DM2 que se cuida desde o início do diagnóstico. Faltou mostrar isso. No caso do DM1, podiam ter mostrado alguém mais velho, como o Ricardo, que convive com a doença há mais de 50 anos e está aí, firme e forte. É isso!

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      1. Luciana Oncken Autor do post

        Tem mais: faltou falar sobre pré-diabetes (fase ainda reversíve), fatores de risco, quando fazer os exames, o que fazer se vc tem histórico familiar de DM2 para diminuir suas chances de ter a doença no futuro… Faltou falar da estrutura de atendimento. Os mutirões detectam inúmeros diabéticos, mas não há uma estrutura para atendê-los… Vixe! Tem assunto pra caramba.

  4. Fernanda Laranjeira

    Ô, Lu, e a minha idéia de contactarmos as emissoras? Você que é jornalista não tem assim um contato legal lá? Podíamos fazer, sei lá, um abaixo-assinado propondo que reformulassem a série (tanto da Globo quanto da Record), propondo também temas a serem discutidos que não poderiam ficar de fora. Acho que nesse mundo “internético”, “smart” e “interligado” de hoje a gente tem que fazer isso!

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  5. Briza Mulatinho

    eita, agora fiquei na dúvida, porque não sei o que diabetes LADA, nem MODY. sou diabética tipo 01 desde os 19. devo ser desse tipo LADA então, né? puxa, ninguém nunca me disse… =/

    =P

    eu não assisti os episódios, porque tava viajando e depois achei que iam acabar falando mais dos aspectos negativos mesmo…

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    1. Mariana Neves

      Briza, eu “acho” que sou LADA, fiquei diabética aos 24.
      Esses dias respondi uma entrevista para o site da accu-chek sobre isso, qdo estiver no ar mando o link pelo face pra vc ver, mas te adianto que o LADA a diabetes tem progressão lenta, os sintomas não são tão visíveis e tem a presença de anticorpos… depois mando a matéria.. bjs

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      1. Briza Mulatinho

        no meu caso, sempre tive a glicemia e peso normais e de repente comecei a fazer xixi e ter muita sede direto, perdi quase 5kg em 10 dias e fiquei sem enxergar direito… tudo melhorou assim que comecei tomar insulina!

  6. Fernanda Laranjeira

    Oi Briza,
    Na verdade diabetes LADA é um pouco diferente do tipo 1. Alguns o chamam de diabetes 1/2, porque tem aspectos do tipo 1 e do tipo 2. Atinge pessoas adultas e é insulino-dependente. Mas não o encarava como “DM 1 com início em adultos”. É isso, Lu? Beijinhos

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    1. Luciana Oncken Autor do post

      Site da ADJ: O que é o diabetes tipo Lada?
      Dra. Denise Reis Franco: Trata-se do diabetes tipo 1. O nome Lada vem da abreviação, em inglês, de “Latent Autoimune Diabetes’s Adult” (diabetes latente e autoimune no adulto). Só que aparece em pacientes adultos, e não em crianças. O Lada reúne as mesmas características do tipo 1: é autoimune; apresenta a destruição das células beta; requer insulina no início do tratamento. Mas surge em adultos

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  7. Briza Mulatinho

    “O diagnóstico do Diabetes tipo LADA deve ser feito para pacientes, em geral, entre 35 e 60 anos, magro e com cetose”. é tipo um DM 1 tardio, pelo que entendi. Não é o meu caso, porque fiquei diabética aos 19 e não “progrediu” para o uso de insulina… uso desde o começo. também não tive cetose. a MODY pelo que li agora tinge gerações seguidas… o que também não é o caso. enfim… =)

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      1. Luciana Oncken Autor do post

        São seis subtipos de MODY! E ele se assemelha mais ao tipo 2. O tipo 1 e a LADA é a mesma coisa, Briza. Só muda a idade que ele aparece! beijos.

  8. Elaine

    Achei muito fraco ,eu estava tão interessada fiquei esperando mais……………………. na verdade eu achei que so mostrou o lado ruim da doença e a frase ninguém gosta de morrer ………….não mes,o meu amigo quem tem diabete é uma luta sem fim a luta é p viver e viver melhor ………………..

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