Arquivo mensal: outubro 2011

Azul pelo Diabetes

Para chamar atenção para o Dia Mundial do Diabetes, a Nicole, do Minha Doce Vittória, sugeriu que aderíssemos ao evento Blue Fridays. Lançado por uma blogueira americana, é sucesso total nos EUA. Vamos lá, agora temos as nossas Sextas-Feiras Azuis. Iremos nos vestir de azul e chamar todo mundo que a gente conhece para também se vestir de azul em todas as sextas do mês de novembro.

Isso não vai mudar a nossa vida, mas vai chamar atenção das pessoas para um tema tão importante.  Um novembro muito azul para todos nós, diabéticos ou não!

Prêmio Top Blog – Categoria Saúde

Fiquei muito feliz no sábado ao constatar que somos seis blogs de diabetes entre os Top 100 do Prêmio Top Blog 2011. Em pensar que, há cinco anos, quando criei este blog, não existia nenhum que falasse do ponto de vista do diabético. Hoje, são muitos. E eles têm um papel fundamental que é apoiar outras pessoas com diabetes. Ao compartilhar nossa história, nos fortalecemos e enxergamos que não estamos sós.

Quem está no Top 100:

– Viver com Diabetes

Jujuba Diabética

Minha Doce Vittória

– A Diabetes e Eu

– Tenho Diabetes Tipo 1

Doce Gigi

Obrigada a todos! E vamos que vamos à segunda etapa! Dia 30/10, será divulgada a lista dos Top 30. Ajudem a colocar o Viver com Diabetes e os outros cinco blogs sobre o tema entre os melhores.

Anvisa: victoza não serve para emagrecimento

Às vezes, me decepciono com meus colegas jornalistas que prestam um desserviço à população. Recente matéria na revista de maior circulação no país exalta o Victoza como uma alteranativa para quem precisa perder peso. Há exemplos de pessoas que o usam com essa finalidade e médicos que receitam o medicamento, mesmo não sendo apropriado para este fim. Resultado: correria nas farmácia e drograrias levou à falta do produto para quem realmente precisa, os diabéticos tipo 2.

Encontrei esta nota no site da Proteste e resolvi postar aqui:

Novo medicamento, destinado para pacientes com diabetes tipo 2, não é indicado para perda de peso.

Recentemente um novo medicamento causou grande correria às farmácias especializadas. O Victoza (liraglutida) ganhou fama na imprensa e no mercado com a promessa de auxílio na perda de peso – e sem efeitos colaterais. A procura pelo Victoza é tão grande que o medicamento literalmente sumiu das farmácias. Isso se transformou em um problema para quem realmente precisa desse produto: os diabéticos. Atualmente, o Victoza está em falta em vários estados.

O que muita gente não sabe é que o Victoza não serve para quem quer emagrecer. O medicamento é destinado ao controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, e precisa ser associado com dieta e atividade física. Ele deve ser administrado uma vez ao dia (como monoterapia) ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazolidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado.

Diante desse quadro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em seu site uma nota informando a real utilidade do Victoza. A entidade também alertou para a falta de estudos que comprovem a eficácia ou segurança do uso deste medicamento para a redução de peso e tratamento da obesidade. Segundo a Anvisa, o uso do Victoza por pessoas não diabéticas pode oferecer riscos à saúde.

Dentre os efeitos colaterais listados na bula do Victoza estão hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia (mais frequentes) e ainda pancreatite, desidratação e alteração da função renal e da tireóide. Por ser um medicamento novo, ainda não houve tempo suficiente de utilização para que se possam conhecer todos os efeitos adversos que podem decorrer do uso desse produto. Nesse contexto, fica claro que só deve utilizar o Victoza quem realmente precisa dele: pacientes com diabetes tipo II, que não respondem bem às demais opções de tratamento para controle de glicemia e, ainda assim, sempre sob recomendação médica.

Abrir mão…

Tem gente que tem filho mas não quer abrir mão da vida que leva. Você já viu isso? Não adianta. A vida muda, sim. Para ter filho, é preciso querer abrir mão de alguns prazeres, algumas coisas que fazíamos, pelo menos durante um tempo, para nos doarmos. Li, estes dias, uma reportagem da revista Sorria cujo o título era “Deixar Ir”. Muito legal. É sobre nos desapegarmos ao que conhecemos, a quem conhecemos, muitas vezes, para abrir as portas para o novo. Isso dá um medo, não dá? Mas também não adianta fingirmos que tudo permanece igual e levar uma crainça de cinco meses ao Rock’n Rio, no meio da multidão, como uma reportagem da televisão mostrou. E a mãe: “É para ele ir se acostumando!”. Para tudo! Isso é colocar a segurança do seu filho em risco. Será que essa criatura não enxerga isso? Ou levar uma bebê de um mês num bar super barulhento, de madrugada e dizer “que ela gosta”. Como assim?

Ter filho é deixar ir aquela vida a dois, ou de solteira, muitas vezes, movimentada, por algo novo, que, sim, pode ser  incrível. Durante um tempo podemos nos sentir estranhos nesse novo papel. No meu caso, sempre me preparei para isso. Sempre soube que quando tivesse meu bebê teria de desacelerar, mudar, viver diferente. Sempre soube que ia passar noites em claro, que dormir seria um luxo. Aos poucos, vamos encontrando o novo ritmo, a vida vai ganhando novo rumo. Podemos voltar a acelerar em algumas coisas. Continuar low profile em outras.

O que precisamos é deixar ir uma fase da nossa a vida para abrir as portas para o que virá.

Se isso tem a ver com diabetes? Não sei. Mas tem a ver com viver.