De azul, de alma leve. Uma causa chamada diabetes


Oi, pessoal! O mês de novembro está chegando ao fim e hoje é a última sexta-feira do mês. A última Blue Friday de 2011!

Pensei ontem na roupinha que ia colocar hoje. Caprichei também no meu filhote, que saiu todo azul. E fiquei surpresa ao chegar ao trabalho e encontrar a minha colega Juliana vestida também de azul. E foi a segunda vez que ela veio com a cor numa sexta-feira de novembro.

Fico muito feliz em sensibilizar as pessoas, mesmo que a maioria esqueça e não perceba a importância, sempre conseguimos tocar alguém. E mesmo quem não veste o azul, quando bate o olho em mim, lembra: “puxa, hoje é dia de azul”. E este lembrar às vezes vem acompanhado da lembrança da necessidade de se fazer um exame, ou de marcar uma consulta para a mãe, para o pai, para o marido, para o filho, para si mesmo. Vem acompanhado muitas vezes de perguntas: “quais são os sintomos, como descobriu, com que idade”. E isso traz um alerta interno: “preciso tomar cuidado”.

Juliana (não diabética) e eu

Estava lendo, ontem, o blog da Kath Paloma, o Diabetes & Você, e ela diz que a família não aprova muito essa coisa do blog, do envolvimento dela em eventos ligados ao diabetes… que consideram um certo “culto à doença”. Mas a Kath enfrenta essa resistência e persiste. E ao persistir, ela tem grandes chances de, aos poucos, mudar essa mentalidade, mudar esse pensamento.

Estar envolvido com o diabetes, de certa forma, é envolver-se com você mesmo, com os cuidados que devemos seguir, é estar atento aos sinais do corpo, é querer viver bem. Isso é bem diferente de um culto à doença. O que a Kath busca, ao meu ver, é um culto ao “viver”. E o seu viver passa pelo diabetes. Não há como fugir disso. E ela abraçou esse “viver com diabetes” como uma causa. Uma causa que pode fazer diferença para muita gente.

Fiquei admirada com sua genial ideia de criar um Museu do Diabetes. Ela é museóloga e está tentando harmonizar o que faz profissionalmente com a sua condição de diabética. Mais que isso, ela está tentando romper a barreira do preconceito que ainda ronda o diabetes e tantas outras doenças.

Uma sexta-feira azul, de alma leve, para todos!

6 ideias sobre “De azul, de alma leve. Uma causa chamada diabetes

  1. Silvia

    Ainda existe muita falta de informação em torno do diabetes, mas aos poucos estamos mudando isso.
    Acredito que estamos numa fase de mudanças, as pessoas estão mais abertas para novas informações, novas pesquisas e isso gera curiosidade e através disso acabam tendo uma “sede” de saber o porque, e consequentemente a melhoria da qualidade de vida.
    Uma ótima sexta azul pra vc tb!!!
    Beijos

    Resposta
  2. Paulo Alves

    Olá Luciana

    Gostei muito desta ideia (Blue Friday). Certamente ainda existe muito preconceito em relação ao diabetes e precisamos acabar com isto. Conheço um casal que não quer que o filhinho, que é diabético, saiba que tem a doença ou que seus coleguinhas da escola saibam. Como então preparar essa criança para a vida e os desafios e preconceitos que ela terá que enfretar?
    Quantas pessoas quando sabem que temos diabetes olham para nós com ar de tristeza e dizem: “coiatdinho”! Vamos mostrar as pessoas que não somos “coitadinhos” coisa nenhuma. Você está certíssima: “Estar envolvido com o diabetes, de certa forma, é envolver-se com você mesmo, com os cuidados que devemos seguir, é estar atento aos sinais do corpo, é querer viver bem. Isso é bem diferente de um culto à doença. O que a Kath busca, ao meu ver, é um culto ao “viver”. E o seu viver passa pelo diabetes. Não há como fugir disso. E ela abraçou esse “viver com diabetes” como uma causa. Uma causa que pode fazer diferença para muita gente.”

    Um abraço para você e a Kath Paloma

    Resposta
  3. anahi

    ola, meu nome é Anahi e gostaria de saber, quais cuidados voce toma na hora da manicure? voce frequenta algum lugar especilizado em cuidados a diabeticos?
    muito obrigada

    Resposta
    1. Luciana Oncken Autor do post

      Oi, Anahi! Eu aviso sempre que sou diabética. É bom porque aí a pessoa toma mais cuidado. O certo seria não tirar a cutícula, mas a gente não resiste, né? Se o diabetes está descontrolado, evite fazer o pé na manicure. Vá a um podólogo. Em São Paulo, a Anad – Associação Nacional de Diabéticos – oferece serviço especializado. Obrigada.

      Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s