Arquivo mensal: maio 2012

Ser visto como indivíduo e não a partir da doença…

… e ser for para ser visto a partir do diabetes, que seja pelo lado bom

Talvez seja esse o nosso principal desafio, seja no trabalho, seja na família, entre os amigos. Afinal, não são poucas as pessoas que vêem o diabetes apenas como um agente limitador. Cabe a nós mostrar que não é assim.

Somos o que somos, independente da doença. Mas e seu te disser que podemos reverter o diabetes a nossa favor, já que temos de desenvolver algumas outras habilidades? Porque se é para sermos vistos a partir do diabetes, que seja do lado positivo. Vamos lá!

– Uma pessoa com diabetes muito provavelmente é uma pessoa mais disciplinada.

– Uma pessoa com diabetes possivelmente é uma pessoa multifocada, porque, além de todos os afazeres do dia, consegue realizar várias outras ações relacionadas ao controle da glicemia.

– É comum encontrar entre os diabéticos uma característica muito importante tanto para as relações de trabalho quanto para as relações pessoais: a resiliência – aquela capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surto psicológico.

– Muitas vezes, diabéticos cuidam melhor da saúde, com controle alimentar, atividade física, o que representa um ganho em disposição e redução de afastamentos.

O que mais?

Portanto, se alguém te julgar a partir do diabetes, argumente, mostre do que você é capaz.

Aquele bolo me mataria… Exagero, eu sei

Lá estava ele, exibido na mesa de doces. Cor de doce-de-leite, amêndoas por cima. Confesso que num primeiro momento, fiquei interessada. Na segunda olhadela,  só o que me veio à mente é que aquele bolo me mataria. Ainda bem que achei a mistura meio esdrúxula: bolo de milho com doce de leite. Milho com doce de leite? Sei não. O fato é que não conseguia deixar de olhar para ele  pensar o quão perigoso seria ingerir um pedaço. Morte instantânea, na certa.

Aí, olhei para os diversos doces que dividiam espaço com ele. Mousses, creme disso, torta daquilo. Não senti vontade alguma. Sério. Aquela mesa era formada por grandes vilões. Mas tinha um cantinho reservado para os camaradas do bem: frutas e um mix de castanhas e frutas secas sem açúcar. Covardia com nossos heróis, um cantinho de nada, bem discreto, na pontinha da mesa, quase caindo para fora.

Como li a revista Galileu de junho hoje de manhã, estava inspirada. Sim, já recebi a de junho! Fui com a ideia de reprogramar o meu cérebro, trocar hábitos ruins por bons hábitos. Os doces não fazem mesmo parte da minha rotina. Essa parte eu pulo fácil. Mas existem as outras tentações: massas, um pastelzinho de queijo, arroz branco…  O segredo era passar batido. Lembrei de como na gravidez fazia isso tão bem… Parecia que só tinha olhos para as saladas, legumes, grelhados. Meu prato ficava lindão, colorido!

E lá fui eu. Mais da metade do prato: salada e berinjela (depois conto a história desse fruto na minha vida). Sobrou pouquinho espaço para o restante. Optei por duas colheres de sopa de arroz integral (daqueles com casca e tudo) e a minha única escorregada: o escondidinho de frango feito com creme de mandioquinha – mandioquinha sobe a minha glicemia que é uma beleza -, ainda bem que coloquei bem pouquinho – não tinha quase lugar mesmo!

Para arrematar: chazinho de abacaxi com gengibre ao invés de café e um saquinho de alimentos funcionais (1 damasco, 2 castanhas do pará pequenas, 1 castanha de caju, algumas uvas-passas e uma amêndoa pequena. Ah! Ia me esquecendo: algumas sementes e meia noz). Ah! E ainda levei um pacote de pães de cenoura para levar amanhã no piquenique que vou participar. Beleza! Acho que me saí bem hoje. O que você acha?

E que tal tentar reprogramar o seu cérebro também, para o que é bom? Difícil, mas possível.

Carta de princípios dos direitos da criança e do adolescente com diabetes tipo 1

CARTA DE PRINCÍPIOS DOS DIREITOS
DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COM DIABETES TIPO 1

fonte: ONG Pró-Criança e Jovens Diabéticos – JD

Introdução

O Diabetes mellitus (DM) atualmente é um dos principais problemas de saúde pública mundial, tendo afetado no ano de 2011 cerca de 366 milhões de pessoas e com uma estimativa de aproximadamente 552 milhões de indivíduos afetados no ano de 2030, se medidas de prevenção não forem adotadas.
O Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é o distúrbio metabólico mais frequente na infância e na adolescência e caracteriza-se pela deficiência absoluta da secreção de insulina, resultante da destruição autoimune das células beta do pâncreas.

Para assinar a petição, clique aqui.
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Viver com diabetes e o desafio de viver com saúde

É, esse é o grande desafio do diabético, seja tipo 1, tipo 2, Mody ou Lada. Não importa. Isso que nos une. O grande desafio. Viver com diabetes e manter a saúde. Viver com saúde. Cuidar do corpo para prolongar a vida. Mas talvez tenhamos que cuidar antes da cabeça, para conseguir cuidar do corpo. E quantas desculpas temos para não cuidar de nenhum dos dois!

Por que cuidar da cabeça, da mente? Porque antes de tudo é preciso aceitar a doença. Não digo que não devamos ter esperanças de cura, mas isso não significa negar a doença a ponto de se descuidar e se prejudicar. Comportamentos de risco levam a situações de risco. Levam a complicações que tiram a nossa qualidade de vida.

Este ano, completo nove anos de diabetes. Nove anos exemplares? Não. Não mesmo. Essa doença não é fácil não. Esse negócio do mau invisível, do fogo amigo, é complicado! Contribui para que tenhamos um comportamento meio suicida. Suicida? Sim, não é exagero. Se eu sei que tenho uma doença, que se eu agir de determinada forma isso vai me prejudicar, vai me levar a enfrentar problemas, e consequentemente à morte, que comportamento é esse?

Isso é uma autocrítica. Hoje: 141 de jejum. Alguma coisa está errada. Não estou me comportando como deveria. Está na hora de rever tudo em busca do desafio de viver com diabetes com saúde!

E você, como tem se comportado? Qual é a sua maior dificuldade?

Diabetes – auto-análise

Hoje, escrevi na no Educação em Diabetes sobre mudanças. O que me motivou a escrever o texto foi uma auto-análise. Percebi o quão pouco ando me cuidando. Ando meio desleixada nos controles, abusada na alimentação, esquecida dos remédios. Sim, eu deixo, pode puxar a minha orelha. Não sou só eu? Desconfiava mesmo.

Acordei um pouco mais cuidadosa, atenta. Essa pressa que nos consome! Ainda mais quem vive em cidade grande. Estamos sempre correndo feito baratas tontas. Presos no trânsito, feito passarinho em gaiola. Sedentários como bichos preguiças. A contradição é que corremos, corremos, mas não fazemos atividade física alguma. E quando corremos assim, não prestamos atenção em nada ao redor e nem em nós mesmos. Nos abandonamos.

Quero aceitar o tal desafio que propus lá no Educação em Diabetes.

Quem ainda não leu o texto, pode dar uma passadinha por lá. 

Novo projeto no blog Educação em Diabetes

Estou muito animada hoje. E com motivo! Um bom motivo. Hoje foi minha estreia no blog Educação em Diabetes, mantido pela Farmácia Doce Vida Diabetes.  E foi uma boa estreia, no que eles chamam carinhosamente de Orquestra Doce Vida, que é composta pelos funcionários, colaboradores e prestadores de serviço da empresa.

Confesso que estou me sentindo muito bem como instrumentista dessa orquestra que cresce a cada dia. Conheço a Mônica Lenzi, farmacêutica e uma das sócias, via blog e Facebook já há algum tempo e considero o trabalho da empresa excelente.

Bom, conversa vai, conversa vem, fechamos. Afinei meus instrumentos e postei com muito carinho um texto sobre a cura do diabetes, uma releitura de um tema que já havia abordado aqui no ano passado. E que vale ser abordado 10 mil vezes.

O texto está fazendo sucesso por lá, já estamos com 37 recomendações de leitura no Facebook em duas horas de postagem.

Bom, espero vocês por lá também. E não deixem de comentar!

Leiam o post de hoje lá no Educação em Diabetes. O texto de hoje, a um clique.