Aquele bolo me mataria… Exagero, eu sei


Lá estava ele, exibido na mesa de doces. Cor de doce-de-leite, amêndoas por cima. Confesso que num primeiro momento, fiquei interessada. Na segunda olhadela,  só o que me veio à mente é que aquele bolo me mataria. Ainda bem que achei a mistura meio esdrúxula: bolo de milho com doce de leite. Milho com doce de leite? Sei não. O fato é que não conseguia deixar de olhar para ele  pensar o quão perigoso seria ingerir um pedaço. Morte instantânea, na certa.

Aí, olhei para os diversos doces que dividiam espaço com ele. Mousses, creme disso, torta daquilo. Não senti vontade alguma. Sério. Aquela mesa era formada por grandes vilões. Mas tinha um cantinho reservado para os camaradas do bem: frutas e um mix de castanhas e frutas secas sem açúcar. Covardia com nossos heróis, um cantinho de nada, bem discreto, na pontinha da mesa, quase caindo para fora.

Como li a revista Galileu de junho hoje de manhã, estava inspirada. Sim, já recebi a de junho! Fui com a ideia de reprogramar o meu cérebro, trocar hábitos ruins por bons hábitos. Os doces não fazem mesmo parte da minha rotina. Essa parte eu pulo fácil. Mas existem as outras tentações: massas, um pastelzinho de queijo, arroz branco…  O segredo era passar batido. Lembrei de como na gravidez fazia isso tão bem… Parecia que só tinha olhos para as saladas, legumes, grelhados. Meu prato ficava lindão, colorido!

E lá fui eu. Mais da metade do prato: salada e berinjela (depois conto a história desse fruto na minha vida). Sobrou pouquinho espaço para o restante. Optei por duas colheres de sopa de arroz integral (daqueles com casca e tudo) e a minha única escorregada: o escondidinho de frango feito com creme de mandioquinha – mandioquinha sobe a minha glicemia que é uma beleza -, ainda bem que coloquei bem pouquinho – não tinha quase lugar mesmo!

Para arrematar: chazinho de abacaxi com gengibre ao invés de café e um saquinho de alimentos funcionais (1 damasco, 2 castanhas do pará pequenas, 1 castanha de caju, algumas uvas-passas e uma amêndoa pequena. Ah! Ia me esquecendo: algumas sementes e meia noz). Ah! E ainda levei um pacote de pães de cenoura para levar amanhã no piquenique que vou participar. Beleza! Acho que me saí bem hoje. O que você acha?

E que tal tentar reprogramar o seu cérebro também, para o que é bom? Difícil, mas possível.

6 ideias sobre “Aquele bolo me mataria… Exagero, eu sei

  1. Bruna Silveira

    Boa tarde! Gostei muito do seu texto. Sou universitária e tenho que fazer um produto ou um serviço que ainda não existe no mercado, o público alvo que escolhi são pessoas diabéticas, por favor gostaria que você me falasse o que um diabético precisa e que hoje em dia não existe? Quais são as suas maiores dificuldades? Por favor. Obrigada!

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    1. Luciana Oncken Autor do post

      Bruna, posso sugerir uma enquete no Bate-papo Diabetes, um grupo de Facebook. Tenho certeza que as pessoas participariam! Posso te incluir no grupo. O que acha? São 1.500 membros! Conte-me um pouco mais de vc. Onde estuda, que curso, por favor.

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  2. Fernanda Laranjeira

    Aiai… Um pedacinho só de bolo? Eu teria comido! É claro, teria comido, contado ou tentado contar os carboidratos (nem sempre a gente acerta) e poderia ter 3 opções depois: hiperglicemia, se por acaso tivesse contado menos carboidratos do que o real, teria me arrependido amargamente de ter comido o tal bolo e diria “Nunca mais eu faço isso”, mas na 1ª oportunidade faria de novo; hipoglicemia, se eu tivesse contado carboidratos a mais, me faria pensar: “Que droga, poderia ter comido mais um pedaço!”; ou glicemia normal (se eu tivesse contado corretamente). Essa última é o mais difícil de acontecer. Mas atualmente, depois de 24 anos de diabetes, não rejeito algo que me dê muita vontade de provar. Isso só não pode virar rotina, né?

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  3. Cleusa Mastrocinque

    Sou diabética desde 1960. Achei seu texto ótimo, pois fico desse modo. Como ou não? São coisas gostosas, mas proibidas. Tenho que agir igual a você. Beijos e seja assim sempre. Tenho 67 anos e ainda vivo, comendo chocolates e doces DIET.

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