Arquivo mensal: agosto 2012

Diabetes: cuidar hoje para viver mais e melhor

A gente sempre promete as mudanças para a segunda-feira. Vou fazer uma proposta diferente. Que tal mudar hoje, neste exato momento? Você queria só mais um final de semana para aproveitar? Um só? Talvez você ganhe muito mais do que isso se começar a mudar seus hábitos já. É muito provável que você seja beneficiado com uma vida mais longa, saudável, com muitos e muitos finais de semana para aproveitar, das mais diversas formas, com aqueles que você ama. Precisamos, sim, de um pequeno esforço.

Mudar hábitos de vida nunca é fácil, mas vale a pena. Medir a glicemia em jejum, e uma o duas horas após as refeições, controlar a alimentação, dando preferência para os carboidratos compostos – pães, massas, biscoitos integrais, por exemplo -, fazer contagem de carboidrato, principalmente quem faz uso de insulina, comer em intervalos de no máximo três horas, usar menos o carro, andar mais a pé, deixar o elevador e subir ou descer pela escada, descer do ônibus um ponto antes. Quando menos esperarmos, vamos ter somado os nossos 30 minutos de atividade física, essenciais para o controle glicêmico.

Conheço muitos diabéticos tipo 2 que não têm glicosímetro e raramente medem a glicemia. Conheço quem esqueça de tomar remédio e quem nem liga para o controle. Diabetes é silencioso, mas tudo o que fazemos hoje vai refletir na nossa vida daqui há 20 anos, talvez mais, talvez menos. Adotar os melhores hábitos é escolher a vida, uma vida mais bem vivida. Ganhamos todos nós. Pense nisso. Bom final de semana!

Coluna de minha autoria publicada no blog “Educação em Diabetes” do dia 18/05/2012.

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Fazer um diário de glicemias é importante para melhor controle do diabetes

Toda mudança brusca na rotina de atividade física de uma pessoa com diabetes deve ser acompanhada por um profissional de saúde, de preferência por uma equipe multidisciplinar. Uma pessoa sedentária não pode passar a corredor profissional de um dia para o outro.

É preciso fazer toda a avaliação e os exames necessários e começar devagar. Por exemplo, começar a caminhar dez minutos por dia, de forma lenta, e ir aumentando gradualmente o tempo, depois a velocidade, é muito mais prudente. E conversar com o seu médico sobre isso é melhor ainda.

O que nos anima a incluir uma rotina de atividade física em nosso dia a a dia, em especial para o diabetes tipo 2, é a possibilidade de manter a glicemia sob controle sem a necessidade do uso de medicamentos. Aliando a uma dieta equilibrada, o jogo fica perfeito. E se esse for o caminho, o controle sobre a doença passa a ser seu. Para ajudar nossos profissionais a encontrar o melhor tratamento, precisamos monitorar sempre. Só assim poderemos conhecer o nosso organismo, saber como ele se comporta, qual o impacto da alimentação que estamos tendo e da atividade física. Precisamos monitorar também para observar se temos hipoglicemias, se são constantes, em que momentos elas acontecem.

Um diário é o que proponho. E não faltam aplicativos para computador e celulares, como o Glicemias On Line, que facilitam e muito a nossa vida. Vale a pena conhecer. Caso seja avesso à tecnologia, anote num caderno, faça uma tabela manual mesmo. O importante é anotar tudo. O monitor ou medidor de glicose é nosso aliado e é essencial na vida de um diabético. Não é item supérfluo. Tem de estar na nossa bolsa, no bolso, na nossa vida o tempo todo.

E o médico, então, esse tem de ser nosso amigão. Sim, não é exagero. Você tem de ter a liberdade de falar tudo com ele e de perguntar tudo. Tem gente que tem medo de levar bronca do médico e nem vai às consultas. Procure um profissional que esteja de acordo com a sua personalidade. Se você não gosta de levar bronca, mude de atitude, ou de médico. Se escolher mudar de médico, esteja aberto a um bate-papo franco. Por mais que ele não te dê bronca, vai ter de te convencer, de alguma forma, a mudar alguns hábitos, mesmo que de forma gradual.

Se a sua situação financeira permite agregar outros profissionais ao tratamento, excelente. Nutricionista, profissional de educação física, psicólogo… são todos muito importantes para acompanhá-lo nessa caminhada. Mas a pessoa mais importante em todo esse processo é você. Você precisa estar engajado com o diabetes para ter sucesso no tratamento. Pense nisso.

Minha coluna de 05/06/2012 para o blog Educação em Diabetes.

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Dia Nacional de Combate ao Fumo: apague o cigarro da sua vida

Estava em busca de algo interessante para publicar neste dia tão importante. Encontrei este texto de 2008, da pneumologista Camille Rodrigues da Silva – Pneumologista, autora do livro “Apague o Cigarro de Sua Vida”. Curto e direto. Vale a leitura:

“Parar de fumar faz bem a qualquer pessoa, em qualquer momento. Mas existem sempre aqueles que se beneficiam ainda mais ao abandonar o tabagismo. E sem dúvida, os diabéticos se encaixam muito bem neste perfil.

Os diabéticos em geral preocupam-se muito com alimentação saudável, prática de exercícios e acabam esquecendo o vício do cigarro. Pensando desta forma, não se dão conta dos benefícios adicionais que poderão conquistar ao abandonarem o hábito tabágico.

1 – Parar de fumar diminui a deposição de colesterol nos vasos e contribui para a boa evolução do diabetes.

2 – Diabéticos fumantes têm maior chance de desenvolver doença renal diabética.

3 – Parar de fumar melhora a cicatrização dos tecidos, fator este muito importante na doença diabética.

4 – Poucas semanas após a interrupção do tabagismo há melhora da circulação nas extremidades, como pés e mãos.

5 – A interrupção do tabagismo leva ao melhor controle da pressão arterial, outro fator que contribui na boa evolução do diabetes.

6 – O cigarro diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação.

Além dos ganhos físicos citados acima, é importante lembrar que a interrupção do tabagismo melhora a auto-estima e traz motivação para enfrentar novos desafios. Portanto, diabéticos de todo o Brasil, uni-vos no combate ao tabaco. Parem de fumar agora e desfrutem de uma vida boa sem espaço para o cigarro.”

Outros textos e links interessantes sobre o tema:

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Pele de pessoas com diabetes: cuidados especiais no inverno

Você já percebeu que é só chegar o frio que e a gente começa sentir aquela coceirinha chata na pele? O ar seco desse período contribui para o aumento das doenças como dermatite atípica (alergia), urticária e dermatite seborréia. O frio e o ar seco funcionam como um gatilho para que elas surjam. Quem te diabetes sente ainda mais esses problemas, literalmente, na pele, porque normalmente a nossa é mais seca, segundo especialistas. A minha realmente é, eu já percebi.

Para “ajudar”, as gripes e resfriados nos predispõem a processos alérgicos – o que pode piorar esses problemas. Também precisamos ficar atentos a outros fatores, como calor intenso, ambientes muito secos e até estresse emocional.

Entre os mais atingidos pelos problemas estão: mulheres, crianças e idosos.

E para nos protegermos devemos evitar banhos quentes e demorados – com o frio, a gente acaba exagerando na temperatura do banho e dá aquela preguicinha de sair… , é bom usarmos sabote de glicerina e capricharmos na hidratação da pele. Devemos procurar também manter os ambientes ventilados e longe da poeira.

E, se mesmo assim, a coceira aparecer, nada de automedicacão, que pode até mesmo agravar o quadro. A melhor saída é sempre procurar um médico.

Já em relação à dermatite seborréica – a famosa caspa, que nada mais é do que a descamação do couro cabeludo -, os especialista informam que ela está bastante associada à mudança brusca de tempo, distúrbios hormonais, excesso de frio ou calor e à presença de fungo no couro cabeludo.

E aqui estão as recomendações para evitar que ela surja: enxaguar bem a cabeça afim de retirar todo o shampoo, condicionador e outros tipos de  creme do cabelo, evitar alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, nada de banhos muito quentes, usar shampoos próprios para caspa.

Vamos nos cuidar porque prevenir é sempre melhor do que tratar!

Coluna de 20/05/2012 para o blog Educação em Diabetes