Principais exames para detecção e acompanhamento do diabetes


Uma dúvida recorrente está relaciona aos exames tanto para a detecção do diabetes quanto para o acompanhamento da doença. Como sempre, fui em busca de boas referências: sociedades médicas e multidisciplinares ligadas ao diabetes.

O exame comumente solicitado quando há suspeita de diabetes, ou quando a pessoa está no chamado grupo de risco ou mesmo por prevenção é a glicemia de jejum. Caso se confirme um resultado superior a 100 mg/dl (o nível de normalidade é até 99 mg/dl, de pré-diabetes, de 111 a 125 mg/dl), o médico deve solicitar a repetição do exame e o teste de tolerância à glicose, também conhecido como curva glicêmica. Pode ser que ele também solicite a hemoglobina glicada. Tanto a glicemia de jejum quanto a hemoglobina glicada serão exames constantemente solicitados para acompanhamento do diabetes. Alguns médicos também solicitam a dosagem de frutosamina. Para verificar complicações, os médicos solicitam também a microalbuminúria (urina de 24 horas) e exame anual de fundo de olho.

E o que significa cada um desses exames?

Glicemia de Jejum – a glicemia de jejum é o exame feito em laboratório de análises clínicas que mede a taxa de glicose (ou açúcar) em nosso sangue e é, portanto, o exame que confirma o diagnóstico do diabetes. Pessoas com sintomas característicos (muita sede, muita fome, emagrecimento, boca seca e aumento da quantidade de urina e do número de vezes de urinar) devem procurar o médico. Ele solicitará um exame de glicemia no sangue, entre outras coisas. – Fonte Medcenter 
Há também profissionais que solicitam como rotina preventiva.

Teste Oral de Tolerância à Glicose (ou Curva Glicêmica) – A curva glicêmica, ou teste oral de tolerância à glicose, é considerada o padrão-ouro para diagnosticar o Diabetes mellitus. Para essa finalidade, preconiza-se a administração de 75 g de glicose por via oral (ou 1,75 g/kg de peso em crianças) e as dosagens de glicose sérica em jejum e após 120 minutos da sobrecarga. Tanto um valor de glicemia entre 100 e 125 mg /dL, encontrado em jejum, quanto níveis entre 140 e 200 mg /dL, duas horas após a sobrecarga, evidenciam intolerância à glicose (pré-diabetes). Já uma Glicemia superior ou igual a 200 mg /dL aos 120 minutos confirma o diagnóstico de Diabetes mellitus. – Fonte: Anad – Associação Nacional de Assistência ao Diabético

Hemoglobina Glicada – de enorme importância na avaliação do controle do diabetes. É capaz de resumir para o especialista e para o paciente em tratamento se o controle glicêmico foi eficaz, ou não, num período anterior de 60 a 90 dias. Isso ocorre porque durante os últimos 90 dias a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Caso as taxas de glicose apresentem níveis elevados no período, haverá um aumento da hemoglobina glicada. Sempre é necessário individualizar o valor de A1C (hemoglobina glicada), levando em conta vários dados clínicos como idade, presença de outras doenças e/ou risco de eventos freqüentes de hipoglicemias.
Estudos clínicos, realizados em grandes centros foram capazes de demonstrar que a manutenção de A1C em valores o mais próximo possível do normal foi acompanhada de redução significativa do surgimento e da progressão das complicações micro e macro-vasculares. Isso ocorreu tanto em pessoas com diabetes do tipo 1 (DCCT), quanto do tipo 2 (UKPDS).
Para consensos nacionais e internacionais, o valor de A1C mantido abaixo de 7% promove proteção contra o surgimento e a progressão das complicações microvasculares do diabetes (retinopatia , nefropatia e neuropatia). Fonte: SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes

Dosagem de Frutosamina – exame capaz de apresentar o controle glicêmico das últimas 4 a 6 semanas. Pode ser útil para a avaliação de alterações do controle de diabetes em intervalos menores, para julgar a eficácia de mudança terapêutica, assim como no acompanhamento de gestantes com diabetes. A dosagem da Frutosamina também pode ser indicada quando, por razões técnicas, a A1C não é considerada como um bom parâmetro de seguimento (hemoglobinopatias e na presença de anemia).  – Fonte site da SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes

Microalbuminúria (urina 24 horas) – durante 24 horas, a pessoa colhe a urina e leva ao laboratório. O exame mede a quantidade da proteína albumina eliminada através da urina. É muito importante ter essa proteína no organismo, pois ela ajuda na recuperação do organismo. Pessoas com algum comprometimento dos rins por conta do diabetes, eliminam altas quantidades dessa proteína na urina. –Fonte: ADJ – Associação de Diabetes Juvenil

Fundo de olho – feito em consultório, pelo oftamologista, verifica as condições da retina. Pessoas com hiperglicemia prolongada podem vir a desenvolver problemas na retina. Cerca de 40% dos diabéticos têm alguma alteração. E a retinopatia diabética é responsável por 8% dos casos de cegueira no Brasil. Um acompanhamento anual e um bom controle podem evitar complicações. – Fonte: Sociedade Brasileira de Oftalmologia

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