Arquivo mensal: abril 2013

Criança e Obesidade: duas palavras que não combinam

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Criança combina com correr, brincar, gastar energia. Criança combina com parque, com praia, com piscina, com clube. Criança combina com brincadeira de rua, com praça, com alegria. Você não acha? Mas cada vez mais vemos crianças vítimas do sedentarismo, da falta de atividade física e da alimentação nada saudável. Criança gordinha não é bonitinho, é sinal de perigo. Criança, infelizmente, também pode ter diabetes tipo 2, também pode ter pressão alta, colesterol. Já imaginou? Por isso, obesidade não combina de forma alguma com criança.

No Brasil, segundo dados do IBGE, uma a cada três crianças estão acima do peso. Se antes o maior problema era a desnutrição, a obesidade já a ultrapassou há alguns anos. Nos últimos 20 anos, a obesidade infantil, considerando a idade entre 5 a 9 anos saltou de 4,1% para 16,6% entre os meninos, e de 2,4% para 11,8% entre as meninas. Entre adolescentes, o excesso de peso passou de 3,7% para 21,7% nos últimos quarenta anos.

O Ministério da Saúde lançou o uma campanha contra a Obesiddade Infantil dentro do programa da Semana de Mobilização Saúde na Escola 2013. “Se a gente construir uma geração de crianças e adolescentes que gostam de fazer atividade física, se alimentar direito, aprendem o que é alimentação, vamos ter uma geração de adultos mais saudáveis com menor risco de chegar a geração de obesos”, disse Padilha durante o lançamento do programa, em uma escola na Vila Planalto, no Distrito Federal.

O trabalho proposto consiste em levar as equipes de Saúde da Família para dentro das escolas, para que as crianças sejam orientadas quanto a hábitos de vida saudáveis, que incluem o incentivo à prática esportiva e alimentação saudável.

Na minha visão, precisamos de campanhas ousadas e uma intervenção maior do governo para que os municípios adotem uma merenda escolar equilibrada e saudável nas escolas, assim como trabalhem programas de incentivo ao esporte mais agressivos. Afinal, não podemos aceitar que mais de 20% dos adolescentes estejam acima do peso. Se assim continuar, ao contrário do que o ministro diz, teremos, sim, uma geração de obesos, com reflexos graves na saúde dessas crianças, e para os cofres públicos também.

Para refletir no Dia do Índio

Obesidade e Diabetes atingem tribos indígenas. Genética aliada à mudanças nos hábitos de vida e alimentação têm prejudicado saúde dos índios no BrasilImagem

50% dos índios da tribo Xavante no Mato Grosso do Sul estão obesos; outros 30% estão com sobrepeso

“Dos 935 xavantes acima de 18 anos dos territórios de Sangradouro e São Marcos, no leste de Mato Grosso, 33% das mulheres e 15% dos homens têm diabetes mellitus tipo 2 e 34,2% encontram-se pré-diabéticos. A obesidade, que favorece o aparecimento da doença, atinge 51,1% das mulheres e 46% dos homens. Somados aos que estão com sobrepeso, passam de 80%. Os dados são de um estudo realizado em 2010 e 2011 pelos professores João Paulo Botelho Vieira-Filho e Regina Moisés, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), e Laércio Franco e Amaury Dal Fabbro, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.”

Matéria interessante publicada pela revista Planeta: http://revistaplaneta.terra.com.br/secao/saude/indios-obesos

Be happy or be healthy? Que tal os dois?

Esta semana, estive em um encontro de blogueiros de saúde e sustentabilidade promovido pela Coca-Cola. Você pode estar pensando que foi um tipo de lavagem cerebral da empresa, algo assim. Longe disso. Seria uma ação ingênua. Você não acha? Esse trabalho faz parte de um programa da Imagemorganização chamado Viva Positivamente, lançado há dois anos com a finalidade de destinar espaço para atividades relacionadas à sustentabilidade, qualidade de vida e bem estar. Voltado a novos formadores de opinião dentro das redes sociais, traz um site com conteúdo produzido por blogueiros engajados nessas áreas.

Neste último encontro, a empresa estendeu o convite a outros blogueiros da área de biomedicina, saúde e qualidade de vida. E eu fui uma das convidadas por causa deste blog aqui. Foi muito interessante conhecer um pouco mais sobre a história da empresa, sua linha de produtos, e as ações de sustentabilidade.

Vejo aquelas campanhas demonizando a Coca-Cola como a grande culpada pela epidemia de obesidade no mundo. Será mesmo assim? Claro que sabemos o quanto a publicidade influencia os hábitos, mas a publicidade não pode influenciar mais do que a família, pode? Não deveria. Lembro de ter crescido vendo as propagandas, sempre empolgantes, expirando felicidade, da Coca-Cola. Não sou nem um pouquinho viciada em Coca-Cola. Por que? Porque minha mãe me orientou, me disciplinou, me influenciou mais do que qualquer comercial. Cresci tomando suco de laranja todos os dias. Cada dia era dia de um espremer as laranjas. Dava preguiça? Às vezes, sim. Mas sabíamos o quanto era importante para a nossa saúde. E os refrigerantes, eram proibidos? Não. Podíamos tomar nos almoços de domingo, e sem exagero. Ou em festinhas de aniversário. Pronto. Não criei o hábito. Hoje, até tomo com um pouco mais de frequência refrigerantes diet, mas em razão da vida social. Mas sempre com equilíbrio. Afinal, os refrigerantes diet ou zero têm mais sódio, justamente em razão dos adoçantes (ou melhor, edulcorantes) utilizados.

Tudo bem, em alguns lares a influência da Coca-Cola pode ter sido maior por mil motivos, sei lá, não pretendo aqui fica julgando ninguém. Mas daí a colocar toda culpa da obesidade no mundo em uma só empresa me parece exagero. A obesidade é resultado de uma série de fatores combinados, em que o estilo de vida tem seu peso, a genética, o ambiente, enfim, são “n” fatores, e os especialistas ainda não sabem ao certo o peso de cada fator.

O que acho positivo na postura da empresa é que ele mudou, sim, seu discurso. Claro, também é uma questão de sobrevivência comercial em um mundo cada vez mais focado na qualidade de vida, mas não deixa de ser positivo. Interessante, também, é que, por uma política interna, nenhuma propaganda é voltada para crianças com idade inferior a 12 anos, nem mesmo de sucos, assim como as embalagens não podem ter personagens para estimular o consumo. Outras empresas deviam seguir o exemplo. E os pais são colocados como os guardiões, que fazem a escolha pelos filhos (como a minha mãe fez lá no passado por nós e eu faço pelo meu filho hoje). O atual discurso da Coca-Cola é pelo equilíbrio. Você tem as opções zero, mas se mesmo assim quiser tomar uma latinha de coca normal por dia, corra atrás de queimar essas calorias adquiridas, buscando um equilíbrio energético. Tudo na vida é equilíbrio, inclusive a diferença entre engordar, emagrecer e manter o peso. No equilíbrio está a diferença entre estar descontente ou ser feliz. A vida é isso aí!

Bom final de semana a todos!

Crédito fotos: Sam Samegui/Divulgação

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Jogador de futebol estaria sendo pressionado a pedir demissão por causa do diabetes

Recebi semana passada o email de um jogador de futebol, de 21 anos, que descobriu, há cerca de um mês e meio, que tem diabetes. Ele diz que está precisando de ajuda médica especializada em medicina do esporte, mas não consegue. “O clube me intimou a pedir demissão. Tenho contrato até 2014 e eles nunca tiveram um caso como o meu”, descreve. O clube alega, segundo o jogador, que não tem condições de ajudar. “Preciso de orientação externa. Pretendo continuar na profissão, mas está muito dificil”, desabafa.

Ele ganha salário mínimo. “O Clube me assiste com plano de saúde e, mesmo assim, não tem médicos especializados em atleta.”

Ele pede ajuda para achar médicos que possam orientá-lo a continuar na profissão.

Como podemos fazer? Alguma sugestão?

Nova droga para tratamento do diabetes tipo 2 é aprovada

canaglifozina

Um novo medicamento para tratamento do diabetes tipo 2, a
canaglifozina, foi aprovado nos EUA. O medicamento quando associado a
dieta e atividade física, melhora o controle glicêmico de pessoas
adultas portadoras de diabetes tipo 2.


A International Diabetes Federation estima que o Brasil tenha 13.4
milhões de pessoas portadoras de diabetes, das quais 90% são do tipo 2.
O diabetes tipo 2 é doença, na maioria das vezes, diagnosticada
tardiamente por ser pouco sintomática e, quando não adequadamente
tratada, evolui com complicações cardiovasculares, renais, oculares e no
sistema nervoso.


A Canaglifozina é o primeiro medicamento aprovado de um grupo de
medicamentos capazes de reduzir a glicose no sangue por inibirem a
reabsorção de glicose pelo rim e assim aumentarem a sua eliminação pela
urina.


A segurança e eficácia da canaglifozina foi avaliada em nove estudos
clínicos que envolveram 10.285 pessoas portadoras de diabetes tipo 2.
Estes estudos mostraram melhora nos níveis sanguíneos da hemoglobina
glicada e da glicemia de jejum.


A canaglifozina foi estudada como medicamento único no tratamento do
diabetes tipo 2 e associado a outros medicamentos como: metformina,
sulfoniluréia, pioglitazona e insulina. Não deve ser usada em portadores
de diabetes tipo 1, ou em presença de severa lesão renal ou, ainda, em
pessoas que se submetem à diálise.


Embora aprovada, estudos adicionais foram solicitados pela FDA (Food
and Drug Administration):


1 . Segurança cardiovascular adicional.
2 . Ampliar o programa de farmacovigilância para monitoramento de
neoplasias, pancreatite aguda severa, reações de hipersensibilidade,
reações de fotosensibilidade, alterações hepáticas e outros efeitos
adversos.
3 . Efeitos sobre ossos
4 . Estudo pediátrico sobre farmacocinética e farmacodinâmica
5 . Estudo pediátrico de segurança e eficácia.


Os efeitos colaterais mais comuns observados nos estudos foram:
candidíase vulvovaginal e infecção urinária. Por estar associado a um
efeito diurético, pode produzir uma redução no volume intravascular e a
possibilidade de hipotensão postural, podendo resultar em sintomas de
tontura e astenia.


A canaglifozina é fabricada pelo laboratório, Janssen Pharmaceuticals,
Inc., Titusville, N.J.


Fonte: SBD


Comunicado do FDA, US, em 29 de março de 2013.