Be happy or be healthy? Que tal os dois?


Esta semana, estive em um encontro de blogueiros de saúde e sustentabilidade promovido pela Coca-Cola. Você pode estar pensando que foi um tipo de lavagem cerebral da empresa, algo assim. Longe disso. Seria uma ação ingênua. Você não acha? Esse trabalho faz parte de um programa da Imagemorganização chamado Viva Positivamente, lançado há dois anos com a finalidade de destinar espaço para atividades relacionadas à sustentabilidade, qualidade de vida e bem estar. Voltado a novos formadores de opinião dentro das redes sociais, traz um site com conteúdo produzido por blogueiros engajados nessas áreas.

Neste último encontro, a empresa estendeu o convite a outros blogueiros da área de biomedicina, saúde e qualidade de vida. E eu fui uma das convidadas por causa deste blog aqui. Foi muito interessante conhecer um pouco mais sobre a história da empresa, sua linha de produtos, e as ações de sustentabilidade.

Vejo aquelas campanhas demonizando a Coca-Cola como a grande culpada pela epidemia de obesidade no mundo. Será mesmo assim? Claro que sabemos o quanto a publicidade influencia os hábitos, mas a publicidade não pode influenciar mais do que a família, pode? Não deveria. Lembro de ter crescido vendo as propagandas, sempre empolgantes, expirando felicidade, da Coca-Cola. Não sou nem um pouquinho viciada em Coca-Cola. Por que? Porque minha mãe me orientou, me disciplinou, me influenciou mais do que qualquer comercial. Cresci tomando suco de laranja todos os dias. Cada dia era dia de um espremer as laranjas. Dava preguiça? Às vezes, sim. Mas sabíamos o quanto era importante para a nossa saúde. E os refrigerantes, eram proibidos? Não. Podíamos tomar nos almoços de domingo, e sem exagero. Ou em festinhas de aniversário. Pronto. Não criei o hábito. Hoje, até tomo com um pouco mais de frequência refrigerantes diet, mas em razão da vida social. Mas sempre com equilíbrio. Afinal, os refrigerantes diet ou zero têm mais sódio, justamente em razão dos adoçantes (ou melhor, edulcorantes) utilizados.

Tudo bem, em alguns lares a influência da Coca-Cola pode ter sido maior por mil motivos, sei lá, não pretendo aqui fica julgando ninguém. Mas daí a colocar toda culpa da obesidade no mundo em uma só empresa me parece exagero. A obesidade é resultado de uma série de fatores combinados, em que o estilo de vida tem seu peso, a genética, o ambiente, enfim, são “n” fatores, e os especialistas ainda não sabem ao certo o peso de cada fator.

O que acho positivo na postura da empresa é que ele mudou, sim, seu discurso. Claro, também é uma questão de sobrevivência comercial em um mundo cada vez mais focado na qualidade de vida, mas não deixa de ser positivo. Interessante, também, é que, por uma política interna, nenhuma propaganda é voltada para crianças com idade inferior a 12 anos, nem mesmo de sucos, assim como as embalagens não podem ter personagens para estimular o consumo. Outras empresas deviam seguir o exemplo. E os pais são colocados como os guardiões, que fazem a escolha pelos filhos (como a minha mãe fez lá no passado por nós e eu faço pelo meu filho hoje). O atual discurso da Coca-Cola é pelo equilíbrio. Você tem as opções zero, mas se mesmo assim quiser tomar uma latinha de coca normal por dia, corra atrás de queimar essas calorias adquiridas, buscando um equilíbrio energético. Tudo na vida é equilíbrio, inclusive a diferença entre engordar, emagrecer e manter o peso. No equilíbrio está a diferença entre estar descontente ou ser feliz. A vida é isso aí!

Bom final de semana a todos!

Crédito fotos: Sam Samegui/Divulgação

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4 ideias sobre “Be happy or be healthy? Que tal os dois?

  1. Ana

    Oi Luciana, concordo com o seu comentário sobre o papel da família em relação aos refrigerantes. Não dá para colocar a culpa toda neles, lógico. Mas acho importante percebermos que hoje em dia o marketing das indústrias é “muito mais esperto” e atinge praticamente toda população. Por exemplo, o evento que vc foi ,patrocinado pela coca-cola, passa uma mensagem subliminar de que coca-cola é saudável. Podemos perceber isso isso pelas palavras chaves que vc usou para identificar o post: blogueiros, coca-cola, refrigerante e saudável.
    Então, acho sim que muito depende da educação, mas sinceramente…acho que a indústria pega pesado e é responsável pela maior parcela do problema.

    Resposta
    1. Luciana Oncken Autor do post

      Oi, Ana, eu entendo a sua posição, e também concordo que pega mesmo pesado. Quanto à palavra “saudável” não foi para remeter à Coca-Cola, mas, sim, à importância da família para uma vida saudável, foco do meu post. Obrigada.

      Resposta

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