Arquivo mensal: novembro 2013

FreeStyle Lite, da Abbott: minha impressões e análise Recebi, no Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, o aparelho Free Style, da Abbott, para teste. Confesso que nunca havia usado nenhum monitor de glicose da empresa. Talvez um dos motivos seja a comunicação visual que não considero tão atraente, e parece bobagem, mas essas coisas influenciam na compra, mesmo que a gente não perceba. A caixinha amerela com a borboleta é simpática, mas não deixa tão a vista os benefícios do aparelho.

Quando abri, uma grande surpresa, o aparelho é bem pequeno. Olha ele aí, na palma da minha mãe, é leve, e você não precisa tirar do estojo para usar. O sistema é de fácil utilização. Basta colocar a fita que ele já pede a amostra. E aí está o maior benefício, principalmente para as crianças: a amostra de sangue que ele precisa é muito, muito pequena. E isso é uma grande vantagem para os pequenos. Recebi, no Facebook, vários relatos de mães que utilizam o aparelho justamente por este motivo, e gostam muito. Ele também gera o resultado muito rapidamente, uns cinco segundos.

A única coisa que não gostei foi do lancetador. Ele desmonta com facilidade toda vez que vou tirá-lo do estojo. Às vezes, até arranco a agulha junto. Fica a dica para empresa melhorá-lo neste quesito.

Vamos lá ao resumo!

Pontos fortes:

– tamanho
– peso
– estojo
– pequena amostra de sangue
– prático
– tiras fáceis de usar
– não precisa de codificação
– bom manual

Pontos negativos:
– Embalagem (não muito atrativa e um pouco desajeitada depois de aberta)
– Lancetador

Acho que é isso!

E vocês, qual aparelho usam e por quê gostam?

* este post não é patrocinado pela Abbott

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Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro – Um dia para chamar atenção do mundo

O Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, está chegando ao fim. Este ano, por meio de nossos canais nas redes sociais, reforçamos o movimento de uma maneira muito alegre, muito positiva, mas sem perder o foco na informação.

Agradecemos a cada um que se entregou a esse movimento, que vestiu o azul, que abraçou essa cor de corpo e alma, que vestiu mais do que uma peça de roupa, que vestiu uma causa.

Colorimos de azul nossos canais de comunicação. Trabalhamos questões importantes de Educação em Diabetes aqui e pelos blogs da área de diabetes, com informações sobre prevenção, tratamento, acompanhamento, suporte. Chegamos a este dia com a sensação de dever cumprido, mas não finalizado, porque esta causa não tem fim. E o movimento continua para os próximos anos.

E assim com o nosso pequeno ponto azul no meio de tantas outras luzes da cidade, e outros tantos pontos azuis pelo mundo afora, ajudamos espalhar a nossa mensagem, “Protegendo o nosso Futuro”.

Hoje, tivemos uma noite azul, com monumentos iluminados dessa linda cor no mundo inteiro, para lembrar os nossos dias nem sempre tão azuis. Um dia inteiro para lembrar o Diabetes no mundo, e um ano inteiro, depois, para não deixarmos os outros esquecerem e para nós não esquecermos. Um dia para mudar o mundo, uma vida para mantermos as nossas mudanças de hábitos. Este é o nosso desafio: chamar atenção num espaço de 24 horas para, depois, dar continuidade por toda vida.

O dia 14 de novembro é para o mundo saber. Os outros dias são para nós, que já sabemos, mas que precisamos de mais acesso à boa informação, acesso à medicamentos e suprimentos, assistência médica, acompanhamento, apoio psicológico e nutricional, atividade física e, sobretudo, força de vontade. Os outros dias são para convivermos, da melhor forma possível, com o Diabetes.

10 anos de diabetes sem complicações, 7 anos de blog. Neste Dia Mundial do Diabetes, eu celebro, sim!

Hoje é DIA MUNDIAL DO DIABETES, World Diabetes Day. Não, não é dia de COMBATE, pelo menos para mim. Eu não posso combater o diabetes, posso CONSCIENTIZAR, que é muito mais do que combater. Eu tenho diabetes, o meu não tem como prevenir, é MODY, é genético. Assim como o tipo 1 não dá para prevenir. O tipo 2 tem como prevenir, e nós falamos muito aqui sobre estilo de vida, alimentação, atividade física, mas discordo totalmente da ideia de que só tem diabetes tipo 2 quem quer. Mesmo porque há muitos e muitos fatores envolvidos. Fatores hereditários, ambientais, sociais… Claro, alertando, temos a chance de reduzir casos no futuro. Isso é CONSCIENTIZAR. Palavra mais abrangente que inclui todos igualmente: os que tem e sabem, os que tem e não sabem, os que não tem mas podem vir a ter, e os que nunca vão ter mas podem replicar boas informações. Hoje é Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro. E eu celebro, sim, celebro 10 anos de diabetes sem complicações, neste mesmo novembro azul. Celebro 7 anos de blog, neste mesmo novembro azul. Eu não estou combatendo o diabetes, eu estou apredendo a viver com diabetes, um aprendizado contínuo, para toda a vida.

Diagnóstico precoce de #diabetes pode salvar vidas

Existem dois tipos mais comuns de diabetes: o tipo 2, mais relacionado a estilo de vida e fatores hereditários; e o diabetes tipo 1, uma reação autoimune do organismo que ataca as células produtoras de insulina no pâncreas. Ambos podem atingir crianças, mas o tipo 1 é mais comum na infância

Por Luciana Oncken, Banca de Conteúdo (agência de conteúdo), com informações da Federação Internacional de Diabetes (este texto pode ser reproduzido desde mantida esta assinatura da matéria completa e nesta posição no texto)

Manuela, 6 anos, começou a apresentar sintomas como vontade frequente de urinar e sede excessiva. No início, a mãe, a publicitária Fernanda Estessi, pensou que poderia ser o calor, mas como o sintoma persistia, ela resolveu levar a filha ao hospital. E logo veio o diagnóstico: diabetes tipo 1. Este tipo de diabetes nada tem a ver com estilo de vida, alimentação ou excesso de peso. Manuela, assim como a maioria das crianças diagnosticas com diabetes tipo 1, tem peso normal e leva uma vida ativa e saudável. E detalhe: não gosta e nunca gostou de doces. Trata-se de uma doença causada geralmente por uma reação autoimune, em que o sistema de defesa do corpo ataca as células que produzem insulina. A razão pela qual isto ocorre não é totalmente compreendida. Pessoas com diabetes tipo 1 produzem muito pouca ou nenhuma insulina. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade, mas geralmente se desenvolve em crianças, como a Manuela, ou jovens adultos. Pessoas com este tipo de diabetes precisam de injeções de insulina todos os dias, a fim de controlar os níveis de glicose no sangue.

“As lágrimas do momento do diagnóstico foram substituídas por uma paz e confiança no tratamento depois de apenas 10 dias de diagnóstico. A contagem de carboidratos (terapia nutricional que contabiliza os gramas de carboidratos consumidos nas refeições e lanches, com o objetivo de manter a glicemia dentro de limites convenientes) e informação boa e consistente que recebi da equipe médica me fizeram aprender a conviver com o diabetes numa boa. Mesmo. Hoje, com menos de três meses de diagnóstico, a glicemia está super bem controlada e a Manuela tem uma vida totalmente normal”, relata a mãe de Manuela, que criou uma página no Facebook chamada “Insulinamiga” (facebook.com/insulinamiga).

Fernanda estava atenta aos sintomas e sua filha pôde ser rapidamente diagnosticada e ter acesso imediato ao tratamento. Os sintomas mais comuns da doença são: vontade frequente de urinar, sede excessiva, aumento da fome, perda de peso, cansaço, falta de interesse e dificuldade de concentração, a sensação de formigamento ou dormência nas mãos ou pés, visão turva, infecções frequentes, feridas que demoram para cicatrizar, vômitos e dor de estômago.

Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com sintomas de outras doenças. No início desta ano, os blogueiros da área de diabetes lançaram uma campanha para tornar o exame de glicemia capilar (feito por meio de um pequena gota de sangue em um aparelho simples, que dá o resultado em média em 20 segundos) como sexto sinal vital. Ou seja, quando uma pessoa chegasse a um pronto-socorro, além de ter pressão arterial, pulso (frequência cardíaca), respiração (frequência respiratória) e temperatura corporal medidos, teria também a glicemia medida. Alguns grandes hospitais do Brasil já adotaram este protocolo de atendimento.
Um procedimento que poderia salvar muitas vidas e evitar sequelas.

Ao contrário de Fernanda, Sandra, a mãe de Gabriel, hoje com 3 anos, teve de levá-lo a dois hospitais. Os sintomas, no primeiro atendimento, foram confundidos com o de um resfriado. No segundo hospital, com de dor de ouvido. Só por insistência da mãe é que foi feito o exame de glicemia capilar, que revelou uma glicemia tão alta que o aparelho não conseguia medir. A enfermeira ao menos sabia o que significava o resultado do aparelho. Hoje, após um ano e dez meses, o menino segue vida normal, fazendo seu tratamento com insulina. O depoimento de Sandra e de outros pais e mães que passaram pela mesma situação, podem ser conferidos na página Teste de Glicemia Obrigatório (www.facebook.com/testedeglicemiaobrigatorio), ao lado de outros depoimentos, nem todos com final feliz. No início do ano, uma menina de um ano e oito meses, em Minas Gerais, foi diagnosticada com dengue. Ela tinha diabetes tipo 1 e foi a óbito. Outra criança de oito anos morreu em Teresina por receber soro glicosado ao apresentar quadro de desidratação. Era diabetes.

Obesidade infantil e diabetes tipo 2
O crescimento do sobrepeso e obesidade infantil tem levado as crianças a desenvolver diabetes tipo 2 ainda na fase da infância. Esse tipo de diabetes tem forte componente hereditário, agravados pelo estilo de vida e alimentação inadequados, e fatores ambientais. Costumava ser chamado de diabetes não insulino-dependente ou diabetes do adulto. O diabetes tipo 2 é responsável por pelo menos 90% de todos os casos de diabetes. É caracterizada pela resistência à insulina e deficiência relativa de insulina, um ou ambos, dependendo do tempo de diagnóstico.

O diagnóstico de diabetes de tipo 2 pode ocorrer em qualquer idade . O diabetes tipo 2 pode permanecer despercebido durante muitos anos, em média 7 anos, e o diagnóstico é muitas vezes feito quando surge uma complicação ou uma rotina de sangue ou teste de glicose na urina é feito. Muitas vezes, mas nem sempre, está associado a excesso de peso ou obesidade, o que em si pode causar resistência à insulina e levar a altos níveis de glicose no sangue, e é o que normalmente acontece em crianças que desenvolvem a doença em razão do peso.

O diabetes tipo 2, muitas vezes, pode ser controlado com exercícios e dieta. Mas ao longo do tempo a maioria das pessoas vai ter de usar medicamentos orais e ou insulina.

“Não há diabetes leve, tanto a diabetes tipo 1 quanto diabetes tipo 2 são graves”, observa a Federação Internacional de Diabetes.
Por isso, “é urgente que se façam mudanças no estilo de vida das crianças, introduzindo educação para uma alimentação saudável e programa de atividade física nas escolas, e junto às famílias”. O alerta é do médico Enrique Cabellero, do Joslin Diabetes Center, que esteve no Brasil em junho deste ano para participar do Congresso da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Fatores de risco e prevenção
Em relação ao diabetes tipo 1, ainda estão sendo investigadas as causas. Sabe-se que ter um membro da família com diabetes do tipo 1 pouco aumenta o risco de desenvolver a doença. O diabetes tipo 1 não pode ser evitado.
Já para o diabetes tipo 2, os fatores de risco incluem: história familiar de diabetes, excesso de peso, dieta pouco saudável, inatividade física, aumento da idade, pressão alta, fatores étnicos, tolerância diminuída à glicose (IGT), história de diabetes gestacional, má nutrição durante a gravidez, tolerância à glicose diminuída ( IGT ), caracterizada pelo aumento da glicose no sangue acima do normal, mas abaixo do limiar para o diagnóstico da diabetes Evidências científicas mostram que mudanças de estilo de vida (que levam a um peso corporal saudável e prática de atividade física moderada regularmente) pode ajudar a prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2. Tabagismo, estresse, depressão e restrição de sono têm sido estudados como fatores desencadeantes do diabetes tipo 2.

Novembro Azul pelo Diabetes
No Brasil, estima-se que haja 13,4 milhões de pessoas com diabetes, o que corresponde a 6,5% da população entre 20 e 79 anos. O Brasil está em 4º lugar em prevalência de diabetes. O diabetes só faz crescer em todos os países e o mais alarmante é que 50% dos portadores desconhecem sua condição, ou seja, este número deve ser muito maior.

Diabetes não diagnosticado leva a graves consequências e a incapacidades, sobrecarrega os sistemas de saúde e a previdência social, rouba qualidade de vida, leva a amputações, impotência, doenças cardiovasculares, renais, cegueira. Diabetes, quando não tratado adequadamente, mata.

Para alertar a população mundial sobre este grave problema, foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dia Mundial do Diabetes, que tornou-se um dia oficial das Nações Unidas em 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225.

O Dia Mundial do Diabetes é comemorado em todo o mundo pelas mais de 200 associações membros da Federação Internacional de Diabetes em mais de 160 países e territórios, incluindo o Brasil, todos os Estados Membros das Nações Unidas, bem como por outras associações e organizações, empresas, profissionais de saúde e pessoas que vivem com diabetes e suas famílias.

O símbolo do Dia Mundial do Diabetes é o círculo azul – o símbolo mundial do diabetes, que foi desenvolvido como parte do Unite para a campanha de sensibilização da Diabetes, aprovado em 2007 para marcar a passagem do Dia Mundial do Diabetes como resolução das Nações Unidas. O significado do símbolo do círculo azul é extremamente positivo. Em diferentes culturas, o círculo simboliza a vida e a saúde. A cor azul reflete o céu que une todas as nações e é a cor da bandeira das Nações Unidas. O círculo azul significa a unidade da comunidade global de diabetes em resposta à pandemia da diabetes. Por isso, desde 2007, o mundo comemora o Novembro Azul pelo Diabetes, inclusive com o desafio do monumento iluminado de azul. No Brasil, entre os vários monumentos que serão iluminados de azul pelo diabetes, na noite de 14 de novembro, está o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

#Diabetes? Quem se importa?

Somos 13,4 milhões no Brasil, o que corresponde a 6,5% da população entre 20 e 79 anos. Mas, no Brasil, quem se importa?

O Brasil está em 4º lugar em prevalência de diabetes. Mas, no Brasil, quem se importa?

O diabetes só faz crescer em todos os países e o mais alarmante é que 50% dos portadores desconhecem sua condição, ou seja, este número deve ser muito maior. Mas, no Brasil, quem se importa?

Diabetes não diagnosticado leva a graves consequências e a incapacidades, sobrecarrega os sistemas de saúde e a previdência social, rouba qualidade de vida, leva a amputações, impotência, doenças cardiovasculares, renais, cegueira. Diabetes, quando não tratado adequadamente, mata! Falta de informação em diabetes mata!

Até o ano passado, tínhamos uma campanha e podíamos fazer parte de algo grandioso e mundial. Novembro ficava azul para a gente e para aqueles que precisam ser alertados sobre a doença. Os monumentos se iluminavam de azul pelo diabetes e o Brasil se juntava ao mundo por mais conhecimento e informação em diabetes.

Ficamos órfãos de cor, nosso novembro ficou sombrio, perdemos a nossa identidade. E ficamos isolados em relação ao mundo, que continua se iluminando de azul pelo diabetes.

Quem se importa?

A nossa marca é a causa que nos une. Não temos uma identidade, temos muitas! Milhares, milhões! Temos, sim, um movimento lindo, de pessoas engajadas, que pode crescer, e crescer, e crescer. Vamos alertar e informar as pessoas sobre o diabetes. Nossa campanha não é nossa, é do mundo! Somos, sim, fortes! E podemos muito mais do que imaginamos! Basta darmos a nossa pequena contribuição. Se você se importa, se envolva e envolva todos ao seu redor!

Conte até cinco. Neste espaço de tempo uma nova pessoa foi diagnosticada com #diabetes (#novembroazul)

O diabetes tipo 2 atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo. E o fantasma pode estar te rondando. São mais de 370 milhões de pessoas em todo o mundo com diabetes, e 90% é do tipo 2, e 50% delas ao menos sabe que tem a doença. A média de tempo entre o surgimento da doença e a descoberta é de sete anos. Tempo suficiente para que as primeiras complicações se instalem. Por isso, temos de ficar atentos.

Quanto ao diabetes tipo 1, diagnósticos incorretos e ou a demora no diagnóstico podem levar rapidamente à morte.

Ano passado, participei de um atendimento no Parque do Ibirapuera, onde ocorreu medição de pressão arterial e glicemia. Das 720 pessoas atendidas, cerca de 10% apresentaram alteração na glicemia, sendo que 10% não sabiam que eram diabéticas. Essa é a nossa realidade.
Também testemunhei uma senhora que trabalha numa dessas barraquinhas que vendem água de coco, sucos, refrigerantes no Parque. Ela foi dar uma checada na glicemia, já sabia que era diabética. E o teste de glicemia capilar apontou 500 mg/dl. Ela não foi para o hospital. Não quis ser levada pela ambulância à disposição. Não tinha com quem deixar a barraquinha e o filho só a buscaria às 19h. Ela contou que recebe o medicamento do governo em casa, mas esquece de tomar.

Uma outra senhora, que também sabia ser diabética, apresentou 268 mg/dl. Ela disse que como estava com a glicemia em ordem pela manhã, resolveu não tomar insulina.

Falta informação e acesso à informação. Por isso, cada um de nós, que somos privilegiados por podermos ler diariamente sobre o assunto podemos tentar mudar essa realidade, agindo como agentes de transformação, compartilhando o conhecimento.

Que tal, neste novembro azul, abraçarmos de corpo e alma essa causa? Unidos pelo Diabetes.

#NovembroAzul pelo #Diabetes: a nossa marca é a nossa causa!

Por Luciana Oncken, blogueira e jornalista, tem diabetes há 10 anos

– Se eu não tivesse contribuído, o oceano teria uma gota a menos – Madre Teresa de Calcutá.

Li esta frase hoje pela manhã na revista Vida Simples. Uma frase que resume bem o meu trabalho com o diabetes e de pessoas que tem depositado sua pequena gota no oceano, e resume o nosso momento atual, em que estamos trabalhando uma campanha para fortalecer um movimento que existe há quatro anos: o Novembro Azul pelo Diabetes, que tem o dia 14 deste mês como o dia oficial, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Uma campanha paralela, com o mesmo tema, relacionada a outra doença foi lançada em 2012. Em seu primeiro ano, passou e não foi muito percebida. Em 2013, com uma série de parceria e apoios de empresas e instituições, cresceu. Duas campanhas no mesmo mês, sim, podem coexistir e até se fortalecer, apoiando-se mutuamente, mas duas campanhas com o mesmo mote, com o mesmo tema, com as mesmas ações, acabam concorrendo. Precisávamos tomar uma atitude.

Eu, que estava meio quietinha em relação ao diabetes, ao blog, a minha página no Facebook, que hoje tem quase 6 mil seguidores, senti uma chacoalhada. Estão querendo se apropriar da nossa cor, da nossa campanha, de todo o nosso esforço… E quando falo “nosso”, não é meu, nem só do movimento dos blogueiros de diabetes, ou das sociedades e instituições envolvidas, quando falo “nosso”, é de todos, porque o diabetes é uma das doenças mais prevalentes no mundo. Não dava para aceitar calada.

Com muita pesquisa, munida de informação, estou dando a minha pequena contribuição. Depositando a minha pequena gotinha.
– Ninguém comete erro mais grave do que quem não faz nada só porque poderia fazer pouco –Edmund Burke, estadista irlandês.

Perfeito. É isso.

Muita gente disse que ia desistir porque era uma luta perdida, porque as instituições que nos representam são fracas, porque estão cansados de fazer tudo sozinho, sem apoio. Mas será que o nosso papel, como representados, não é cobrar ações mais efetivas? E, mais: cobrar, fazendo, e ajudando a fortalecer. Somos, sim, líderes, dentro da nossa área de atuação. Somos ativistas sociais em redes sociais. E temos uma ferramenta incrível e poderosa: a nossa palavra, a nossa presença.

E uma das líderes e ativistas mais ativas em diabetes, a Sarah Rubia, do blog “Eu, meu filho e o diabetes”, lançou Novembro Azul como um evento nas redes sociais. Pediu o meu apoio como organizadora. E eu tive a chance de ver revitalizada esta força dentro de mim. De lembrar que eu posso dar a minha contribuição, que eu posso usar o meu trabalho, a minha palavra, a minha presença para fortalecer a causa do diabetes e o nosso novembro azul. Eu e a Sarah gritamos:

– Eu acredito em fadas!

Gritamos a plenos pulmões e as coisas começaram a acontecer. Vieram os apoios e continuam vindo, muito bem vindos. As pessoas começaram a participar, a dar a sua pequena e valorosa contribuição. Cada um começou a criar a sua arte com o novembro azul, cada um do seu jeito, mas o azul está lá, o círculo, a menção ao dia, aos cuidados com o diabetes, e foram compartilhando a arte do outro. E estamos conseguindo envolver as pessoas, e fortalecer a nossa representatividade, porque incentivamos que as pessoas curtam a página oficial do movimento, criada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SDB). Esta é a nossa marca: a causa que nos une. Não temos uma identidade, temos muitas! Milhares, milhões! Temos, sim, um movimento lindo, de pessoas engajadas, que pode crescer, e crescer e crescer. E deixar crescer é deixar que as pessoas se apropriem dela, da forma correta, usando-a para o que ela foi criada: alertar e informar as pessoas sobre o diabetes. Nossa campanha não é nossa, é do mundo! Somos, sim, fortes! E podemos muito mais do que imaginamos! Basta darmos a nossa pequena contribuição.