Arquivo mensal: abril 2014

ADJ e Medtronic celebram as Olímpiadas do Lenny

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A intenção é conscientizar sobre a importância da atividade física na gestão do diabetes tipo 1

Dia de jogos e educação para crianças e jovens com diabetes tipo 1 e seus familiares

Com o objetivo de conscientizar sobre a importância da atividade física na gestão e no controle do diabetes tipo 1, a Medtronic, em parceria com a ADJ (Associação Diabetes Juvenil), realizará as Olimpíadas do Lenny. O evento acontece dia 17 de maio, sábado, das 9h às 17h,  no acampamento Aruanã, no município de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, para crianças e adolescentes que vivem com diabetes e seus familiares.

Durante o evento, que tem como lema “Vamos jogar para ganhar do diabetes tipo 1”, os inscritos participarão de uma variedade de jogos, competições esportivas e outras brincadeiras que reforçam a mensagem da importância do exercício como estilo de vida para pessoas com diabetes. Transporte, refeições e conversas sobre opções de tratamento com médicos, nutricionistas, psicólogos e especialistas de produto estão incluídos na programação. 

“Nossa missão na ADJ é apoiar os pacientes com diabetes e suas famílias para que eles possam levar uma vida o mais normal possível. Eventos como as Olimpíadas do Lenny servem como ferramenta para educar sobre os aspectos essenciais para o correto controle da doença,” afirma a Dra. Denise Franco, diretora científíca da ADJ, que incentiva aos pais de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 a se inscreverem o mais rápido possível, já que as inscrições são limitadas.

A Dra. Denise explica ainda que “da mesma forma que o monitoramento constante dos níveis de açúcar no sangue e a alimentação saudável, a atividade física é uma das melhores aliadas no controle do diabetes. Devemos cuidar para que os pacientes entendam isso desde pequenos, tornando a atividade física uma constante em suas vidas.”

Pais ou familiares de crianças e adolescentes entre 5 e 16 anos, com diabetes tipo 1, interessados em participar do evento devem inscrever seus filhos pela ADJ, no telefone (11) 3675-3266 com Debora, no ramal 33, e Paula, no ramal 31, até 30 de abril. Cada participante poderá levar até três acompanhantes.  Mais informações podem ser encontradas no site da ADJ www.adj.org.br

Informações sobre a Medtronic podem ser encontradas no site www.medtronicdiabetes.com.br.

Serviço:

Olimpíadas do Lenny

Local do eventoAcampamento Aruanã  – Rua João Antônio Carlos, 250, Embu-Guaçu – SP

Data e horário: 17 de maio, das 9h às 17h

Local da partida: Estacionamento do Shopping Center Norte

Encerramento das inscrições: 30 de abril

Inscrições: pelo telefone 11 3675-3266 (com Débora ou Paula)

 

 

Mulheres, diabetes e emoções

Mulheres, diabetes e EmoçõesNo último sábado de março, tivemos um encontro muito bom reunindo mulheres diabéticas. Foi o segundo encontro, com um tema pra lá de profundo: Diabetes e Emoção. O primeiro, realizado ainda em 2013, teve como tema Alimentação.

A iniciativa das minhas colegas blogueiras é uma das melhores que eu vi nos últimos tempos nesta área. Teresa Cristina Bujokas Nunes, do Dia a Dia Diabetes, se juntou a outras super blogueiras engajadas para criar este movimento das Mulheres Diabéticas. São elas: Kath Palama, do Diabetes & Você, Luana Alves, do A Diabetes e Eu, e Carol Neumann, do Ao Trabalho. Quem acompanha blogs de diabetes sabe que todos os blogs citados dispensam apresentações.

Nos EUA, o movimento que inspirou as meninas por aqui é forte o Diabetes Sisters. E leva a essas mulheres a possibilidade de debater temas tão peculiares da vida de uma mulher diabética, que só quem tem, entende. É uma rede de apoio, composta por um grupo no Facebook e por reuniões presenciais a cada três meses, com tema predefinido.

Como única MODY da turma, observo as conversas sob outro ponto de vista, e entendo cada vez mais o dia a dia de uma mulher DM1, realidade da qual me aproximei quando estava grávida. O espaço escolhido foi ótimo, aconchegante, agradável, e com um staff pra lá de dedicado, que teve a preocupação de colocar no cardápio a quantidade de CHO de cada item.

Parabéns, meninas! Aguardo ansiosamente o próximo!

Tem diabetes? Ficou curiosa? Participe do próximo!

As meninas! ;)

As meninas! 😉

Você só fala sobre DIABETES?

Manu e a mamãe, blogueira convidada do Viver, Fernanda Estessi, do Facebook InsulinaAmiga

Manu e a mamãe, blogueira convidada do Viver, Fernanda Estessi, do Facebook InsulinaAmiga

Fique atenta! Você já se deu conta que o diabetes permeia todos as suas conversas. Que tal um pouquinho de moderação? Vale a pena ler o texto da nossa BLOGUEIRA CONVIDADA, Fernanda Estessi, sobre o tema.

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Sabe aquela pessoa que vc pergunta: “oi! Tudo bem?” E ela te responde: “ai… Não tá tudo bem não.” E começa a fazer um relatório detalhado da vida toda? Quem curte? Pois é. É sobre isso que vou falar nesse post.

Mães já tem uma tendência natural de só falar do filho. Tudo o que vai dizer, é sobre o filho. Quando é de uma mãe prá outra, vá lá. A gente se entende. Mas pra quem não é mãe, o assunto vira um porre. Sei bem o que é isso. Adoooooro falar das minhas filhas. Todos os assuntos se encaixam pra comentar alguma coisinha sobre elas. E quando estão doentes, então? Se deixar, a gente conta até quantos ml de remédio eles estão tomando. E quando a gente tem um DM1? Aí eu vou te contar uma coisa: esse é o assunto. Mas perceba: a maioria das pessoas NÃO É DM1. A maioria das pessoas NÃO TEM DM1 na família. Então, a gente nem deveria se empolgar falando demais.

“Sabe quantas unidades de insulina meu filho toma?…” >> lembro que quando eu estava no hospital com a Manu, eu ouvia as enfermeiras dizendo que dariam x unidades pra Manu. E eu pensava… Como assim “unidades”? Antes do DM1, a gente só ouvia falar em ml. Não em unidades… Só agora é que essa tal de unidade ficou familiar e entendemos o que isso quer dizer. “A caneta… a bomba…” >> cara! Como assim “caneta”? Como assim “bomba”? Isso não era nem de longe um termo ok pra você há um tempo atrás. E, de repente, vc se vê falando que seu filho usa caneta ou que usa bomba… Isso parece papo de doido! “Depois que ele come, dou insulina pra “queimar” o carbo”…>> queimar? Queimar?? Meu docinho acordou com hipo >> sério: até dois meses atrás eu nunca tinha ouvido uma quantidade tão gigante de mães se referindo aos seus filhos como doces/docinhos.

Acredite: isso não é algo natural para as outras pessoas. Preciso manter a glicemia boa pra glicada ficar até 7 no próximo exame>> mães de DM1: pra mim e pra vc essa afirmação faz TODO SENTIDO DO MUNDO e vivemos pra que a vida deles continue assim. Mas 98% ou mais das pessoas com as quais convivemos, não fazem ideia do que é essa tal de glicada e muito menos entendem porque ela tem que ficar abaixo de 7. E só mais um dos nossos termos estranhos: “será que meu docinho tá em lua de mel?”

Tô dizendo tudo isso pra que nem eu, nem vc, mãe de um DM1, saia por aí falando da vida do seu filho desenfreadamente, como se todo mundo tivesse a obrigação de entender o que estamos falando. Nossas vidas giram em torno deles sim e dedicamos todo nosso tempo a eles. Mas a gente não pode ser a chata que só fala nisso, ok? Senão, as pessoas vão começar a se distanciar de vc e vc nem vai saber por quê. Aliás, a página InsulinaAmiga surgiu exatamente por isso. Não era justo com meus amigos virtuais dividir o que eu passava com a Manu todos os dias. Melhor escrever o que quero numa página exclusiva pra isso onde tenho a certeza de que quem quiser ler, é porque realmente se interessa pelo assunto.

É como as marcas que as lancetas deixam nos dedinhos deles. Ninguém percebe. Sério! Dá pra levar numa boa. As marquinhas só vão se tornar evidentes se vc mostrar no detalhe. E, se alguém quiser saber mais sobre isso, aí sim vc conta tudinho. Sacou? Concorda comigo?