Arquivo mensal: dezembro 2014

Primeiro bom resultado da minha operação resgate

Bom dia! Uma das minhas metas é baixar a glicemia de jejum, que sempre foi uma dificuldade para mim, mesmo quando estava com bom controle geral. Hoje, fiquei feliz. A glicemia de jejum que vinha batendo marcas de 140 a 170, baixou para 109!

Quando temos determinação, a coisa vai. Vamos lá, rumo ao resgate.

Gostaria que todos aqueles que não estão se cuidando encontrassem um motivo para mudar. O meu é viver mais e melhor, e ver meu filhote crescer. Estar junto do meu marido e poder acompanhá-lo nesta caminhada.

Fiquei feliz hoje de manhã ao ver 109 batendo no monitor de glicose

Fiquei feliz hoje de manhã ao ver 109 batendo no monitor de glicose

Recomeço no fim do ano

Como já disse antes, levei uma baita bronca da minha gineco por não estar me cuidando. Saí da consulta e entrei em uma padaria. Calma. Eu não fui “encher a pança” de pães. Aliás, pães maravilhosos. Fiquei só no cafezinho. Sentei em uma mesa e liguei para o consultório da nutricionista que me atendeu durante a minha gestação, a Alessandra. Como foi uma parceria que deu super certo, quis retomar. E não é que foi ela mesma que atendeu! E, por sorte, um paciente tinha acabado de desmarcar. Consegui agenda minha consulta para dali a dois dias, numa quarta (17), dia da minha placa no rodízio, às 8h30, da manhã.

Se eu tivesse me boicotando, vários seriam os motivos para que eu deixasse para o próximo ano. O horário. Não sou de marcar nada assim tão cedo. O fato de não ter ninguém para ficar com o o filhote e ele estar de férias e com faringite. E, claro, o rodízio. Afinal, o consultório não é próximo da minha casa. Pensei: dou um jeito. Vou acionar a minha “rede apoio especial”: mãe ou sogros.

Em seguida, já liguei para a Dra. Cintia, minha endocrino, e consegui marcar também para este ano, na sexta (19).

Quem veio da minha “rede de apoio” foi minha sogra. Dormiu em casa. Acordei cedinho e lá fui eu, disposta a pegar um taxi. Mas eis que surge meu sogro, de carro. E pude ir de carro. Fui bem até lá, mas a rua do consultório estava um caos. E eu em cima da hora. Demorei mais tempo na rua do que no caminho inteiro. Com vinte minutos de atraso e “esbaforida”, cheguei!

Mede daqui, mede de lá. Avalia meu peso antes de gravidez e depois. Antes de engravidar: 64,5kg. Três meses depois de ter filho: 60 kg. Peso atual: 68,9 kg. Pois é… eu sei. Perdi a mão. O fato é que emagreci muito depois que meu filho nasceu. Com um ano do nascimento dele, cheguei aos 57 kg. Não fiz dieta. Nem atividade física. Apenas amamentei, amamentei e amamentei. Foram dois anos e meio. Isso mesmo! E, sem precisar usar nenhuma medicação para diabetes, nem insulina, nem remédio, minha glicemia era por volta de 95 de jejum e 5,8 de glicada.

Bom. Aí, estabelecemos a minha meta. Peso: 60 kg, ou seja, preciso perder 8,9 kg. Gordura no corpo: tem de cair de 31,7 para 25%. Ela personalizou uma dieta para mim. E saí dali determinada a seguí-la.

Cheguei em casa e já comecei as mudanças. Não ia esperar o próximo anos. Não. Tão pouco passar as festas de fim de ano. E nem ao menos esperaria até o dia seguinte. Minha decisão foi: começo na próxima refeição. E foi o que fiz. E é o que tenho feito. Afinal, com 7,5 de glicada e 159 de jejum não se brinca.

Recomeço neste fim de 2014, para colher bons frutos em 2015.

Bom, no próximo post, conto sobre a consulta com a minha endocrino.

Operação Resgate

Bom, hoje eu fui à nutri, a mesma que me atendeu durante toda a minha gestação. Há quem pense que ir à nutricionista é luxo. Não é! Para ninguém. Não só pessoas com diabetes, mas todos deveriam ir a/ao nutricionista. E o sistema público deveria dar mais acesso a este profissional tão importante para a manutenção da boa saúde.

Na gestação então, faz toda a diferença ter uma equipe multidisciplinar. E foi um super investimento, que valeu muito a pena para que eu tivesse uma gravidez tranquila. Mas o fato é que depois que o filhote nasceu, eu me larguei um bocado. Nos dois primeiros anos e meio, tudo bem. Porque só com a amamentação consegui emagrecer os 9 quilos que ganhei na gestação e mais 7 ou 8 quilos. Fiquei magérrima e não precisava de mais nada pata manter a glicemia em ordem. Meu filho era minha insulina .

Só que depois que parei de amamentá-lo, ganhei os 7 ou 8 quilos de volta e mais 5, em dois anos e nove meses. Isso mesmo! Estou com cinco quilos a mais do que antes da gestação. Cinco a menos do que o máximo que cheguei ao final da gravidez! Péssimo, né?

E não é questão estética, a gente, que tem diabetes, sabe o impacto que esses quilos a mais tem nosso organismo. E, para completar, não ando muito disciplinada não. Ando dando umas escapulidas nas festinhas infantis. Ah! Quantas festas! Só para lembrar, eu não uso insulina, portanto, devo evitar ao máximo açúcar e carboidrato em excesso.

Também não andava fazendo o controle como deveria. Pasmem: estou há dois anos sem ir a endocrino, até por isso tenho atualizado tão pouco por aqui, porque se eu não me cuido, não me sinto no direito de dizer para os outros se cuidarem. E tentei algumas vezes entrar na academia, mas não consegui encontrar tempo e ânimo para continuar.

Fui a minha gineco obstetra, amiga de anos, que não deixo de ir de jeito algum (vou anualmente, sem falta), e ele me pediu um monte de exames e me deu uma baita bronca. E eu estava mesmo precisando de um chacoalhão.

Resultado dos exames: 7,5 de glicada (a mais alta que já tive até hoje) e 156 de jejum! Feio, né? De resto, estou ótima! Ainda bem! Mas estes números são suficientes para detonar rins e retina. E ainda não tenho nada, mas não posso arriscar! É o que a Dra. Fernanda diz: “até pouco tempo atrás, as pessoas morriam da sua doença. Hoje, temos mais recursos e vivemos mais, mas precisamos viver com qualidade de vida…”. Sim, ela está certíssima!

Sai da consulta e marquei a nutri, que foi hoje (17) de manhã. E, na sexta, vou na minha endocrino, também de anos.

Amanhã (18), posto sobre a consulta de hoje! E convido vocês a me acompanherem no meu desafio de bater a minha meta de emagrecer e ter mais saúde! Vamos juntos?