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Uma carta para Vittoria

Maria Vittoria, a Vivi, tem seis anos. Ela tem diabetes tipo 1 há dois anos. Sua mãe, Nicole, de quem eu já falei por aqui, criou um blog para compartilhar com outras mães o cotidiano da família, que conta também com a pequena Maria Eduarda, a Duda. A cada dia, Vivi nos surpreende com a sua maturidade. E nos ensina com sua inocência. E nos conquista com a sua desenvoltura. Resolvi escrever uma cartinha para ela:

Olá, Vivi!
Meu nome é Luciana. Como você, sou diabética e leonina. Tenho um bebê de oito meses que faz aniversário no memo dia que você: 19 de agosto! Que dia lindo!
Conheço você pelo blog. Sempre acompanho as suas histórias.
Diferente de você, não era diabética quando criança. Fiquei mais velha, quando tinha 29 anos. Hoje tenho 35. Minha mãe é diabética também. E tenho um irmão que também é. Nosso tipo de diabetes é diferente. Você é tipo 1. Eu sou tipo 2. Mas somos igualmente “mais docinhas”.
Assim como você, eu também tenho um blog onde conto a minha história. Assim como você, já apareci na televisão por causa disso. E também em jornais e revistas.
O que tenho aprendido com isso é que de tudo dá para tirar o lado positivo. O lado bom de ser diabética e falar sobre isso numa boa é poder ajudar outras pessoas e ser ajudada por elas. É uma troca.
Tudo bem que eu preferia não ter diabetes, mas, por algum motivo, vim a este mundo como diabética. E tornei-me conhecida por isso. Não sabia que isso aconteceria quando criei o blog. O retorno que ele me traz é fantástico. Por diversas vezes, fiquei emocionada com os depoimentos e comentários que as pessoas deixam. Percebi que o que estava fazendo, ao contar a minha história, não era só para mim.
Ao contar a sua história, você toca o coração e a alma de diversas outras pessoas como você, como eu. Você, Vittoria, não tenha dúvida, é uma menina pra lá de especial.
Beijinhos,
Lu.

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Dei uma sumida nas últimas semanas. Tive alguns motivos. Um deles é que estava fazendo um curso de fotografia. Quando me inscrevi, pensei que fosse somente às segundas-feiras, durante dois meses. Engano total. O curso era de sete dias, de segunda de uma semana a terça da semana seguinte. E não é perto de casa. Tive de dar um jeito. Dormi na casa da minha mãe a semana inteira. Assim, pude ter várias babonas e babões (meus irmãos e minhas irmãs, somos em cinco!) para cuidar do Lucas. Aí, fiquei meio off-line.
Quando dava um tempinho, não conseguia escrever. Sei lá… acho que estou em crise. As palavras simplesmente não saíam.
Felizmente, tenho vocês, que me ajudam a manter o blog atualizado por meio dos comentários.
Mas voltarei, em breve, e com novidades. Obrigada!

Informação é coisa séria! Blogs têm de ser responsáveis.

Lembra outro dia, que publiquei um post falando sobre os novos blogs que têm surgido? Tenho mesmo presenciado um boom, e acho interessante quando a proposta é diferente, criativa, mas, acima de tudo, quando traz informação séria.

Este “velhinho”, aqui, o Viver com Diabetes, que este ano completa quatro anos, fica muito feliz quando nasce um novo blog. Mas fica triste quando vê um “colega” trazendo informações equivocadas. Estou me referindo a um blog surgiu ontem, mas não vou colocar o link por enquanto. Tenho esperanças que as informações sejam corrigidas, para só então divulgá-lo.

Nós, blogueiros, temos de ser responsáveis ao passar uma informações, principalmente se for uma informação técnica. O melhor é buscarmos fontes seguras, como sites de associações e sociedades médicas. Ou, então, fazer como a Nicole, do Minha Filha Diabética. Achei bem bacana, e até já quis fazer isso por aqui, mas faltou tempo, que foi convidar especialistas para falar sobre o tema. Isso é serviço! Parabéns, Nicole. É isso que uma mídia social deve fazer.

Tenho sempre o cuidado de não responder dúvidas técnicas, oriento sempre a pessoa a buscar um profissional. Quando coloco informações mais técnicas, procuro indicar a fonte. São cuidados básicos para a nossa credibilidade.

A Páscoa está aí!

A Páscoa chegou! Para mim, foi um dos eventos que mais mudou depois do diabetes. Nada de ganhar um monte de ovos de Páscoa. Nada de me esbaldar no chocolate. Mas, quer saber, tem lá suas vantagens. Quais?

Eu não preciso reclamar dos quilinhos a mais na semana que se segue à Páscoa, por exemplo. Passei, também, a curtir mais o significado do evento do que o lado comercial. Pra mim, Páscoa é tempo mesmo de renascer, de renovação. É tempo de pensar nisso. Temos sempre de nos reinventar. Acho que ao me tornar diabética, tive de fazer isso. E faço isso dia após dia.

Para quem não dispensa o chocolate, hoje temos tantas, mas tantas opções. A Folha OnLine do dia 28/03 trouxe uma matéria com as principais marcas.

Na reportagem, são citados a seguintes (acrescento os meus comentários):

Brasil Cacau – não conheço

Gold Nutrition – o chocolate de tablete é muito bom, o ovo deve ser também

Cristallo adoro os doces da Cristallo, o ovo deve ter a mesma qualidade, mas o precinhos são meio salgados

Garoto – o Talento tem o selo da Anad e é um dos poucos que tem algo além do chocolate, como avelãs. Uma delícia!

Nestlé – dispensa comentários, mas a novidade é o meio amargo. O tabelte é muito, muito bom!

Village não tem ovo diet, mas tem a colomba, que também tem 0% de lactose. É um poquinho seca, mas boa!

Minhas sugestões:

Pan – tem uma linha de chocolates diet. Tem também ovos diet ao leite e diet com avelã.

Day by Diet – uma vez, ganhei uma cesta de uma funcionária minha. Adorei! Tem ovo!

Cacau Show – as lojas estão espalhadas por várias regiões. Tem várias opções diet de bombons e tabletes.

E você? Qual sua dica para a Páscoa?

Completando…

Havia me esquecido da tradicionalíssima Kopenhagen. Sabe que eu não sou muito fã do diet deles? Acho meio salgado… Tem um que é light e diet que acho melhor.

Tem uma chocolateria no bairro de Higienópolis, aqui em São Paulo, chamada ChocoLab, que tem uns chocolatinhos diet muito bons.

Ah! Acabei de ver que a Ofner lançou o Ovo Zero, sem adição de açúcares, que têm o selo da Anad. Amo os doces diet deles. O ovo deve ser bom também, imagino. E os recheios são variados: chocolate diet, avelã, caju e nozes.

Para quem está a fim de dar um presente especial, investir mais, a Chocolate du Jour tem o Cofrinho do Coelho – Diet.

O que é pré-diabetes?

Muita gente entra aqui com esta dúvida. Acho que a resposta da Associação Americana de Diabetes é bem esclarecedora. Vejam:

O termo pré-diabetes, assim como sugere, identifica aqueles indivíduos com risco potencial de desenvolvimento do diabetes. É uma condição intermediária entre a normalidade e o diabetes tipo 2, do adulto. Nem todos os indivíduos com pré-diabetes evoluirão para diabetes, mas são considerados de risco para essa progressão.

Como identificar um pré-diabético?

A definição laboratorial de pré-diabetes se dá quando a taxa de glicemia de jejum (mínimo de oito horas) encontra-se entre 100 e 125 mg/dl e/ou quando o valor de glicemia na segunda hora do teste de sobrecarga oral a glicose (também chamado de curva glicêmica) está entre 140 e 199 mg/dl (indivíduos classificados também como intolerantes à glicose).

Melhores escolhas

Em 2007, num passado não muito distante, participei de um concurso de frases na academia. Funcionava assim: você indicava um amigo para fazer o plano e respondia uma frase. Caso eu ganhasse, tanto eu quanto a minha amiga ganhávamos um laptop. Nunca havia ganhado nada em concursos, a maioria de sorteio, e nunca acreditei muito nesses concursos culturais. Surpresa! Ganhamos!

A pergunta era a seguinte:

– Pra que servem os amigos?

A qual eu respondi:

– Para incentivar as melhores escolhas.

E é isso que eu tento fazer neste blog. Tento passar para vocês a minha experiência. Tento replicar para outras pessoas uma forma de ver o diabetes. Cada um, tem a sua. Já escrevi muito sobre isso, aqui. Espero que vocês se sintam sempre motivados a fazerem as melhores escolhas para um futuro sem complicações.

Um ótimo dia, cheio de boas escolhas!