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Para melhor gestão do diabetes, monitoramento é essencial

Há duas semana, recebi da farmacêutica Abbott um monitor de glicose Free Style Libre para testar. Não só eu, mas um grupo de blogueiros de diabetes. A ideia da empresa era ter uma noção das impressões e dúvidas que podiam surgir neste grupo, a fim de trabalhá-las para o lançamento no mercado, que ocorre este mês. Uma prática comum em marketing. Não recebemos nada por isso, a não ser o kit do monitor + dois sensores, que o que será vendido para o público. Semana passada, estivemos todos juntos no evento de lançamento, na quarta-feira, dia 1 de junho, no Oscar Café, onde pude rever os blogueiros que conheço e conhecer pessoalmente alguns, como o Pablo Silva, do Eu e a Bete, do Rio, que faz um trabalho bem bacana nas redes sociais!

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Quando fui contatada, dei uma resistida, sabe? Não conseguia ver tanta utilidade nele, já que não faço uso de insulina, e não monitoro com tanta frequência quanto alguém com diabetes tipo 1. Meu tipo de diabetes é MODY, um diabetes genético (alteração cromossômica), em um outro post explico melhor. O fato é que trato com sulfa, hipoglicemiante oral, e tinha dificuldade de ver no monitor um número alto, e ficar sem saber o que fazer com ele. Na gravidez, quando estava alta, corrigia com insulina rápida e pronto. Hoje, é um pouco mais complexo corrigir, mas é possível.

A aplicação não dói absolutamente nada. Apesar de assustar um pouco, por conta do tamanho do aplicador. Coloca-se na parte de trás do braço. No começo, achei bem estranho andar com isso no braço para cima  e para baixo. Nos dois primeiros dias, cheguei a sentir um incômodo, mas passou. Amanhã, completo 14 dias, e até esqueço que estou com ele no braço.

Estranhei o primeiro banho, fiquei com medo que caísse devido a temperatura da água, mas não. Também sou super estabanada, já o bati algumas vezes na parede e ele continua lá. Durmo em cima do braço, e tudo bem, nada aconteceu.

O que aconteceu de verdade foi uma mudança no meu comportamento a partir do aumento no número de glicemias diárias. No jejum, antes e após as refeições. Dando de cara com a realidade, que não estava nada bonita, comecei a mudar meu comportamento, minhas escolhas alimentares. Como a minha alimentação melhorou nas últimas semanas! Porque afinal não dá para ver uma glicemia de 250 e não fazer nada. Foi o que aconteceu logo no meu primeiro final de semana. Fui almoçar com amigos. Glicemia pré-almoço: 250. E agora? Deixo de comer? Que nada! Vamos lá! Se eu não tivesse noção da minha glicemia, qual seria a minha escolha? Massa! Com a informação em mãos, o que eu fiz? Escolhi o buffet de salada: além das folhas, optei por carpaccio, rosbife, e muito pouco carboidrato (um pires de café de penne). Ainda fui de sobremesa diet: frozen yogurt com calda de goiabada diet. Glicemia uma hora após o almoço: 100. Glicemia três horas depois: 72. Quase hipo!

Baixei um aplicativo de contagem de calorias, e de nutrientes, chamado MyFitnessPall. Gostei muito! E fui controlando. Com isso, emagreci uns dois quilos.

A vantagem que senti foi essa: poder gerir melhor a doença. É como uma empresa, se a gente não a conhece a fundo, se não mergulha nas finanças, na administração de pessoas, em cada detalhe, não há como geri-la. Com o diabetes, a mesma coisa: se eu só fico sabendo o que está acontecendo com o  meu corpo quando vou ao médico, como poderei gerir a minha doença?

Tudo bem, eu concordo com você, o Free Style Libre tem um precinho ainda salgado, até porque se trata de uma nova tecnologia, e a empresa investiu tempo e dinheiro no desenvolvimento. Para quem tem diabetes tipo 2 e pode investir, acho super válido. Para quem não pode, minha sugestão é investir no método tradicional: ponta de dedo. Faça a ponta de dedo direto, pelo menos por uma semana (se der sempre, melhor), nos horários:   jejum, duas horas pós-café da manhã, antes do almoço, duas horas depois do almoço, antes do lanche da tarde, duas horas após; antes do jantar e duas horas após. Se der, faça uma na madrugada. Leve ao seu médico, se tiver acompanhamento com nutricionista, para ele também, para avaliarem juntos os dados, e decidirem juntos as mudanças necessárias no seu tratamento.

Tome as rédeas da sua vida! Controle, monitore o seu diabetes!

Quer saber mais sobre o Free Style Libre e sua tecnologia, como faz para comprar, dúvidas técnicas, leia abaixo o release:

As rotineiras1 picadas no dedo são coisa do passado parabrasileiros com diabetes

PRODUTO EXCLUSIVO NO MERCADO, FREESTYLE® LIBRE NÃO REQUER CALIBRAÇÃO2, APRESENTA

RESULTADO DA GLICOSE EM TEMPO REAL E GUARDA 96 MEDIDAS DE GLICOSE A CADA 24 HORAS

São Paulo, 2 de junho de 2016 – A Abbott, empresa global de cuidados para a
saúde, lança no mercado brasileiro o FreeStyle® Libre, uma nova tecnologia
revolucionária de monitoramento de glicose para as pessoas com diabetes. Com
aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), o produto é a única solução do mercado que livra o
paciente da rotina1 diária de picadas no dedo.

O FreeStyle® Libre é composto de um sensor e um leitor. O sensor é redondo, tem o
tamanho de uma moeda de 1 real e é aplicado de forma indolor na parte traseira
superior do braço. Este sensor capta os níveis de glicose por meio de um
microfilamento (0,4 milímetro de largura por 5 milímetros de comprimento) que, sob a
pele e em contato com o líquido intersticial, mensura a cada minuto a glicose presente
no líquido intersticial. O leitor é escaneado sobre o sensor e mostra o valor da glicose
medida em menos de um segundo.

Para fazer o monitoramento, o paciente precisa apenas passar o leitor sob
a superfície do sensor e a medida da glicose aparece na tela do aparelho.
A leitura pode ser feita mesmo sobre a roupa3. Cada sensor pode
permanecer no braço do paciente por até 14 dias consecutivos, sem que
seja necessário trocá-lo. Além disso, nenhuma picada no dedo é necessária
para a calibração2, outro diferencial importante no sistema de
monitorização contínua de glicose.

“O novo monitor contribui para que as pessoas com diabetes tenham mais liberdade
para aproveitar uma vida saudável e ativa, trazendo mais conforto à rotina de controle
da glicose”, diz Sandro Rodrigues, Country Manager da Divisão de Cuidados para
Diabetes da Abbott no Brasil.

Cada leitura do aparelho sobre o sensor apresenta um resultado de glicose em tempo
real, trazendo um histórico das últimas 8 horas e a tendência da glicose, se está
subindo, descendo ou se mantendo estável. “É muito diferente dos glicosímetros
convencionais, que conseguem registrar apenas um retrato estático do nível glicêmico
feito no momento da picada. O FreeStyle® Libre faz uma leitura contínua, o que pode
influenciar muito no acompanhamento individual do diabético e, o melhor, sem
precisar de picadas doloridas nos dedos. Ao fazer com que o paciente participe mais do
controle da doença, a tecnologia também acaba estreitando a relação médico/paciente,
o que é muito saudável”, explica Rodrigues. O leitor tem capacidade para
guardar até 90 dias de dados.

News Release
De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (FDI), em todo o mundo mais de 400 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento4. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já são cerca de 14 milhões de pessoas com diabetes e, a cada dia, aparecem 500 novos casos5. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes, com base em números do Ministério da Saúde, 90% desses pacientes são portadores do diabetes tipo 2. Os 10% restantes são do tipo 16.

O Sistema FreeStyle® Libre é projetado para atender às necessidades de todos os diabéticos, tanto do tipo 1 como do tipo 2. Voltado exclusivamente para maiores de 18 anos.

Para que o consumidor tenha prioridade na compra, basta acessar http://www.freestylelibre.com.br e preencher um cadastro. “Neste primeiro momento, optamos pela venda exclusiva online. Nosso objetivo é ter capacidade para atender, com agilidade, pacientes em qualquer região do país”, destaca Rodrigues.

As principais características do Sistema Flash de Monitoramento da Glicose – FreeStyle® Libre são:

  • Não requer calibração com a ponta de dedo.
  • Sensor resistente à água7 e descartável, que deve ser usado na parte traseira superior do braço por até 14 dias.
  • As leituras de glicose podem ser feitas várias vezes ao dia, conforme necessário ou desejado.
  • O leitor guarda 96 medidas de glicose a cada 24 horas.
  • Cada scan do leitor sobre o sensor traz uma leitura de glicose atual, um histórico das últimas 8 horas e a tendência do nível de glicose.
  • Estes dados permitem que paciente e profissionais de saúde tomem decisões mais assertivas em relação ao tratamento do diabetes. Perfil Ambulatorial da Glicose (AGP – Ambulatory Glucose Profile) A maioria das pessoas com diabetes não está atingindo seus objetivos em relação ao nível de glicose8,9,10, muitas vezes porque os dados gerados por seus medidores não fornecem uma imagem clara de onde sua glicose estava até pouco antes da leitura, ou por desconhecerem como suas ações impactam seus níveis de glicose.O Sistema FreeStyle® Libre oferece aos usuários e seus médicos o Perfil Ambulatorial da Glicose (AGP), um relatório visual de um dia típico das pessoas, utilizando os dados de glicose revelando tendências hipoglicêmicas e hiperglicêmicas para facilitar uma melhor terapia e educação do paciente. Os dados são apresentados de forma simplificada e bastante amigável, visualmente por meio de um gráfico que proporciona aos médicos a possibilidade de vincular as tendências dos níveis da glicose para auxiliar na tomada de decisão clínica, permitindo uma discussão mais produtiva entre médicos e pacientes. Um estudo recente11 conduzido pela Abbott mostrou que a precisão do Sistema FreeStyle Libre® foi clinicamente comprovada, ficando estável e consistente ao longo de 14 dias sem a necessidade de picadas rotineiras1 no dedo para calibração.

    Sobre a Abbott
    Na Abbott, estamos comprometidos a ajudar você a viver da melhor maneira possível, por meio do poder transformador da saúde. Por mais de 125 anos, apresentamos ao mundo produtos e tecnologias inovadores – em nutrição, diagnóstico, dispositivos médicos e medicamentos de marca -, criando mais possibilidades, para mais pessoas,
    em todas as fases de suas vidas. Hoje, somos 74 mil colaboradores, em mais de 150 países, trabalhando para ajudar as pessoas a viver mais e melhor.

    Presente no Brasil há 79 anos, a Abbott trabalha para proporcionar às pessoas um melhor acesso a soluções médicas e de saúde inovadoras, contribuindo para o desenvolvimento dos cuidados para a saúde em todo o país. No Brasil, a empresa emprega aproximadamente 1.400 colaboradores em áreas como produção, pesquisa e desenvolvimento, logística, vendas e marketing. As principais unidades da Abbott no país ficam em São Paulo e Rio de Janeiro, cidade onde está o parque fabril da empresa.

    Acesse http://www.abbottbrasil.com.br e fique em contato conosco pelo Facebook/Abbott Brasil.

Referências 1. Circunstâncias nas quais o teste de ponta de dedo é necessário para conferir as leituras da glicose do Sistema Flash de Monitoramento da Glicose: durante períodos de rápida alteração nos níveis da glicose (a glicose do fluido intersticial pode não refletir com precisão o nível da glicose no sangue). Para confirmar uma hipoglicemia ou uma iminente hipoglicemia registrada pelo sensor. Quando os sintomas não corresponderem às leituras do sistema flash de monitoramento da glicose. 2. Bailey, T., Bode, B. W., Christiansen, M. P., Klaff, L. J., & Alva, S. (2015). The Performance and Usability of a Factory-Calibrated Flash Glucose Monitoring System. Diabetes Technology & Therapeutics.
3. O leitor pode escanear através da roupa com espessura de até 4 mm.
4. Federação Internacional de Diabetes (FID). Off to the right start. Dia Mundial do Diabetes. Guidebook 2014. Site. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.idf.org/sites/default/files/wdd-guidebook-2014-en.pdf
5. Ministério da Saúde. Insulinas análogas de longa ação Diabetes Mellitus tipo II. Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC – 103. 2014:15.
6. Sociedade Brasileira de Diabetes. Site do Dia Mundial do Diabetes. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.diamundialdodiabetes.org.br/2015/04/24/dia-mundial-do-diabetes-2014-press-release-2014/
7. O sensor é resistente à água em até 1 metro de profundidade. Não mergulhar por mais de 30 minutos.
8. Davies M. The reality of glycaemic control in insulin treated diabetes: defining the clinical challenges. Int J Obes Relat Metab Disord 2004;28 Suppl 2:S14–22. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15306833
9. Del Prato S, Felton AM, Munro N et al. Improving glucose management: 10 steps to get more patients with type 2 diabetes to glycaemic goal. Int J Clin Pract 2005;59:1345–55. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16236091
10. Alvarez Guisasola F, Mavros P, Nocea G et al. Glycaemic control among patients with type 2 diabetes mellitus in seven European countries: findings from the Real-Life Effectiveness and Care Patterns of Diabetes Management (RECAP-DM) study. Diabetes Obes Metab 2008;10 Suppl 1:8
11. Data on File, Abbott Diabetes Care Inc, Clinical Report: Evaluation of the Accuracy of the Abbott Sensor-Based Interstitial Glucose Monitoring System 2014
RMS ANVISA: 80146501903 / ANATEL – 4072-14-9992.

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Dia Nacional de Combate ao Fumo: apague o cigarro da sua vida

Estava em busca de algo interessante para publicar neste dia tão importante. Encontrei este texto de 2008, da pneumologista Camille Rodrigues da Silva – Pneumologista, autora do livro “Apague o Cigarro de Sua Vida”. Curto e direto. Vale a leitura:

“Parar de fumar faz bem a qualquer pessoa, em qualquer momento. Mas existem sempre aqueles que se beneficiam ainda mais ao abandonar o tabagismo. E sem dúvida, os diabéticos se encaixam muito bem neste perfil.

Os diabéticos em geral preocupam-se muito com alimentação saudável, prática de exercícios e acabam esquecendo o vício do cigarro. Pensando desta forma, não se dão conta dos benefícios adicionais que poderão conquistar ao abandonarem o hábito tabágico.

1 – Parar de fumar diminui a deposição de colesterol nos vasos e contribui para a boa evolução do diabetes.

2 – Diabéticos fumantes têm maior chance de desenvolver doença renal diabética.

3 – Parar de fumar melhora a cicatrização dos tecidos, fator este muito importante na doença diabética.

4 – Poucas semanas após a interrupção do tabagismo há melhora da circulação nas extremidades, como pés e mãos.

5 – A interrupção do tabagismo leva ao melhor controle da pressão arterial, outro fator que contribui na boa evolução do diabetes.

6 – O cigarro diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação.

Além dos ganhos físicos citados acima, é importante lembrar que a interrupção do tabagismo melhora a auto-estima e traz motivação para enfrentar novos desafios. Portanto, diabéticos de todo o Brasil, uni-vos no combate ao tabaco. Parem de fumar agora e desfrutem de uma vida boa sem espaço para o cigarro.”

Outros textos e links interessantes sobre o tema:

Já votou no Viver com Diabetes para o prêmio Top Blog 2012, categoria pessoal, saúde? Vamos lá, é  rapidinho! Clique no banner abaixo:

 

Cotidiano de uma pessoa com diabetes

Minha coluna publicada originalmente no blog Educação em Diabetes no dia 08/06/2012*

Ah! Este é um dos meus textos preferidos, daqueles escritos com a alma e o coração!

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

(Chico Buarque)

Todo dia fazemos tudo igual, mas não como na música do Chico Buarque. Todo dia fazemos tudo igual, mas diferente das pessoas comuns, que não têm diabetes.

Todo dia acordarmos e mal levantamos, às vezes ainda no tempo e no espaço entre o sono e o despertar, e já estamos com o nosso companheiro de cabeceira, que não, não é um livro, é nosso medidor de glicose, em mãos. E lá vai a primeira de muitas picadinhas do dia.

Em seguida, claro, escovar os dentes, como todo ser humano, lavar o rosto, tomar um banho. E vamos para o café da manhã. Mas não sem antes aplicar insulina, ou tomar os comprimidos. É isso, para quem tem diabetes não é uma xícara de café, ou um copo de leite, ou uma fruta, a primeira substância a entrar em nosso organismo pela manhã. Ou é a insulina, ou comprimidos.

E bolsa de mulher com diabetes é muito mais completa. Ao lado da maquiagem e de todos apetrechos que carregamos lá dentro, lá está novamente o nosso companheiro, o medidor de glicose, e quem faz uso de insulina: canetas, uma para cada tipo de insulina, agulhas, uma bala ou um docinho – melhor ainda se for um glicofast – caso venhamos a ter uma hipoglicemia. Às vezes, um lanchinho, para não sermos pegas de surpresa e ficar muito tempo sem comer. É, porque não podemos nos dar ao luxo de esquecer o lanche. Os homens também têm de se virar para carregar isso tudo. Uma mochila ou a pasta de trabalho vai muito bem.

O almoço e o jantar devem ser precedidos de mais picadas. E, nos intervalos, gotinhas de sangue para ver se está tudo sob controle. Atividade física, nem que seja uma caminhada leve, deve fazer parte da rotina. O alimento deve ser bem avaliado antes de ser levado à boca. Fazer contas a cada refeição também faz parte da rotina. E as marcações glicêmicas devem ser anotadas.

Na hora de dormir, lá estamos nós com o nosso companheiro de cabeceira de novo, nosso monitor. Ajustes feitos, podemos pegar o nosso livro e finalmente nos darmos ao luxo de dormir.

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

(Chico Buarque)

Concordemos que há de se ter muita paciência, muita disciplina e força de vontade. Afinal, temos de conciliar tudo isso com todos os demais afazeres do dia a dia de uma pessoa comum. E não é que, com o tempo, tiramos isso de letra. Quer saber? Estamos mesmo longe de ser pessoas comuns, somos mesmo é especiais.

**

Texto: Luciana Oncken, jornalista e blogueira, diabética há nove anos

Todos os direitos reservados 2012 ©

 *Eu e a nutricionista Camila Faria escrevemos diariamente sobre diabetes no blog Educação em Diabetes, da Doce Vida! Acompanhem!

Atividade física no controle do Diabetes

Coluna publicada originalmente no blog Educação em Diabetes no dia 30/05/2012*

Podemos incluir a atividade física na nossa vida desde cedo, como mostra este clipe da campanha do Dia Mundial do Diabetes, veiculado em 2010. O foco dele é a criança, mas serve para todos nós. Vamos deixar o vídeo-game, o computador um pouquinho, levantar da cadeira e agir. Nunca é cedo demais. E nunca é tarde demais para começarmos a nos mexer. O resultado será um controle mais efetivo do diabetes para uma vida mais saudável.

O vídeo vai de encontro  ao que a nutricionista Adriana Lúcia van-Erven Ávila, da Clínica Christiane Sobral, explicou em artigo publicado aqui no blog na última segunda-feira (28). No texto, ela compara o tratamento do diabetes com um carro, que sem suas quatro rodas não sai do lugar. Uma das rodas, segundo a especialista, é justamente a prática de atividade física.

Você já incluiu essa prática no seu cotiano? Meia horinha por dia de caminhada traz um ganho significativo para a sua vida. Levante-se. Vamos lá. Vamos controlar o diabetes já!

Mais obre atividade física na infância:

– Diabetes e brincadeiras

Mais sobre atividade física:

– Diabetes: mexa-se

*Eu e a nutricionista Camila Faria escrevemos diariamente sobre diabetes no blog Educação em Diabetes, da Doce Vida! Acompanhem!

Diabetes: bons hábitos trazem as melhores recompensas

Coluna do blog Educação em Diabetes do dia 25/05/2012*

Há pouco tempo, escrevi um texto cujo tema era “educar para não precisar reeducar”, relacionado à alimentação das crianças. Pois bem, ontem à noite quando meu marido chegou em casa com a revista Galileu, da editora Globo, do mês de junho, percebi o quanto o meu raciocínio tinha lógica. A reportagem de capa propõe: “troque um hábito ruim por um bom hábito”, com a ilustração da troca de um brigadeiro por uma maçã. Você é capaz?

No interior, a matéria explica o mecanismo da formação dos hábitos em nossa vida, apontando vários estudos de diversas partes do mundo. E traz diversos outros estudos que mostram que é possível reprogramar o cérebro. Não que seja uma tarefa fácil. Não é. A maior parte das pesquisas mostra que o cérebro trabalha com recompensa, e é essa justamente a chave das mudanças de hábitos. Mudar as recompensas e “manter o cérebro feliz”.

Complicado? Mas não custa tentar. Não vou descrever aqui toda a matéria, mas indico a leitura, foi ela que me inspirou, hoje, a falar sobre mudanças de hábitos, principalmente relacionados à alimentação. Muitas vezes nos sentimos culpados por não conseguir mudar. Esses estudos nos trazem um certo alívio, na medida em que nos mostram não é uma tarefa simples, já que agimos inconscientemente. E nos trazem, também, um grande desafio: é preciso muita vontade, é preciso identificar os hábitos que nos desagradam, torná-los mais conscientes, e só então partirmos para a transformação. Precisamos perceber o que está em jogo. Qual é a recompensa e como podemos transformá-la?

Fazer uma lista do que não está legal, e a alimentação se inclui aí, assim como a inclusão de uma atividade física na rotina, e outras coisas mais que consideramos importante mudar. Hábitos ruins, normalmente, nos trazem culpa – que pode trazer prejuízos à saúde. Existe, sim, o mecanismo da recompensa, mas passado um tempinho, lá vem a tal culpa nos importunar.

A vantagem é que bons hábitos podem nos trazer como recompensa indireta uma consciência mais tranquila e uma vida mais saudável. Ainda mais quando temos uma doença, como o diabetes, fazendo parte da nossa vida.

E aí eu volto na questão do educar para não precisar reeducar. Já temos muitos hábitos nada bons arraigados e outros exemplares. Com as crianças, temos a chance de criar bons hábitos, com as melhores recompensas. Sempre cito a minha mãe. Graças a ela, tenho alguns bons hábitos alimentares: não comer fritura, gordura e muito doce. Meu cérebro aprendeu que isso era ruim para meu corpo. Bom, ainda bem, porque, assim, quando descobri o diabetes não precisei fazer uma revolução na minha vida. E se conseguirmos isso com cada criança, no futuro, teremos adultos que não precisarão reprogramar os seus cérebros para viver melhor e mais tranquilos.

Aceitam o desafio? Você já mudou algum hábito ruim? Conseguiu manter bons hábitos? Conte-nos como foi?

*Eu e a nutricionista Camila Faria escrevemos diariamente sobre diabetes no blog Educação em Diabetes, da Doce Vida! Acompanhem!

Ser visto como indivíduo e não a partir da doença…

… e ser for para ser visto a partir do diabetes, que seja pelo lado bom

Talvez seja esse o nosso principal desafio, seja no trabalho, seja na família, entre os amigos. Afinal, não são poucas as pessoas que vêem o diabetes apenas como um agente limitador. Cabe a nós mostrar que não é assim.

Somos o que somos, independente da doença. Mas e seu te disser que podemos reverter o diabetes a nossa favor, já que temos de desenvolver algumas outras habilidades? Porque se é para sermos vistos a partir do diabetes, que seja do lado positivo. Vamos lá!

– Uma pessoa com diabetes muito provavelmente é uma pessoa mais disciplinada.

– Uma pessoa com diabetes possivelmente é uma pessoa multifocada, porque, além de todos os afazeres do dia, consegue realizar várias outras ações relacionadas ao controle da glicemia.

– É comum encontrar entre os diabéticos uma característica muito importante tanto para as relações de trabalho quanto para as relações pessoais: a resiliência – aquela capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surto psicológico.

– Muitas vezes, diabéticos cuidam melhor da saúde, com controle alimentar, atividade física, o que representa um ganho em disposição e redução de afastamentos.

O que mais?

Portanto, se alguém te julgar a partir do diabetes, argumente, mostre do que você é capaz.

Carta de princípios dos direitos da criança e do adolescente com diabetes tipo 1

CARTA DE PRINCÍPIOS DOS DIREITOS
DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COM DIABETES TIPO 1

fonte: ONG Pró-Criança e Jovens Diabéticos – JD

Introdução

O Diabetes mellitus (DM) atualmente é um dos principais problemas de saúde pública mundial, tendo afetado no ano de 2011 cerca de 366 milhões de pessoas e com uma estimativa de aproximadamente 552 milhões de indivíduos afetados no ano de 2030, se medidas de prevenção não forem adotadas.
O Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é o distúrbio metabólico mais frequente na infância e na adolescência e caracteriza-se pela deficiência absoluta da secreção de insulina, resultante da destruição autoimune das células beta do pâncreas.

Para assinar a petição, clique aqui.
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