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“Qual é o melhor exercício? Aquele que você adere!”, Rosana Radominski, durante o Congresso Brasileiro de Obesidade

Pensa bem, o que adianta você insistir em fazer uma atividade que não gosta e desistir uma semana depois. Mais vale você investir em algo que dê prazer. E se for algo incômodo para você, que seja breve. A adesão ao tratamento é o mais importante. Aderindo, e começando a ver os resultados, você é capaz de seguir em frente. E até aderir a outras atividades menos prazeirosas com o tempo.

Você gosta de jogar futebol? Ok, uma partidinha com os amigos duas vezes por semana já vai fazer uma baita diferença. E, aí, quem sabe, você não emenda um treino resistido. Gosta de caminhar? Comece a fazer mais coisas a pé, deixe o carro em casa, use a bike, desça um ponto de ônibus antes, use as escadas. Com o tempo, e mais disposição, pode ser que você inclua outras atividades na rotina.

Durante o Congresso de Obesidade, que este ano foi em Recife, no mês de abril, a endocrinologista Rosana Radominski, de Curitiba, abordou o assunto. Para ela, o melhor exercício é aquele que o paciente adere. E lembrou que, para uma pessoa com obesidade grave, uma caminhada já é um exercício e tanto. Não adianta prescrever exercícios que os pacientes não vão aderir.

Eu voltei à atividade física pelo tênis. Fiquei um tempão só no tênis, duas vezes por semana. Depois, acabei emendando yoga, musculação, esteira. Hoje, substitui a musculação por um treino de alta intensidade, que dura 10 minutos, mas faz uma baita diferença. Quero fazer dança e por aí vai…

O que você gosta? Pense, sinta e comece!

Perda de peso sustentada: exercício físico, controle alimentar, controle do diabetes, apoio profissional

Não teve dieta maluca, nem dieta da moda. Não teve treino de horas, nada mirabolante. O que teve?

Como consegui perder 10 quilos nos últimos sete meses:

  1. Teve disciplina, teve treino dentro das minhas possibilidades e tempo.
  2. Teve controle alimentar. Como de tudo, pouco. Aumentei um pouco a ingestão de proteína. Reduzi um pouco o carboidrato.
  3. Teve acompanhamento profissional.
  4. Teve respeito ao corpo e aos limites.
  5. E tem a resposta metabólica, cada um tem a sua.

Assim foram embora 10 quilos de novembro pra cá, sendo sete desde janeiro, quando intensifiquei a atividade física. Perder peso não é a parte mais difícil do processo. A manutenção do peso, sim. Sabe-se que 80% das pessoas que perdem peso não conseguem manter e acabam por reganhar todo peso perdido.

Alguns estudos têm se debruçado sobre este problema. Semana passada, a pesquisadora Maria Van Baak, da Holanda, apresentou no Congresso Europeu de Obesidade, no Porto, em Portugal,  uma avaliação de estudos (metanálise) sobre variáveis na recidiva de peso após a perda de peso por reeducação alimentar. Existe uma crença de que perder peso muito rapidamente seria um fator para reganho. Em sua palestra, Van Baak destacou que o tempo da perda de peso não influencia o reganho, ou seja, perder peso rápido ou mais lentamente não teria impacto sobre o reganho de peso. Também não se observou associação com o tamanho dos adipócitos (células que armazenam gorduras e regulam a temperatura corporal) e a recidiva do peso.

Em relação à genética, as análises não identificaram um único gene responsável pelo reganho de peso após perda de peso por reeducação alimentar, mas uma associação de genes poderia ter algum efeito.

O único fator relevante identificado nas análises foi a perda de massa magra durante o processo de perda de peso, por reduzir a taxa metabólica basal (quantidade mínima de energia/calorias necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso – McARDLE e col., 1992 . Pode variar de acordo com o sexo, peso, altura, idade e nível de atividade física). “Nesse aspecto, se torna imprescindível a prescrição de exercício físico, com ênfase no exercício resistido, para um processo eficaz de perda de peso, evitando o reganho, assim como o aumento da ingestão de proteína”, ressalta o endocrinologista da Universidade Federal de Pernambuco, Fábio Moura, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

O especialista lembra que não existe muita diferença, em relação à perda de peso, em pessoas que se submeteram à dieta e as que se submeteram à dieta acompanhada de exercício físico, mas há muito diferença caso se observe a composição corporal.

Bom, tudo isso, eu estou observando na prática. Já estive mais magra, em peso, do que estou agora, mas minha composição corporal nunca foi tão saudável: menos gordura, mais massa magra, boa hidratação. Porque estou firme na atividade física e no controle alimentar: os dois juntos. A minha disposição também mudou muito. Como faço ioga, a flexibilidade está muito melhor de uns tempos pra cá; e a meditação e o tênis (pratico uma vez por semana) me ajudam com o estresse e a ansiedade do dia a dia.

Nem tudo é perfeito. Tem dia de preguiça. Tem dia que quero pizza. Tem dia que quero cerveja. Tem dia que não faço os controles. Mas vou me respeitando. Um dia de cada vez. Se dou uma escorregada em um dia, conserto no dia seguinte. Sem estresse, sem pressão, sem cobrança. Tem dado certo!

Glicemias OnLine: Designer gráfico transforma adversidade em oportunidade

Designer gráfico de formação, Rafael Apocalypse, 29 anos, também quase concluiu a faculdade de turismo, mas foi no desenvolvimento de aplicações para a web que encontrou sua vocação. Há nove anos, Rafael foi diagnosticado com diabetes tipo 1. Apesar de seu pai ter diabetes e ele ter acompanhado de perto a experiência dele, Rafael sentia dificuldades nas anotações dos valores de glicemia para controle e ajuste das doses de insulina. Foi então que ele criou o  Glicemias OnLine, uma ferramenta para registro e compartilhamento de informações sobre o dia-a-dia do diabético. “Minha experiência desenvolvendo sites me alertou para a possibilidade de resolver minhas dificuldades em com uma ferramenta online, e a tecnologia contribuiu com a expansão das redes 3G e smartphones”, considera. Hoje, ao lado de sua mulher, Nadia Apocalyse, ele toca o site, e se divide entre o papel de empreendedor e funcionário de uma empresa de internet.

O Glicemias OnLine permite manter, além do registro das glicemias, doses de medicamentos como insulina, exames de hemoglobina glicada, entre outros. Essas informações podem ser compartilhadas com médicos, amigos e familiares, serem impressas em forma de gráficos, ou apenas guardadas no sistema. “Associando essas informações, o médico pode orientar melhor o paciente e melhorar o tratamento e a qualidade de vida do paciente”, explica.

A Doce Vida fechou uma parceria com Glicemias OnLine para facilitar a vida das pessoas com diabetes. Confira meu bate-papo com Rafael Apocalypse para o blog Educação em Diabetes e inspire-se.

Luciana Oncken – Como foi a descoberta do diabetes?
Rafael Apocalypse – Meu pai era diabético, então eu cresci aprendendo sobre diabetes, sintomas de hipo e hiperglicemias, etc. Em meados de 2002, meu pai precisou passar por um transplante duplo, de rim e pancreas. Quando ele, com quase 20 anos também, descobriu que era diabético, não existiam glicosímetros, insulina de ação prolongada, etc. Na verdade, ele precisava ferver as seringas que eram de vidro e amolar a agulha diariamente, para poder aplicar a única dose de insulina que ele tomava. Sem acesso à tecnologia que temos hoje e sem muito conhecimento, ele não se cuidou como deveria e, durante toda minha adolescência, eu aprendi muito sobre o que era uma hipoglicemia, hiperglicemia, como controlar e como corrigi-las. Isso me ensinou muito sobre a condição. No começo de 2002 eu estava me preparando para uma longa expedição, solo (sozinho sem a companhia de outras pessoas ou equipe) ao Pico da Neblina, durante uma fase do treinamento que chamamos de engorda, eu comecei a sentir os sintomas de hiperglicemia. Sentia muita sede, urinava muito e estava sempre cansado. Para os meus pais, isso era consêquencia de um treinamento muito intenso e de más companhias na faculdade. Precisei insistir um bocado para que fôssemos a uma endocrinologista que havia tratado do meu pai. No dia 23 de junho de 2003, um exame de glicemia capilar ‘dedurou’ o diabetes: 409 mg/dL.

Luciana – Qual é o maior desafio em ter diabetes?
Rafael – Para mim o maior desafio é conciliar a disciplina necessária para me cuidar bem, fazer várias medições de glicemia ao longo do dia, tomar insulina nos horários certos, com a vida corrida de São Paulo e a louca rotina de empreender e ainda manter um emprego full-time.

Luciana – O que o levou a criar o Glicemias OnLine? Quem mais faz parte desse projeto com você?
Rafael – Eu sempre gostei de tecnologia, e logo que descobri o diabetes comecei a anotar minhas glicemias em uma planilha que eu montava no Excell, imprimia e carregava comigo o dia todo. Mas passar tudo aquilo a limpo para o computador, no final do mês, parecia um trabalho herculano para mim. Então eu comecei a inventar outras formas de manter isso, já digitalizado, e evitar aquele trabalho que eu detestava.

Escrevi programas para instalar nos computadores do trabalho e de casa, mas eu tinha metade das anotações em um computador e metade em outro. Tentei usar a planilha de excell em um Palm, mas era muito trabalhoso fazer as anotações. Então, durante alguns anos, eu simplesmente parei de anotar e de me cuidar, até que minha experiência desenvolvendo sites me alertou para a possibilidade de resolver minhas dificuldades em com uma ferramenta online, e a tecnologia contribuiu com a expansão das redes 3G e smartphones.

Hoje eu e minha esposa, a Nádia, tocamos o Glicemias Online.

Luciana – Como o Glicemias OnLine pode facilitar a vida das pessoas?
Rafael – É muito importante que o diabético mantenha um histórico de glicemias, é por meio dela que o endocrinologista poderá ajustar melhor o tratamento. Mas anotar apenas as glicemias é manter apenas uma parte das informações essenciais para melhorar o tratamento. É preciso saber também como o diabético corrige as hiperglicemias, quanto de insulina ele toma e em quais horários, quanto de carboidrato ele come, e quando come.

Associando essas informações, o médico pode orientar melhor o paciente e melhorar o tratamento e a qualidade de vida do paciente. O Glicemias Online ainda vai além e ao invés de apenas apresentar essas informações em uma enorme planilha cheia de números, tudo isso viram estatísticas que podem mostrar que a glicemia de um paciente é mais elevada à tarde que em outros períodos do dia, por exemplo, e gráficos que ajudam a visualizar e comparar de forma mais fácil toda essa informação.

Luciana – Por que as pessoas devem usar o Glicemias em comparação a outros métodos de monitoramento? Quais as vantagens?
Rafael – O Glicemias Online não interfere nem depende do método de monitoramento ou do tipo de tratamento que o paciente faz. Se o paciente faz medições de glicemia, ele já pode e tem motivos para usar o Glicemias Online.

Cito minha própria experiência como exemplo. Quando comecei a trabalhar com o Glicemias Online, passei também a anotar e medir minha glicemia mais vezes. Com isso, consegui perceber a variação da glicemia ao londo do dia, da semana. Descobri que minha glicemia era muito alta de manhã, ao acordar estava sempre elevada. Antes de anotar e comparar, eu raramente lembrava das medições elevadas, e quando minha médica perguntava, eu sempre estava bem, estava controlado, mas não tinha as medições para mostrar.

Conversando com minha endocrinologista, descobri que eu tenho algo chamado Fenômeno do Alvorecer, minha resistência à insulina é maior pela manhã que em outros períodos do dia. Isso refletiu diretamente em uma mudança abrupta no meu tratamento. Ao contrário do que a maioria dos diabéticos faz, tomando uma insulina de longa duração pela manhã, eu devo tomai-la no final do dia. Assim, o pico de ação ocorrerá pela manhã, período em que meu organismo precisa de mais insulina. Também mudou a forma como eu administro insulina de ação rápida para a contagem de carboidratos da manhã.

Hoje ao invés de acordar com 200 mg/dL, mesmo quando eu descontrolo um pouco na comilança da noite anterior, minha glicemia ao acordar, raramente passa de 100 md/dL.

Luciana – Como se deu a parceria com a Doce Vida?
Rafael – Pouco tempo depois de lançarmos o Glicemias Online, fizemos contato com a Mônica para realizarmos uma campanha de Natal com nossos usuários. A parceria foi um sucesso e algum tempo depois voltamos a conversar sobre como aprofundar essa aliança e fazer tanto o Glicemias Online quanto a Doce Vida ajudarem a melhorar a vida de mais diabéticos.

Luciana – A partir de uma adversidade, você conseguiu enxergar um nicho para trabalhar. Qual o conselho que você dá para alguém recém-diagnosticado?
Rafael – É difícil, é chato, às vezes dói, incomoda, e todo mundo vai te encher de perguntas, para o resto da sua vida. Mas não perca a paciência, transforme cada pergunta em uma oportunidade de ensinar e desmistificar o diabetes. Cuide-se, de verdade, faça quantas medições de glicemia você conseguir, todos os dias. Glicemia alta, corrija imediatamente, hipo, aproveite pra tomar um gole de Coca-cola (a da lata vermelha).

Eu precisei ver um lado triste e doloroso da doença para entender o quanto é importante se cuidar, se você tem filhos, família ou pretende tê-los, cuide-se para que eles jamais precisem se preocupar com a sua diabetes.

Luciana – Você tem outros projetos em diabetes?
Rafael – Logo que descobri que era diabético, tive que abandonar a ideia de fazer a escalada solo ao Pico da Neblina, e comecei a estudar mais sobre esportes de aventura e diabetes, vi que não era nada demais e criei um site/blog chamado AventuraDiet. Durante alguns anos me dediquei a ele, mas o trabalho e estudos não deixaram muito tempo livre e acabei abandonando a ideia.

Hoje o Glicemias Online é meu único projeto relacionado a diabetes, mas não é a única ideia. Tenho conversado com pessoas aqui no Brasil e fora daqui que tem trabalhado e sonhado com vários projetos relacionados à diabetes. Espero que em breve eu faça parte também de alguns desses projetos e que o Glicemias Online possa estar junto também.

Sexta Azul – Proteja o seu futuro: diabetes e saúde ocular

Quem tem diabetes tem um motivo a mais para marcar presença no oftalmologista. Estamos mais sujeitos a uma doença chamada retinopatia diabética. Você está com os exames em dia?

Dados do Colégio Brasileiro de Oftalmologistas (CBO) apontam que pessoas com diabetes apresentam risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. Funciona assim: quanto mais tempo de doença, maior a probabilidade de desenvolver retinopatia diabética.

O tempo de diabetes é determinante no desenvolvimento da retinopatia diabética. Segundo estimativas, diabéticos com menos de 5 anos de doença praticamente não apresentam evidência de retinopatia ao exame de fundo de olho. Esta incidência aumenta para 50% nos diabéticos com 5 a 10 anos de doença; e 70 a 90% naqueles com mais de 10 anos de diabetes. Esses dados são apresentados no e-book sobre diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Visão em risco
E o que é a retinopatia diabética afinal? É quando o diabetes afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina, região conhecida como “fundo de olho”, causando estreitamento e, às vezes, bloqueio do vaso sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede – o que ocasiona deformidades conhecidas como micro-aneurismas. “Estes micro-aneurismas freqüentemente se rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina”, informa o site do CBO.

Existem duas formas de retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. Em ambos os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão.

Veja a diferença entre as duas, segundo o CBO:

» Retinopatia Diabética Exsudativa: ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, que é necessária para a visão central, usada para a leitura.

» Retinopatia Diabética Proliferativa: surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais, que são chamados “neovasos”. Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em conseqüência de um descolamento de retina.

Controle
Há mais casos de retinopatia diabética em diabéticos tipo 1 em relação a diabéticos tipo 2 em razão do tempo de diabetes e de mais episódios de hiperglicemia. Além dos fatores genéticos, a hiperglicemia crônica é a principal causa da doença. Um estudo clínico randomizado chamado “Diabetes Control and Complications Trial” (DCCT) mostrou que pacientes submetidos ao controle glicêmico rigoroso tiveram uma progressão menor da retinopatia.

Quem tem diabetes deve passar anualmente pelo exame de fundo de olho para avaliar a retina. Pessoas que já tenham algum tipo de alteração na retina devem realizar exames a cada seis meses e, dependendo do caso, em intervalos ainda menores. O tratamento da retinopatia diabética é realizado por meio de sessões de fotocoagulação. Em casos mais avançados, antiangiogênicos podem ser recomendados. E até cirurgia, a vitrectomia, técnica de cirurgia do corpo vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular, pode ser indicada.

Cuide da sua saúde ocular, procure um oftalmologista!

Texto publicado originalmente na minha coluna no blog Educação em Diabetes.

“Diabetes na pele”. Diabéticos podem fazer tatuagem…

Ao invés de carregar um cartão de identificação a pessoa carrega na pele a informação de que é diabético, por meio de uma tatuagem. Seria prático não? Respeito a atitude (e que atitude!), mas não chegaria a tanto. Mas já pensei, sim, em fazer uma tatuagem não relacionada ao diabetes. Aí, vem a dúvida: quem tem diabetes pode fazer tatuagem?

Fui em busca de informações sobre o assunto e encontrei a resposta numa fonte mais do que segura. A jornalista Cíntia Salomão Castro entrevistou para o portal da ADJ a médica endocrinologista, Flavia Osmo Floh, sobre o assunto. A resposta vale também para quem pretende fazer piercing.

Segundo a especialista, trata-se de um mito dizer que diabético não pode fazer tatuagem. O risco de adquirir uma infecção a partir de uma aplicação de tatuagem ou piercing é igual para todo mundo. Ela explica que quem tem diabetes não corre mais risco de infecção em relação a uma pessoa que não tenha. No entanto, se o quadro envolver um comprometimento dos vasos na microcirculação, o controle de uma eventual infecção seria mais difícil.

E não é algo que ocorra do dia para noite, esclarece a Dra. Flávia, é um tipo de complicação diagnosticada a longo prazo (entre cinco e dez anos). Isso quer dizer que o problema poderia atingir pessoas com diabetes mal controlado há mais tempo.

Outra questão está relacionada à tatuagem e piercing realizados sem os devidos cuidados com higiene. Caso haja uma infecção, será mais difícil de ser combatida, ainda mais se a glicemia não estiver sob controle.

Para não te problemas, procure um profissional habilitado, cheque as condições de higiene do local, se os materiais são esterilizados, se os profissionais usam luvas e materiais de segurança. Redobre os cuidados com a higiene da região cutânea de aplicação da tatuagem ou do piercing.

É bom lembrar que manter a glicemia sob controle sempre evita qualquer tipo de complicação.

Está pronto para fazer a sua tatuagem?

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Originalmente publicado na minha coluna no blog Educação em Diabetes

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Dia Nacional de Combate ao Fumo: apague o cigarro da sua vida

Estava em busca de algo interessante para publicar neste dia tão importante. Encontrei este texto de 2008, da pneumologista Camille Rodrigues da Silva – Pneumologista, autora do livro “Apague o Cigarro de Sua Vida”. Curto e direto. Vale a leitura:

“Parar de fumar faz bem a qualquer pessoa, em qualquer momento. Mas existem sempre aqueles que se beneficiam ainda mais ao abandonar o tabagismo. E sem dúvida, os diabéticos se encaixam muito bem neste perfil.

Os diabéticos em geral preocupam-se muito com alimentação saudável, prática de exercícios e acabam esquecendo o vício do cigarro. Pensando desta forma, não se dão conta dos benefícios adicionais que poderão conquistar ao abandonarem o hábito tabágico.

1 – Parar de fumar diminui a deposição de colesterol nos vasos e contribui para a boa evolução do diabetes.

2 – Diabéticos fumantes têm maior chance de desenvolver doença renal diabética.

3 – Parar de fumar melhora a cicatrização dos tecidos, fator este muito importante na doença diabética.

4 – Poucas semanas após a interrupção do tabagismo há melhora da circulação nas extremidades, como pés e mãos.

5 – A interrupção do tabagismo leva ao melhor controle da pressão arterial, outro fator que contribui na boa evolução do diabetes.

6 – O cigarro diminui o apetite, além de piorar o olfato e paladar, podendo interferir no controle adequado da alimentação.

Além dos ganhos físicos citados acima, é importante lembrar que a interrupção do tabagismo melhora a auto-estima e traz motivação para enfrentar novos desafios. Portanto, diabéticos de todo o Brasil, uni-vos no combate ao tabaco. Parem de fumar agora e desfrutem de uma vida boa sem espaço para o cigarro.”

Outros textos e links interessantes sobre o tema:

Já votou no Viver com Diabetes para o prêmio Top Blog 2012, categoria pessoal, saúde? Vamos lá, é  rapidinho! Clique no banner abaixo:

 

Pele de pessoas com diabetes: cuidados especiais no inverno

Você já percebeu que é só chegar o frio que e a gente começa sentir aquela coceirinha chata na pele? O ar seco desse período contribui para o aumento das doenças como dermatite atípica (alergia), urticária e dermatite seborréia. O frio e o ar seco funcionam como um gatilho para que elas surjam. Quem te diabetes sente ainda mais esses problemas, literalmente, na pele, porque normalmente a nossa é mais seca, segundo especialistas. A minha realmente é, eu já percebi.

Para “ajudar”, as gripes e resfriados nos predispõem a processos alérgicos – o que pode piorar esses problemas. Também precisamos ficar atentos a outros fatores, como calor intenso, ambientes muito secos e até estresse emocional.

Entre os mais atingidos pelos problemas estão: mulheres, crianças e idosos.

E para nos protegermos devemos evitar banhos quentes e demorados – com o frio, a gente acaba exagerando na temperatura do banho e dá aquela preguicinha de sair… , é bom usarmos sabote de glicerina e capricharmos na hidratação da pele. Devemos procurar também manter os ambientes ventilados e longe da poeira.

E, se mesmo assim, a coceira aparecer, nada de automedicacão, que pode até mesmo agravar o quadro. A melhor saída é sempre procurar um médico.

Já em relação à dermatite seborréica – a famosa caspa, que nada mais é do que a descamação do couro cabeludo -, os especialista informam que ela está bastante associada à mudança brusca de tempo, distúrbios hormonais, excesso de frio ou calor e à presença de fungo no couro cabeludo.

E aqui estão as recomendações para evitar que ela surja: enxaguar bem a cabeça afim de retirar todo o shampoo, condicionador e outros tipos de  creme do cabelo, evitar alimentos gordurosos e bebidas alcoólicas, nada de banhos muito quentes, usar shampoos próprios para caspa.

Vamos nos cuidar porque prevenir é sempre melhor do que tratar!

Coluna de 20/05/2012 para o blog Educação em Diabetes