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“Qual é o melhor exercício? Aquele que você adere!”, Rosana Radominski, durante o Congresso Brasileiro de Obesidade

Pensa bem, o que adianta você insistir em fazer uma atividade que não gosta e desistir uma semana depois. Mais vale você investir em algo que dê prazer. E se for algo incômodo para você, que seja breve. A adesão ao tratamento é o mais importante. Aderindo, e começando a ver os resultados, você é capaz de seguir em frente. E até aderir a outras atividades menos prazeirosas com o tempo.

Você gosta de jogar futebol? Ok, uma partidinha com os amigos duas vezes por semana já vai fazer uma baita diferença. E, aí, quem sabe, você não emenda um treino resistido. Gosta de caminhar? Comece a fazer mais coisas a pé, deixe o carro em casa, use a bike, desça um ponto de ônibus antes, use as escadas. Com o tempo, e mais disposição, pode ser que você inclua outras atividades na rotina.

Durante o Congresso de Obesidade, que este ano foi em Recife, no mês de abril, a endocrinologista Rosana Radominski, de Curitiba, abordou o assunto. Para ela, o melhor exercício é aquele que o paciente adere. E lembrou que, para uma pessoa com obesidade grave, uma caminhada já é um exercício e tanto. Não adianta prescrever exercícios que os pacientes não vão aderir.

Eu voltei à atividade física pelo tênis. Fiquei um tempão só no tênis, duas vezes por semana. Depois, acabei emendando yoga, musculação, esteira. Hoje, substitui a musculação por um treino de alta intensidade, que dura 10 minutos, mas faz uma baita diferença. Quero fazer dança e por aí vai…

O que você gosta? Pense, sinta e comece!

Perda de peso sustentada: exercício físico, controle alimentar, controle do diabetes, apoio profissional

Não teve dieta maluca, nem dieta da moda. Não teve treino de horas, nada mirabolante. O que teve?

Como consegui perder 10 quilos nos últimos sete meses:

  1. Teve disciplina, teve treino dentro das minhas possibilidades e tempo.
  2. Teve controle alimentar. Como de tudo, pouco. Aumentei um pouco a ingestão de proteína. Reduzi um pouco o carboidrato.
  3. Teve acompanhamento profissional.
  4. Teve respeito ao corpo e aos limites.
  5. E tem a resposta metabólica, cada um tem a sua.

Assim foram embora 10 quilos de novembro pra cá, sendo sete desde janeiro, quando intensifiquei a atividade física. Perder peso não é a parte mais difícil do processo. A manutenção do peso, sim. Sabe-se que 80% das pessoas que perdem peso não conseguem manter e acabam por reganhar todo peso perdido.

Alguns estudos têm se debruçado sobre este problema. Semana passada, a pesquisadora Maria Van Baak, da Holanda, apresentou no Congresso Europeu de Obesidade, no Porto, em Portugal,  uma avaliação de estudos (metanálise) sobre variáveis na recidiva de peso após a perda de peso por reeducação alimentar. Existe uma crença de que perder peso muito rapidamente seria um fator para reganho. Em sua palestra, Van Baak destacou que o tempo da perda de peso não influencia o reganho, ou seja, perder peso rápido ou mais lentamente não teria impacto sobre o reganho de peso. Também não se observou associação com o tamanho dos adipócitos (células que armazenam gorduras e regulam a temperatura corporal) e a recidiva do peso.

Em relação à genética, as análises não identificaram um único gene responsável pelo reganho de peso após perda de peso por reeducação alimentar, mas uma associação de genes poderia ter algum efeito.

O único fator relevante identificado nas análises foi a perda de massa magra durante o processo de perda de peso, por reduzir a taxa metabólica basal (quantidade mínima de energia/calorias necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso – McARDLE e col., 1992 . Pode variar de acordo com o sexo, peso, altura, idade e nível de atividade física). “Nesse aspecto, se torna imprescindível a prescrição de exercício físico, com ênfase no exercício resistido, para um processo eficaz de perda de peso, evitando o reganho, assim como o aumento da ingestão de proteína”, ressalta o endocrinologista da Universidade Federal de Pernambuco, Fábio Moura, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

O especialista lembra que não existe muita diferença, em relação à perda de peso, em pessoas que se submeteram à dieta e as que se submeteram à dieta acompanhada de exercício físico, mas há muito diferença caso se observe a composição corporal.

Bom, tudo isso, eu estou observando na prática. Já estive mais magra, em peso, do que estou agora, mas minha composição corporal nunca foi tão saudável: menos gordura, mais massa magra, boa hidratação. Porque estou firme na atividade física e no controle alimentar: os dois juntos. A minha disposição também mudou muito. Como faço ioga, a flexibilidade está muito melhor de uns tempos pra cá; e a meditação e o tênis (pratico uma vez por semana) me ajudam com o estresse e a ansiedade do dia a dia.

Nem tudo é perfeito. Tem dia de preguiça. Tem dia que quero pizza. Tem dia que quero cerveja. Tem dia que não faço os controles. Mas vou me respeitando. Um dia de cada vez. Se dou uma escorregada em um dia, conserto no dia seguinte. Sem estresse, sem pressão, sem cobrança. Tem dado certo!

Para melhor gestão do diabetes, monitoramento é essencial

Há duas semana, recebi da farmacêutica Abbott um monitor de glicose Free Style Libre para testar. Não só eu, mas um grupo de blogueiros de diabetes. A ideia da empresa era ter uma noção das impressões e dúvidas que podiam surgir neste grupo, a fim de trabalhá-las para o lançamento no mercado, que ocorre este mês. Uma prática comum em marketing. Não recebemos nada por isso, a não ser o kit do monitor + dois sensores, que o que será vendido para o público. Semana passada, estivemos todos juntos no evento de lançamento, na quarta-feira, dia 1 de junho, no Oscar Café, onde pude rever os blogueiros que conheço e conhecer pessoalmente alguns, como o Pablo Silva, do Eu e a Bete, do Rio, que faz um trabalho bem bacana nas redes sociais!

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Quando fui contatada, dei uma resistida, sabe? Não conseguia ver tanta utilidade nele, já que não faço uso de insulina, e não monitoro com tanta frequência quanto alguém com diabetes tipo 1. Meu tipo de diabetes é MODY, um diabetes genético (alteração cromossômica), em um outro post explico melhor. O fato é que trato com sulfa, hipoglicemiante oral, e tinha dificuldade de ver no monitor um número alto, e ficar sem saber o que fazer com ele. Na gravidez, quando estava alta, corrigia com insulina rápida e pronto. Hoje, é um pouco mais complexo corrigir, mas é possível.

A aplicação não dói absolutamente nada. Apesar de assustar um pouco, por conta do tamanho do aplicador. Coloca-se na parte de trás do braço. No começo, achei bem estranho andar com isso no braço para cima  e para baixo. Nos dois primeiros dias, cheguei a sentir um incômodo, mas passou. Amanhã, completo 14 dias, e até esqueço que estou com ele no braço.

Estranhei o primeiro banho, fiquei com medo que caísse devido a temperatura da água, mas não. Também sou super estabanada, já o bati algumas vezes na parede e ele continua lá. Durmo em cima do braço, e tudo bem, nada aconteceu.

O que aconteceu de verdade foi uma mudança no meu comportamento a partir do aumento no número de glicemias diárias. No jejum, antes e após as refeições. Dando de cara com a realidade, que não estava nada bonita, comecei a mudar meu comportamento, minhas escolhas alimentares. Como a minha alimentação melhorou nas últimas semanas! Porque afinal não dá para ver uma glicemia de 250 e não fazer nada. Foi o que aconteceu logo no meu primeiro final de semana. Fui almoçar com amigos. Glicemia pré-almoço: 250. E agora? Deixo de comer? Que nada! Vamos lá! Se eu não tivesse noção da minha glicemia, qual seria a minha escolha? Massa! Com a informação em mãos, o que eu fiz? Escolhi o buffet de salada: além das folhas, optei por carpaccio, rosbife, e muito pouco carboidrato (um pires de café de penne). Ainda fui de sobremesa diet: frozen yogurt com calda de goiabada diet. Glicemia uma hora após o almoço: 100. Glicemia três horas depois: 72. Quase hipo!

Baixei um aplicativo de contagem de calorias, e de nutrientes, chamado MyFitnessPall. Gostei muito! E fui controlando. Com isso, emagreci uns dois quilos.

A vantagem que senti foi essa: poder gerir melhor a doença. É como uma empresa, se a gente não a conhece a fundo, se não mergulha nas finanças, na administração de pessoas, em cada detalhe, não há como geri-la. Com o diabetes, a mesma coisa: se eu só fico sabendo o que está acontecendo com o  meu corpo quando vou ao médico, como poderei gerir a minha doença?

Tudo bem, eu concordo com você, o Free Style Libre tem um precinho ainda salgado, até porque se trata de uma nova tecnologia, e a empresa investiu tempo e dinheiro no desenvolvimento. Para quem tem diabetes tipo 2 e pode investir, acho super válido. Para quem não pode, minha sugestão é investir no método tradicional: ponta de dedo. Faça a ponta de dedo direto, pelo menos por uma semana (se der sempre, melhor), nos horários:   jejum, duas horas pós-café da manhã, antes do almoço, duas horas depois do almoço, antes do lanche da tarde, duas horas após; antes do jantar e duas horas após. Se der, faça uma na madrugada. Leve ao seu médico, se tiver acompanhamento com nutricionista, para ele também, para avaliarem juntos os dados, e decidirem juntos as mudanças necessárias no seu tratamento.

Tome as rédeas da sua vida! Controle, monitore o seu diabetes!

Quer saber mais sobre o Free Style Libre e sua tecnologia, como faz para comprar, dúvidas técnicas, leia abaixo o release:

As rotineiras1 picadas no dedo são coisa do passado parabrasileiros com diabetes

PRODUTO EXCLUSIVO NO MERCADO, FREESTYLE® LIBRE NÃO REQUER CALIBRAÇÃO2, APRESENTA

RESULTADO DA GLICOSE EM TEMPO REAL E GUARDA 96 MEDIDAS DE GLICOSE A CADA 24 HORAS

São Paulo, 2 de junho de 2016 – A Abbott, empresa global de cuidados para a
saúde, lança no mercado brasileiro o FreeStyle® Libre, uma nova tecnologia
revolucionária de monitoramento de glicose para as pessoas com diabetes. Com
aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), o produto é a única solução do mercado que livra o
paciente da rotina1 diária de picadas no dedo.

O FreeStyle® Libre é composto de um sensor e um leitor. O sensor é redondo, tem o
tamanho de uma moeda de 1 real e é aplicado de forma indolor na parte traseira
superior do braço. Este sensor capta os níveis de glicose por meio de um
microfilamento (0,4 milímetro de largura por 5 milímetros de comprimento) que, sob a
pele e em contato com o líquido intersticial, mensura a cada minuto a glicose presente
no líquido intersticial. O leitor é escaneado sobre o sensor e mostra o valor da glicose
medida em menos de um segundo.

Para fazer o monitoramento, o paciente precisa apenas passar o leitor sob
a superfície do sensor e a medida da glicose aparece na tela do aparelho.
A leitura pode ser feita mesmo sobre a roupa3. Cada sensor pode
permanecer no braço do paciente por até 14 dias consecutivos, sem que
seja necessário trocá-lo. Além disso, nenhuma picada no dedo é necessária
para a calibração2, outro diferencial importante no sistema de
monitorização contínua de glicose.

“O novo monitor contribui para que as pessoas com diabetes tenham mais liberdade
para aproveitar uma vida saudável e ativa, trazendo mais conforto à rotina de controle
da glicose”, diz Sandro Rodrigues, Country Manager da Divisão de Cuidados para
Diabetes da Abbott no Brasil.

Cada leitura do aparelho sobre o sensor apresenta um resultado de glicose em tempo
real, trazendo um histórico das últimas 8 horas e a tendência da glicose, se está
subindo, descendo ou se mantendo estável. “É muito diferente dos glicosímetros
convencionais, que conseguem registrar apenas um retrato estático do nível glicêmico
feito no momento da picada. O FreeStyle® Libre faz uma leitura contínua, o que pode
influenciar muito no acompanhamento individual do diabético e, o melhor, sem
precisar de picadas doloridas nos dedos. Ao fazer com que o paciente participe mais do
controle da doença, a tecnologia também acaba estreitando a relação médico/paciente,
o que é muito saudável”, explica Rodrigues. O leitor tem capacidade para
guardar até 90 dias de dados.

News Release
De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (FDI), em todo o mundo mais de 400 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento4. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já são cerca de 14 milhões de pessoas com diabetes e, a cada dia, aparecem 500 novos casos5. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes, com base em números do Ministério da Saúde, 90% desses pacientes são portadores do diabetes tipo 2. Os 10% restantes são do tipo 16.

O Sistema FreeStyle® Libre é projetado para atender às necessidades de todos os diabéticos, tanto do tipo 1 como do tipo 2. Voltado exclusivamente para maiores de 18 anos.

Para que o consumidor tenha prioridade na compra, basta acessar http://www.freestylelibre.com.br e preencher um cadastro. “Neste primeiro momento, optamos pela venda exclusiva online. Nosso objetivo é ter capacidade para atender, com agilidade, pacientes em qualquer região do país”, destaca Rodrigues.

As principais características do Sistema Flash de Monitoramento da Glicose – FreeStyle® Libre são:

  • Não requer calibração com a ponta de dedo.
  • Sensor resistente à água7 e descartável, que deve ser usado na parte traseira superior do braço por até 14 dias.
  • As leituras de glicose podem ser feitas várias vezes ao dia, conforme necessário ou desejado.
  • O leitor guarda 96 medidas de glicose a cada 24 horas.
  • Cada scan do leitor sobre o sensor traz uma leitura de glicose atual, um histórico das últimas 8 horas e a tendência do nível de glicose.
  • Estes dados permitem que paciente e profissionais de saúde tomem decisões mais assertivas em relação ao tratamento do diabetes. Perfil Ambulatorial da Glicose (AGP – Ambulatory Glucose Profile) A maioria das pessoas com diabetes não está atingindo seus objetivos em relação ao nível de glicose8,9,10, muitas vezes porque os dados gerados por seus medidores não fornecem uma imagem clara de onde sua glicose estava até pouco antes da leitura, ou por desconhecerem como suas ações impactam seus níveis de glicose.O Sistema FreeStyle® Libre oferece aos usuários e seus médicos o Perfil Ambulatorial da Glicose (AGP), um relatório visual de um dia típico das pessoas, utilizando os dados de glicose revelando tendências hipoglicêmicas e hiperglicêmicas para facilitar uma melhor terapia e educação do paciente. Os dados são apresentados de forma simplificada e bastante amigável, visualmente por meio de um gráfico que proporciona aos médicos a possibilidade de vincular as tendências dos níveis da glicose para auxiliar na tomada de decisão clínica, permitindo uma discussão mais produtiva entre médicos e pacientes. Um estudo recente11 conduzido pela Abbott mostrou que a precisão do Sistema FreeStyle Libre® foi clinicamente comprovada, ficando estável e consistente ao longo de 14 dias sem a necessidade de picadas rotineiras1 no dedo para calibração.

    Sobre a Abbott
    Na Abbott, estamos comprometidos a ajudar você a viver da melhor maneira possível, por meio do poder transformador da saúde. Por mais de 125 anos, apresentamos ao mundo produtos e tecnologias inovadores – em nutrição, diagnóstico, dispositivos médicos e medicamentos de marca -, criando mais possibilidades, para mais pessoas,
    em todas as fases de suas vidas. Hoje, somos 74 mil colaboradores, em mais de 150 países, trabalhando para ajudar as pessoas a viver mais e melhor.

    Presente no Brasil há 79 anos, a Abbott trabalha para proporcionar às pessoas um melhor acesso a soluções médicas e de saúde inovadoras, contribuindo para o desenvolvimento dos cuidados para a saúde em todo o país. No Brasil, a empresa emprega aproximadamente 1.400 colaboradores em áreas como produção, pesquisa e desenvolvimento, logística, vendas e marketing. As principais unidades da Abbott no país ficam em São Paulo e Rio de Janeiro, cidade onde está o parque fabril da empresa.

    Acesse http://www.abbottbrasil.com.br e fique em contato conosco pelo Facebook/Abbott Brasil.

Referências 1. Circunstâncias nas quais o teste de ponta de dedo é necessário para conferir as leituras da glicose do Sistema Flash de Monitoramento da Glicose: durante períodos de rápida alteração nos níveis da glicose (a glicose do fluido intersticial pode não refletir com precisão o nível da glicose no sangue). Para confirmar uma hipoglicemia ou uma iminente hipoglicemia registrada pelo sensor. Quando os sintomas não corresponderem às leituras do sistema flash de monitoramento da glicose. 2. Bailey, T., Bode, B. W., Christiansen, M. P., Klaff, L. J., & Alva, S. (2015). The Performance and Usability of a Factory-Calibrated Flash Glucose Monitoring System. Diabetes Technology & Therapeutics.
3. O leitor pode escanear através da roupa com espessura de até 4 mm.
4. Federação Internacional de Diabetes (FID). Off to the right start. Dia Mundial do Diabetes. Guidebook 2014. Site. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.idf.org/sites/default/files/wdd-guidebook-2014-en.pdf
5. Ministério da Saúde. Insulinas análogas de longa ação Diabetes Mellitus tipo II. Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC – 103. 2014:15.
6. Sociedade Brasileira de Diabetes. Site do Dia Mundial do Diabetes. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.diamundialdodiabetes.org.br/2015/04/24/dia-mundial-do-diabetes-2014-press-release-2014/
7. O sensor é resistente à água em até 1 metro de profundidade. Não mergulhar por mais de 30 minutos.
8. Davies M. The reality of glycaemic control in insulin treated diabetes: defining the clinical challenges. Int J Obes Relat Metab Disord 2004;28 Suppl 2:S14–22. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15306833
9. Del Prato S, Felton AM, Munro N et al. Improving glucose management: 10 steps to get more patients with type 2 diabetes to glycaemic goal. Int J Clin Pract 2005;59:1345–55. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16236091
10. Alvarez Guisasola F, Mavros P, Nocea G et al. Glycaemic control among patients with type 2 diabetes mellitus in seven European countries: findings from the Real-Life Effectiveness and Care Patterns of Diabetes Management (RECAP-DM) study. Diabetes Obes Metab 2008;10 Suppl 1:8
11. Data on File, Abbott Diabetes Care Inc, Clinical Report: Evaluation of the Accuracy of the Abbott Sensor-Based Interstitial Glucose Monitoring System 2014
RMS ANVISA: 80146501903 / ANATEL – 4072-14-9992.

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Sexta Azul – Proteja o seu futuro: diabetes e saúde ocular

Quem tem diabetes tem um motivo a mais para marcar presença no oftalmologista. Estamos mais sujeitos a uma doença chamada retinopatia diabética. Você está com os exames em dia?

Dados do Colégio Brasileiro de Oftalmologistas (CBO) apontam que pessoas com diabetes apresentam risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. Funciona assim: quanto mais tempo de doença, maior a probabilidade de desenvolver retinopatia diabética.

O tempo de diabetes é determinante no desenvolvimento da retinopatia diabética. Segundo estimativas, diabéticos com menos de 5 anos de doença praticamente não apresentam evidência de retinopatia ao exame de fundo de olho. Esta incidência aumenta para 50% nos diabéticos com 5 a 10 anos de doença; e 70 a 90% naqueles com mais de 10 anos de diabetes. Esses dados são apresentados no e-book sobre diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Visão em risco
E o que é a retinopatia diabética afinal? É quando o diabetes afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina, região conhecida como “fundo de olho”, causando estreitamento e, às vezes, bloqueio do vaso sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede – o que ocasiona deformidades conhecidas como micro-aneurismas. “Estes micro-aneurismas freqüentemente se rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina”, informa o site do CBO.

Existem duas formas de retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. Em ambos os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão.

Veja a diferença entre as duas, segundo o CBO:

» Retinopatia Diabética Exsudativa: ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, que é necessária para a visão central, usada para a leitura.

» Retinopatia Diabética Proliferativa: surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais, que são chamados “neovasos”. Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em conseqüência de um descolamento de retina.

Controle
Há mais casos de retinopatia diabética em diabéticos tipo 1 em relação a diabéticos tipo 2 em razão do tempo de diabetes e de mais episódios de hiperglicemia. Além dos fatores genéticos, a hiperglicemia crônica é a principal causa da doença. Um estudo clínico randomizado chamado “Diabetes Control and Complications Trial” (DCCT) mostrou que pacientes submetidos ao controle glicêmico rigoroso tiveram uma progressão menor da retinopatia.

Quem tem diabetes deve passar anualmente pelo exame de fundo de olho para avaliar a retina. Pessoas que já tenham algum tipo de alteração na retina devem realizar exames a cada seis meses e, dependendo do caso, em intervalos ainda menores. O tratamento da retinopatia diabética é realizado por meio de sessões de fotocoagulação. Em casos mais avançados, antiangiogênicos podem ser recomendados. E até cirurgia, a vitrectomia, técnica de cirurgia do corpo vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular, pode ser indicada.

Cuide da sua saúde ocular, procure um oftalmologista!

Texto publicado originalmente na minha coluna no blog Educação em Diabetes.

Dica de livro de diabetes – Detenha o Diabetes – Guia Definitivo

Parece ser bem interessante a abordagem desse livro da revista Seleções. Veja a resenha:

Assuma o controle do diabetes… E não deixe que ele assuma o controle da sua vida! Repleto de receitas deliciosas, além de dicas e segredos valiosos, esse livro traz um programa global para melhorar a sua saúde, garantindo sua vitória na luta para controlar o Diabetes.

Nele você também descobrirá que pequenas ações simples podem melhorar os resultados do tratamento, além de ter acesso às últimas descobertas da medicina e a novidades que com certeza mudarão a sua vida.

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Você gosta deste blog? Acha que ele traz informações relevantes. Se a sua reposta é sim, não deixe de votar no Prêmio Top Blog 2012, categoria saúde. Vamos colocar o diabetes no topo do pódio! Obrigada! Clique no banner abaixo:

Atividade física no controle do Diabetes

Coluna publicada originalmente no blog Educação em Diabetes no dia 30/05/2012*

Podemos incluir a atividade física na nossa vida desde cedo, como mostra este clipe da campanha do Dia Mundial do Diabetes, veiculado em 2010. O foco dele é a criança, mas serve para todos nós. Vamos deixar o vídeo-game, o computador um pouquinho, levantar da cadeira e agir. Nunca é cedo demais. E nunca é tarde demais para começarmos a nos mexer. O resultado será um controle mais efetivo do diabetes para uma vida mais saudável.

O vídeo vai de encontro  ao que a nutricionista Adriana Lúcia van-Erven Ávila, da Clínica Christiane Sobral, explicou em artigo publicado aqui no blog na última segunda-feira (28). No texto, ela compara o tratamento do diabetes com um carro, que sem suas quatro rodas não sai do lugar. Uma das rodas, segundo a especialista, é justamente a prática de atividade física.

Você já incluiu essa prática no seu cotiano? Meia horinha por dia de caminhada traz um ganho significativo para a sua vida. Levante-se. Vamos lá. Vamos controlar o diabetes já!

Mais obre atividade física na infância:

– Diabetes e brincadeiras

Mais sobre atividade física:

– Diabetes: mexa-se

*Eu e a nutricionista Camila Faria escrevemos diariamente sobre diabetes no blog Educação em Diabetes, da Doce Vida! Acompanhem!

Viver com Diabetes – curta a nossa página no Facebook

Oi, pessoal! Vocês que me acompanham por aqui e no perfil do Facebook podem agora me acompanhar em uma página que criei há alguns anos por lá e que estou reativando. É fácil, é só dar uma “curtidinha” ou um “joinha”, como diz um amigo meu.

Obrigada desde já!

http://www.facebook.com/vivercomdiabetes