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Ser visto como indivíduo e não a partir da doença…

… e ser for para ser visto a partir do diabetes, que seja pelo lado bom

Talvez seja esse o nosso principal desafio, seja no trabalho, seja na família, entre os amigos. Afinal, não são poucas as pessoas que vêem o diabetes apenas como um agente limitador. Cabe a nós mostrar que não é assim.

Somos o que somos, independente da doença. Mas e seu te disser que podemos reverter o diabetes a nossa favor, já que temos de desenvolver algumas outras habilidades? Porque se é para sermos vistos a partir do diabetes, que seja do lado positivo. Vamos lá!

– Uma pessoa com diabetes muito provavelmente é uma pessoa mais disciplinada.

– Uma pessoa com diabetes possivelmente é uma pessoa multifocada, porque, além de todos os afazeres do dia, consegue realizar várias outras ações relacionadas ao controle da glicemia.

– É comum encontrar entre os diabéticos uma característica muito importante tanto para as relações de trabalho quanto para as relações pessoais: a resiliência – aquela capacidade de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surto psicológico.

– Muitas vezes, diabéticos cuidam melhor da saúde, com controle alimentar, atividade física, o que representa um ganho em disposição e redução de afastamentos.

O que mais?

Portanto, se alguém te julgar a partir do diabetes, argumente, mostre do que você é capaz.

Viver com diabetes e o desafio de viver com saúde

É, esse é o grande desafio do diabético, seja tipo 1, tipo 2, Mody ou Lada. Não importa. Isso que nos une. O grande desafio. Viver com diabetes e manter a saúde. Viver com saúde. Cuidar do corpo para prolongar a vida. Mas talvez tenhamos que cuidar antes da cabeça, para conseguir cuidar do corpo. E quantas desculpas temos para não cuidar de nenhum dos dois!

Por que cuidar da cabeça, da mente? Porque antes de tudo é preciso aceitar a doença. Não digo que não devamos ter esperanças de cura, mas isso não significa negar a doença a ponto de se descuidar e se prejudicar. Comportamentos de risco levam a situações de risco. Levam a complicações que tiram a nossa qualidade de vida.

Este ano, completo nove anos de diabetes. Nove anos exemplares? Não. Não mesmo. Essa doença não é fácil não. Esse negócio do mau invisível, do fogo amigo, é complicado! Contribui para que tenhamos um comportamento meio suicida. Suicida? Sim, não é exagero. Se eu sei que tenho uma doença, que se eu agir de determinada forma isso vai me prejudicar, vai me levar a enfrentar problemas, e consequentemente à morte, que comportamento é esse?

Isso é uma autocrítica. Hoje: 141 de jejum. Alguma coisa está errada. Não estou me comportando como deveria. Está na hora de rever tudo em busca do desafio de viver com diabetes com saúde!

E você, como tem se comportado? Qual é a sua maior dificuldade?

Diabetes – auto-análise

Hoje, escrevi na no Educação em Diabetes sobre mudanças. O que me motivou a escrever o texto foi uma auto-análise. Percebi o quão pouco ando me cuidando. Ando meio desleixada nos controles, abusada na alimentação, esquecida dos remédios. Sim, eu deixo, pode puxar a minha orelha. Não sou só eu? Desconfiava mesmo.

Acordei um pouco mais cuidadosa, atenta. Essa pressa que nos consome! Ainda mais quem vive em cidade grande. Estamos sempre correndo feito baratas tontas. Presos no trânsito, feito passarinho em gaiola. Sedentários como bichos preguiças. A contradição é que corremos, corremos, mas não fazemos atividade física alguma. E quando corremos assim, não prestamos atenção em nada ao redor e nem em nós mesmos. Nos abandonamos.

Quero aceitar o tal desafio que propus lá no Educação em Diabetes.

Quem ainda não leu o texto, pode dar uma passadinha por lá. 

As respostas que não encontramos no Google

Sinto-me, muitas vezes, de mãos atadas. Queria ter todas as respostas do mundo. Não aquelas que a gente encontra no Google. Queria ter respostas para coisas mais complexas dessa vida, que a gente até tenta achar no Google, em vão.

Ontem, recebi um email que me tocou muito. Mas tem mais a ver com relação mãe e filha do que com o diabetes. Vai além do diabetes. É uma questão muito complexa para responder, ainda mais agora que sou mãe também.

Trata-se de uma mãe superprotetora. A filha não consegue viver direito a vida porque a mãe quer protegê-la do mundo. É assim desde que ela tinha oito anos e descobriu o diabetes. Ela se sente tolhida em suas escolhas. Não é o diabetes em si que traz um fator limitador, mas como a mãe vê a doença. E a “impede”, pela pressão psicológica mesmo, de seguir um caminho livre. E esse impedir, pelo que percebo, está relacionado com o medo que essa mãe tem de perder a sua filha, de perder a quem ama.

Não tenho como dizer: “faça isso, faça aquilo”. Quem sou eu para isso? A única coisa que pude dizer é que ela já sabia o que queria, que estava latente, e no próprio texto ela expressa o que quer.  Que ela precisa conversar com a mãe e expressar aquilo que sente e pedir apoio para a decisão que venha a tomar.

Às vezes, para se chegar a uma conversa dessas é preciso um tanto de terapia, um psicólogo pode ajudar. Eu mesma já fiz terapia, gostaria de voltar a fazer, porque existem respostas que não estão no Google e que só encontramos dentro de nós. Precisamos ativar nosso sistema de busca interno.

Ando esquecendo de me cuidar mais

Ando com a cabeça no mundo do Lucas. Esqueço de fazer o destro. Quando lembro, já coloquei o primeiro pedaço de pão na boca, ou um gole do café. Aí, o jejum já era! Até faço, mas sei lá… deve dar alterado.

Nem pareço aquela pessoa que acordava e já ia logo furando o dedo! Na gravidez, nunca esquecia. É porque o Luquinhas ainda estava lá dentro e eu tratava de cuidar direitinho dele, como tento fazer agora. Só que, no momento, acabo esquecendo que eu também tenho de me cuidar. Afinal, quero usufruir da presença dele o máximo possível nesta vida! E com muita saúde!

Vocês estão disciplinados com os testes do glicosímetro? Quantas vezes, em média, vocês fazem o teste por dia?

Um dia maravilhoso para todos!

Você se sente doente?

Eu não me sinto doente. Sinto-me saudável, com disposição, animada. Tenho muita energia. Será que estou me iludindo? Creio que não, afinal, fora o diabetes, minha saúde está nota 10. E eu até que me cuido. Ok, uma dorzinha aqui, outra acolá, nota 8 tá bom demais. E você, se sente doente?

Bom dia, diabetes!

Que bobagem! Como assim, bom dia, diabetes!? Sei lá, quem sabe com bom humor ela não resolve ficar controladinha? Acordei com 116, mas não era assim um jejum da noite toda. Às 4h da manhã, depois de dar de mamar, estava morrendo de fome e comi um pão integral light com geléia de morango diet. Ontem, acordei com 93! Esta, sim, foi nota 10. Ainda me impressiona o fato de nem estar tomando remédio e conseguir controlar as taxas de glicemia só com o aleitamento. Amementar é tudo de bom, não é? Estou mais magra do que antes de engravidar e, depois de um período de controle intenso, posso me dar ao luxo de não tomar nada… Beleza! Bom dia a todos!