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Sexta Azul – Proteja o seu futuro: diabetes e saúde ocular

Quem tem diabetes tem um motivo a mais para marcar presença no oftalmologista. Estamos mais sujeitos a uma doença chamada retinopatia diabética. Você está com os exames em dia?

Dados do Colégio Brasileiro de Oftalmologistas (CBO) apontam que pessoas com diabetes apresentam risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos. Funciona assim: quanto mais tempo de doença, maior a probabilidade de desenvolver retinopatia diabética.

O tempo de diabetes é determinante no desenvolvimento da retinopatia diabética. Segundo estimativas, diabéticos com menos de 5 anos de doença praticamente não apresentam evidência de retinopatia ao exame de fundo de olho. Esta incidência aumenta para 50% nos diabéticos com 5 a 10 anos de doença; e 70 a 90% naqueles com mais de 10 anos de diabetes. Esses dados são apresentados no e-book sobre diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Visão em risco
E o que é a retinopatia diabética afinal? É quando o diabetes afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina, região conhecida como “fundo de olho”, causando estreitamento e, às vezes, bloqueio do vaso sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede – o que ocasiona deformidades conhecidas como micro-aneurismas. “Estes micro-aneurismas freqüentemente se rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina”, informa o site do CBO.

Existem duas formas de retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. Em ambos os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão.

Veja a diferença entre as duas, segundo o CBO:

» Retinopatia Diabética Exsudativa: ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, que é necessária para a visão central, usada para a leitura.

» Retinopatia Diabética Proliferativa: surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais, que são chamados “neovasos”. Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em conseqüência de um descolamento de retina.

Controle
Há mais casos de retinopatia diabética em diabéticos tipo 1 em relação a diabéticos tipo 2 em razão do tempo de diabetes e de mais episódios de hiperglicemia. Além dos fatores genéticos, a hiperglicemia crônica é a principal causa da doença. Um estudo clínico randomizado chamado “Diabetes Control and Complications Trial” (DCCT) mostrou que pacientes submetidos ao controle glicêmico rigoroso tiveram uma progressão menor da retinopatia.

Quem tem diabetes deve passar anualmente pelo exame de fundo de olho para avaliar a retina. Pessoas que já tenham algum tipo de alteração na retina devem realizar exames a cada seis meses e, dependendo do caso, em intervalos ainda menores. O tratamento da retinopatia diabética é realizado por meio de sessões de fotocoagulação. Em casos mais avançados, antiangiogênicos podem ser recomendados. E até cirurgia, a vitrectomia, técnica de cirurgia do corpo vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular, pode ser indicada.

Cuide da sua saúde ocular, procure um oftalmologista!

Texto publicado originalmente na minha coluna no blog Educação em Diabetes.

Diabetes: cuidar hoje para viver mais e melhor

A gente sempre promete as mudanças para a segunda-feira. Vou fazer uma proposta diferente. Que tal mudar hoje, neste exato momento? Você queria só mais um final de semana para aproveitar? Um só? Talvez você ganhe muito mais do que isso se começar a mudar seus hábitos já. É muito provável que você seja beneficiado com uma vida mais longa, saudável, com muitos e muitos finais de semana para aproveitar, das mais diversas formas, com aqueles que você ama. Precisamos, sim, de um pequeno esforço.

Mudar hábitos de vida nunca é fácil, mas vale a pena. Medir a glicemia em jejum, e uma o duas horas após as refeições, controlar a alimentação, dando preferência para os carboidratos compostos – pães, massas, biscoitos integrais, por exemplo -, fazer contagem de carboidrato, principalmente quem faz uso de insulina, comer em intervalos de no máximo três horas, usar menos o carro, andar mais a pé, deixar o elevador e subir ou descer pela escada, descer do ônibus um ponto antes. Quando menos esperarmos, vamos ter somado os nossos 30 minutos de atividade física, essenciais para o controle glicêmico.

Conheço muitos diabéticos tipo 2 que não têm glicosímetro e raramente medem a glicemia. Conheço quem esqueça de tomar remédio e quem nem liga para o controle. Diabetes é silencioso, mas tudo o que fazemos hoje vai refletir na nossa vida daqui há 20 anos, talvez mais, talvez menos. Adotar os melhores hábitos é escolher a vida, uma vida mais bem vivida. Ganhamos todos nós. Pense nisso. Bom final de semana!

Coluna de minha autoria publicada no blog “Educação em Diabetes” do dia 18/05/2012.

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Fazer um diário de glicemias é importante para melhor controle do diabetes

Toda mudança brusca na rotina de atividade física de uma pessoa com diabetes deve ser acompanhada por um profissional de saúde, de preferência por uma equipe multidisciplinar. Uma pessoa sedentária não pode passar a corredor profissional de um dia para o outro.

É preciso fazer toda a avaliação e os exames necessários e começar devagar. Por exemplo, começar a caminhar dez minutos por dia, de forma lenta, e ir aumentando gradualmente o tempo, depois a velocidade, é muito mais prudente. E conversar com o seu médico sobre isso é melhor ainda.

O que nos anima a incluir uma rotina de atividade física em nosso dia a a dia, em especial para o diabetes tipo 2, é a possibilidade de manter a glicemia sob controle sem a necessidade do uso de medicamentos. Aliando a uma dieta equilibrada, o jogo fica perfeito. E se esse for o caminho, o controle sobre a doença passa a ser seu. Para ajudar nossos profissionais a encontrar o melhor tratamento, precisamos monitorar sempre. Só assim poderemos conhecer o nosso organismo, saber como ele se comporta, qual o impacto da alimentação que estamos tendo e da atividade física. Precisamos monitorar também para observar se temos hipoglicemias, se são constantes, em que momentos elas acontecem.

Um diário é o que proponho. E não faltam aplicativos para computador e celulares, como o Glicemias On Line, que facilitam e muito a nossa vida. Vale a pena conhecer. Caso seja avesso à tecnologia, anote num caderno, faça uma tabela manual mesmo. O importante é anotar tudo. O monitor ou medidor de glicose é nosso aliado e é essencial na vida de um diabético. Não é item supérfluo. Tem de estar na nossa bolsa, no bolso, na nossa vida o tempo todo.

E o médico, então, esse tem de ser nosso amigão. Sim, não é exagero. Você tem de ter a liberdade de falar tudo com ele e de perguntar tudo. Tem gente que tem medo de levar bronca do médico e nem vai às consultas. Procure um profissional que esteja de acordo com a sua personalidade. Se você não gosta de levar bronca, mude de atitude, ou de médico. Se escolher mudar de médico, esteja aberto a um bate-papo franco. Por mais que ele não te dê bronca, vai ter de te convencer, de alguma forma, a mudar alguns hábitos, mesmo que de forma gradual.

Se a sua situação financeira permite agregar outros profissionais ao tratamento, excelente. Nutricionista, profissional de educação física, psicólogo… são todos muito importantes para acompanhá-lo nessa caminhada. Mas a pessoa mais importante em todo esse processo é você. Você precisa estar engajado com o diabetes para ter sucesso no tratamento. Pense nisso.

Minha coluna de 05/06/2012 para o blog Educação em Diabetes.

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Diabetes e festa junina combinam?

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Paçoca, canjica, curau, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, música caipira, quadrilha, uma fogueira para aquecer a noite fria. Quem não gosta de uma boa Festa Junina?

E como podemos nos comportar, em termos alimentares nessa festa tão tradicional em nosso país? Para responder essa e outras perguntas, fiz uma seleção de textos para vocês, queridos docinhos. Aproveite já este final de semana, afinal, domingo, dia 24, é dia de São João? Boa leitura! Vamos lá:

Festas Juninas e Alimentação de Quem Tem Diabetes – SBD traz informações importantes para o esquema alimentar para festa junina e uma tabela de valores nutricionais.

– O Portal Diabetes publicou, no ano passado – receita nunca filha velha-, uma receitinha pra lá de especial de Curau de Milho Verde Diet

– Cuidados com os quitutes de festas juninas – neste texto do DiabeteNet, a nutricionista a Flávia Sguario, alerta para os benefícios e cuidados que se deve ter com as delícias juninas.

– RECEITAS TÍPICAS DAS FESTAS JUNINAS – e para fechar com chave de ouro, o blog Diabetes & Deleites publicou uma série de receitinhas de festa junina. Que tal prepará-las um e chamar os amigos para uma festinha em casa?

Agora que você já sabe quase tudo sobre diabetes e festas juninas, está esperando o que para aproveitar uma? Conte-nos depois como foi!

Novo projeto no blog Educação em Diabetes

Estou muito animada hoje. E com motivo! Um bom motivo. Hoje foi minha estreia no blog Educação em Diabetes, mantido pela Farmácia Doce Vida Diabetes.  E foi uma boa estreia, no que eles chamam carinhosamente de Orquestra Doce Vida, que é composta pelos funcionários, colaboradores e prestadores de serviço da empresa.

Confesso que estou me sentindo muito bem como instrumentista dessa orquestra que cresce a cada dia. Conheço a Mônica Lenzi, farmacêutica e uma das sócias, via blog e Facebook já há algum tempo e considero o trabalho da empresa excelente.

Bom, conversa vai, conversa vem, fechamos. Afinei meus instrumentos e postei com muito carinho um texto sobre a cura do diabetes, uma releitura de um tema que já havia abordado aqui no ano passado. E que vale ser abordado 10 mil vezes.

O texto está fazendo sucesso por lá, já estamos com 37 recomendações de leitura no Facebook em duas horas de postagem.

Bom, espero vocês por lá também. E não deixem de comentar!

Leiam o post de hoje lá no Educação em Diabetes. O texto de hoje, a um clique.

Campanha do Dia Mundial do Diabetes 2008: foco nas crianças

Em muito países, crianças com diabetes sofrem porque a insulina e outros suplementos para diabetes são poucos ou, em alguns casos, simplesmente não estão disponíveis.

O programa Life for a Child“, da International Diabetes Federation, dá suporte a mil crianças em diversos países, como: Tanzânia, Ruanda, República Democrática do Congo, Nigéria, Azerbaijão, Nepal, Índia, Sri Lanka, Filipinas, Papua Nova Guinea, Fiji, Uzbekistão, Bolívia, Mali, Equador, Sudão e Camarão.

Participantes do programa ajudam a financiar centros de tratamento do diabetes para crianças carentes nesses países. Este investimento permite que as crianças recebam os cuidados clínicos e educação em diabetes, informações sobre como se manter vivo.

 

Entre as metas do programa, está o fornecimento de insumos e estrutura, tais como:

* Insulina e seringas
* Instalações de monitorização da glicemia
* Adequados cuidados clínicos
* HbA1c testes
* Educação em Diabetes
* Apoio técnico para os profissionais de saúde (se solicitado)
* Alguns centros precisam de apoio para todas estas áreas, enquanto outros precisam de apoio para alguns componentes.

Muitas crianças com diabetes nos países em desenvolvimento morrem logo após o diagnóstico. Muitos outros enfrentam a carga de complicações ainda muito jovens. A vida de uma criança encoraja os governos a estabelecer os cuidados adequados para salvaguardar o futuro das crianças com diabetes.

Os fundos são doados pela International Diabetes Federation, por meio da venda de merchandising do Dia Mundial da Diabetes, a instituições particulares, associações, Rotary Internacional, e as empresas que trabalham em diabetes. A maioria dos doadores individuais contribuem com um dólar por dia. O apoio é prestado a centros reconhecidos para a compra de insulina e seringas e para fornecer acompanhamento e educação. A aplicação financeira dos recursos e seus resultados são cuidadosamente monitorados.

A meta é dobrar o número de crianças apoiadas até ao final de 2008. Para ajudar a salvar a vida de crianças com diabetes, doe: www.lifeforachild.org ou compre mercadorias do Dia Mundial da Diabetes.

Mônica tem uma filha diabética e acredita que a taxa glicemia altera seu humor

Mônica deixou um comentário na página “Entre em Contato” relacionado ao post sobre o comportamento de crianças diabéticas. Ela relata, por sua experiência como mãe de uma menina diabética, que nota alterações de humor, depedendo da glicemia. Só não entendi se é quando está em hipo ou em hiperglicemia. Não há nada ainda comprovado, mas vale o registro.

A mãe também quer saber sobre as atividades da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ). Na lateral esquerda do site da ADJ há dois links, que se clicados abrem em sublinks. Ali, eles disponibilizam as atividades educativas e as atividades físicas.

Caso ainda esteja em dúvida, há uma linha 0800:

www.adj.org.br
0800 100627