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Em alguma coisa, diabético leva vantagem… e desvantagem em um monte de outras…

Homens diabéticos, olhem só este estudo. Saiu publicado no Uol esta semana:

Diabéticos têm menor risco de desenvolverem câncer de próstata

Um estudo realizado por cientistas alemães, suecos e americanos descobriu uma menor taxa de câncer de próstata entre homens diabéticos. Avaliando a incidência do câncer entre mais de 125 mil homens suecos hospitalizados por causa de complicações do diabetes tipo 2, os pesquisadores notaram que, apesar desses pacientes terem maior risco para diversos tipos câncer, principalmente tumores no pâncreas e no fígado, a ocorrência de câncer de próstata seria menor do que a incidência da doença na população geral sueca.

De acordo com o pesquisador Kari Hemminki, da Associação Helmholtz de Centros de Pesquisas Alemães, o estudo não mostra as razões dessa menor incidência de câncer de próstata entre os diabéticos, por isso os especialistas podem apenas especular sobre suas causas. “Possivelmente, um menor nível de hormônios sexuais masculinos nos diabéticos pode estar entre os fatores que são responsáveis por isso”, ressaltou o líder do estudo em artigo publicado na revista especializada The Oncologist.

O estudo avaliou, ainda, se o fato de os pacientes terem sido hospitalizados com diabetes podem representar maiores taxas de câncer, visto que os tumores poderiam ser encontrados mais precocemente por causa dos exames de rotina. E os resultados indicaram que, independentemente da internação, os diabéticos, além de apresentarem taxas bem maiores de câncer pancreático e hepático, tinham duas vezes maiores riscos de desenvolverem câncer renal, da tireoide, do esôfago, do intestino delgado e do sistema nervoso, mas apresentavam menor incidência do câncer de próstata.

“Esse estudo, cobrindo aproximadamente metade dos pacientes suecos com diabetes tipo 2, mostrou um elevado risco para diversos cânceres após a hospitalização, provavelmente indicando as profundas perturbações metabólicas da doença subjacente”, ressaltaram os autores. “Entretanto, o menor risco para câncer de próstata permanece intrigante”, concluíram, destacando a necessidade de mais estudos sobre o assunto.

Twitter de médico responsável pela pesquisa com células-tronco

Pessoal, há algum tempo, publiquei uma informação sobre um estudo que estava sendo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Trata-se do uso de células-tronco para a cura do diabetes tipo 1. Um dos médicos responsáveis pelo estudo criou um twitter. Ele traz diversas informações, curtas, para quem está interessado. Acompanhe:

http://twitter.com/cecouri

Estudo com células-tronco convoca diabéticos tipo 1

Recentemente publiquei que a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estava recrutando voluntários com diabetes tipo 2. Pois essa é para diabéticos tipo 1. Para participar do estudo com células-tronco conduzido pelo Centro de Terapia Imunológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP , o voluntário precisa ter idade entre 12 e 35 anos, positividade do anticorpo anti-GAD e diagnóstico há menos de 6 semanas.

No estudo, as células mesenquimais são colhidas do pai ou da mãe e proliferadas em laboratório. “O uso das células-tronco mesenquimais é perseguido por diversos grupos de pesquisa internacionais devido a duas propriedades básicas: regeneração e imunossupressão local. Estudos em modelos animais de diabetes tipo 1 mostram reversão completa do quadro hiperglicemiante após o uso destas células. Estudos em seres humanos portadores de outros tipos de doença autoimune também revelam excelentes resultados”, destaca o endocrinologista Eduardo Couri, que integra o grupo. Ele explica, em seu artigo no site a Sociedade Brasileira de Diabetes, que após algumas semanas estas células são infundidas diretamente via endovenosa no paciente e em seguida nova infusão 1 mês após (total de 2 infusões).

Consulte o seu médico e caso ele o identifique como um paciente com estes critérios e você se interesse em se informar sobre este protocolo, entre em contato diretamente com o dr. Eduardo Couri: ce.couri@yahoo.com.br

Universidade de São Paulo recruta diabéticos tipo 2 para estudo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo conduzem um estudo sobre efeitos do exercício físico e suplementação de creatina  em diabéticos do tipo 2.

O estudo está recrutando voluntários: pessoas com diabetes do tipo 2, acima do peso, com mais de 40 anos e não usuários de insulina serão selecionados. “Os pacientes realizarão alguns exames e passarão por um programa de exercícios físicos ao longo de 3 meses, sob supervisão de professores de Educação Física”, destaca o resposável pela pesquisa, Bruno Gualano.

O voluntário deverá ter disponibilidade para frequentar as aulas de atividade física 3 vezes por semana (manhã, tarde ou noite)  que serão realizadas no Hospital das Clínicas durante 3 meses.

O projeto será acompanhado por médicos do Hospital  das Clínicas e nutricionistas da Faculdade de Saúde Pública, pesquisadores da Educação Física, Saúde Pública e  Faculdade de Medicina (Disciplinas de Nefrologia, Reumatologia e  Endocrinologia, sob responsabilidade da Professora Elisabeth Rossi).

Após a  pesquisa, os pacientes receberão orientações nutricionais e um programa de atividade física personalizados.

Os interessados devem ligar para 3069 8022 ou escrever para gualano@usp.br.