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Eu e o Lucas na Claudia Bebê – “Eu venci uma gravidez de risco”

Eu e o Lucas em destaque no abre da matéria

A Claudia Bebê que está nas bancas traz uma matéria sobre gravidez de risco, intitulada “Eu venci uma gravidez de risco”.

A reportagem ficou bem bacana porque mostra outras mamães que enfrentaram outros problemas de saúde na gravidez e conseguiram sucesso. Histórias que inspiram outras mulheres.

Amei as minhas fotos com o Lucas.

Só um detalhe: lá diz que eu nunca liguei muito para a doença… Ops! Eu

No detalhe

sempre dei bola para o diabetes, sim! Mas como sou tipo 2, não fazia um controle rígido de destro, o que passei a fazer durante a gravidez, religiosamente. E as picadas começaram na barriga, mas do meio para o final da gestação, eram muito mais do que duas, e migragram para as pernas. Lugar que eu acho melhor para aplicar.

Gostei do resultado e espero que todas as mulheres que sonham em ter filhos percebam que, tomando os cuidados necessários, é possível realizar esse sonho lindo!

Não deixem de comprar e me dizer o que acharam.

Diabetes e gravidez: apoio do parceiro é ainda mais fundamental

Hoje, comecei a ler os comentários deixados durante meu período sabático e estou começando a respondê-los. Sempre tem um ou outro que me chama mais atenção. Um deles foi de uma grávida de cinco meses que com problemas para se controlar. Ela é DM 2 há seis meses, talvez isso explique a dificuldade maior em se controlar (o pouco tempo de diabetes). Come de tudo, come escondido… e fica com a consiciência pesada. Só toma insulina uma vez por dia, de jejum… Ela tem medo que o filho nasça diabético por conta do descontrole. Expliquei que não é bem isso que acontece. Raramente a criança nasce diabética por conta do descontrole. Mas outros problemas ainda mais sérios podem surgir.

Esse aí é o meu barrigão uma semana antes do Lucas nascer. Apoio sempre.

O que mais me chamou atenção, no entanto, não foi a dificuldade de controle. Ela disse que quando o marido está por perto, ele a controla e diz: “se o bebê nascer diabético, a culpa é sua! Você que arque com as consequencias”. Péssimo, não? Não é isso que ela precisa. Aliás, pelo que percebi, o nível de estresse dala por conta dessas ameaças está no limite. E isso é ruim pacas para o controle. Não é não? E pior, a geladeira está sempre recheada das coisas que ele gosta e ele ainda pede para ela fazer sobremesa pra ele todos os dias.

É difícil assim. O que ela mais precisa agora é de apoio, não de controle ou ameaças. O que ele mais precisa é entender que o filho que ela carrega na barriga é dos dois. Uma dose de sacrifício da parte dele durante esse período só vai fazer bem para ela, para o bebê e para o relacionamento deles. Apoio significa entender a doença, ouvir a pessoa que está ao seu lado, suas dificuldades, seus medos. Com apoio, fica tudo mais fácil.

Abaixo, algumas coisinhas que escrevi para ela:

Sobre a insulina e os controles
Estranho só tomar insulina de jejum. E os controles, como estão?
Dica: cada vez que vc sucumbir a tentação, faça a medição da glicemia antes e duas horas depois. Veja como o organismo reage e fale para o médico da sua dificuldade. Aliás, não esconda nada, nada dele. Ele tem de ser o seu maior aliado.
Você está entrando numa fase crítica. Normalmente, os controles ficam mais difíceis nessa fase, após os cinco meses. Por isso, tome cuidado.

Sobre o apoio do marido

Mas tem outra questão aqui, seu marido precisa te apoiar, não te controlar e te ameaçar. Que tal ele também aderir a uma dieta mais saudável? Fale pra ele que é difícil se controlar tendo de fazer sobremesas todo o dia e tendo a geladeira lotada de guloseimas… A gravidez é uma fase delicada e ficamos cheias de vontades. Diga a ele que é você que carrega o filho, mas ele também “está grávido”. O filho é de vocês e vocês precisam de um pouco de sacrifício da parte dele também. Quando ele estiver só, pode comer o que quiser, mas na sua frente… Peça isso por você e pelo seu filho. Já é uma carga muito grande toda essa responsabilidade de carregar um bebê e ser diabética. Ouvir ameaças, ser controlada, causa estresse e isso também é ruim para o controle do diabetes.
Espero ter ajudado e não ter me intrometido demais.
Boa sorte!

E você têm o apoio de quem está por perto? O que pensa disso? Tem alguma dica para a nossa amiga?

Puxão de orelha

Estou devendo muitas respostas em vários comentários, mas esta vida de mãe está uma correria, quando vejo, o dia passou e eu não consegui fazer nada da minha listinha de afazeres que não incluam o bebê.

O bebê está dormindo e eu aproveitei para correr aqui para o computador. Estou com saudades de todos vocês, os velhos e novos companheiros de jornada. Tem muito comentário interessante rolando e gostaria de participar mais.

A maternidade tem me distraído um pouco da vida de diabética, mas estou com receio de que o meu controle não esteja tão bom assim. Ontem, tirei uma pós-café e estava em 187. Bem ruim, né? O jejum tem dado por volta de 115. Tudo bem, para quem não está tomando remédio nenhum não é uma marca tão desesperadora, mas eu sei que poderia estar melhor, que eu poderia estar me cuidando melhor. Vou ser bem sincera, não sei onde foi parar a Luciana disciplinada. Além de ter feito muito pouco controle durante este período, desde o nascimento do Lucas, tenho abusado dos carboidratos simples. Não sei nem como consigo estar um quilo mais magra do que quando engravidei. Acho que se estivesse seguindo uma dieta mais saudável eu estaria magérrima.

A minha atenção tem estado totalmente voltada para o meu pequeno, e aí eu esqueço de me cuidar. E para quem fazia altos controles isso deveria ser fichinha: tirar glicemia de jejum todos os dias e a pós-prandial duas vezes por semana. Estou um pouco desapontada comigo mesma. E com vergonha de vocês, afinal, sempre fui tão controlada… Mas faço questão de contar, porque eu sou de carne e osso e cometo os meus deslizes. Ainda mais que agora eu sei que não vou prejudicar ninguém se eu der uma escorregada, só a mim. Isso dá um certo alívio, mas ao mesmo tempo faz com que eu não me cuide. Sei lá, não estou pensando muito para me alimentar. Como rápido entre as mamadas e não tenho tempo de pensar em preparar algo saudável… Enfim, mereço um belo puxão de orelha.

Primeira consulta ao pediatra

Pois é, o Lucas nem nasceu ainda e eu já o levei ao pediatra. Dizem que é importante que a primiera consulta seja feita ainda no pré-natal. Foi o que fiz. E não me arrependi. Ainda mais pra gente que é diabética.

Gostei muito da médica. Ela foi super simpática e tirou todas as dúvidas que eu tinha até o momento. É claro que quando o Lucas nascer surgirão muitas outras dúvidas. Aliás, elas devem brotar a cada cinco segundos.

Uma das minhas preocupações era em relação a hipoglicemia do bebê na hora do nascimento, em decorrência do diabetes. Ela me tranquilizou e disse que, como o meu diabetes está bem controlado, não há o que temer. E que todo suporte será dado pela equipe de neonatologistas, que deve fazer todo o acompanhamento nas primeiras horas de vida do Lucas.

O restante foram aquelas dúvidas de mãe de primeira viagem: sobre o banho, as fraldas, o umbigo (aí que aflição), aleitamento materno, sobre o soninho dele, uso de mamadeira e chupeta.

Gostei dela porque ela não tem posições radicais e te deixa a vontade. Bateu uma empatia e isso é muito importante.

Saí animada do consultório e com a pediatra já escolhida. Será mesmo a Dra. Ana Maria!

Gravidez e diabetes: desejos

A Margarete, assídua frequentadora deste blog, deixou um comentário no post anterior perguntando sobre os meus desejos na gravidez. Sabe que eu não os tenho? Tive algumas vontades, mas não era nada desesperador. Tinha vontade de comer frango assado, mas só nos três primeiros meses. E, outro dia, quis um bolinho diet com geléia de amora, também diet, que tem numa casa de chocolate no bairro de Higienópolis, aqui em São Paulo. Chama-se Lab. Como fiz o ultrasom naquele dia, aproveitei para traçar um. E matei a minha vontade.

Tive algumas aversões também, por exemplo, por qualquer legume muito aguado, tipo chuchu. Não conseguia comer arroz. E café, que eu amo de paixão, não descia de jeito nenhum. Não conseguia sentir nem o cheiro. Passou, mas eu continuo maneirando. Tomo uma ou duas xícaras por dia, apenas. Antes da gravidez, passava o dia tomando café. Na minha dieta, o jantar era salada e grelhado. Tinha dias que a salada não ia. Se fosse no almoço, tudo bem. Mas à noite queria outras coisas. Também passou.

Os desejos que eu tenho são outros. São desejos que a Margarete também deve ter tido em sua gravidez: que eu consiga controlar minha glicemia direitinho até o final, que o meu filho nasça bem e não tenha nenhuma complicação por causa do meu distúrbio, que ele não venha a ter diabetes (o que vai ser difícil, já que o meu diabetes é MODY* e tem um fator hereditário enorme), nem agora, nem quando for mais velho, mas se for para ele ter, que ele viva bem de qualquer forma.

*às vezes, falo que sou tipo 2, porque é mais fácil das pessoas entenderem que não sou insulino-depentente, mas o meu diabetes provavelmente é MODY, um tipo genético que passa por gerações. A minha mãe tem, além de mim, e mais dois irmãos. Eu adquiri com 29 anos, meu irmão com 25 anos, e a minha irmã com 36. Dois ainda não tem e espero que não venham a ter. A vantagem, se é que isso existe em se tratando de doença, é que o MODY é de mais fácil controle, não é insulino-dependente, e traz menos complicações. Pelo menos é o que dizem os estudos até agora. Mas temos de ter todo o controle, claro, como qualquer diabético.

Gravidez e diabetes: aprontando

Olha, confesso que ontem abusei. Foi aniversário da minha mãe. Como o pessoal chega tarde, belisquei umas besteirinhas. Por volta de 17h, havia tomado um café com leite e um pão-de-queijo delicioso no Pão-de-Queijo Hadock Lobo. Fui para a minha mãe por volta de 20h, quando comecei a comer as besteirinhas, mas ainda teríamos pizza. Quando tirei a glicemia, por volta de 22h, estava 192. E pensei: “e, agora, como vou comer pizza?”.

Ah! Tomei 3U de Humalog. Passaram-se uns 25 minutos, tirei a glicemia e estava em 156. Tomei mais 1U antes de comer um pedaço e meio de pizza e torta mousse de chocolate diet de sobremesa. Aliás, aprovadíssima. Como lá em casa, eu, minha mãe, minha irmã e meu irmão somos diabéticos (só tenho um irmão e uma irmã que não têm diabetes), e ainda viria uma tia diabética, passei na Galeria dos Pães, na Estados Unidos com a Hadock Lobo, na região dos Jardins, aqui em São Paulo, e comprei a nossa opção diet. Lá, eles têm uma boa variedade de doces sem adição de açúcar, entre eles, brigadeiro de colher (uma delícia!).

Voltando as minhas estripulias, até que a tática deu certo. Uma hora depois da comilança, a minha glicemia estava em 155. A minha meta para este período é 150. Hoje de manhã, estava acima da meta estabelecida, que seria 90, mas estava em 100.

O erro foi ficar beliscando. Devia ter feito um lanchinho intermediário, por volta de 20h. E, depois, aguardar o tempo de chegada da pizza. Tomar a Humalog, 2U, como eu sempre tomo, que o controle teria sido melhor e mais fácil. E a minha glicemia estaria dentro dos 90 hoje. E tenho de evitar comer tão tarde. Só fiz isso porque era uma exceção. Afinal, era aniversário da minha mãe.

Gravidez e Diabetes: insulina só até o parto

Ontem, fui à consulta pré-natal. Adoro minha obstetra, que já era minha gineco, ela é um pouco psicóloga e eu pude desabafar um monte e ouvir coisas bacanas. Está tudo ótimo comigo e com o meu pequeno. Estamos indo bem.

No final da gravidez, ela disse que eu, provavelmente, vou ter de tomar o dobro da insulina em relação ao que tomo hoje, mas que isso é natural A boa notícia é que, como eu não sou insulino-dependente, vou poder deixar de tomar insulina no dia seguinte, e voltar a tomar hipoglicemiante.

Ela também me orientou quanto à viagem. Disse que poderia ir ajustando a dose, porque provavelmente é o que eu vou precisar fazer. Nos EUA não tão fácil encontrar comidinhas saudáveis como aqui em São Paulo.

Controle: hoje, estava com 95 em jejum.