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“Qual é o melhor exercício? Aquele que você adere!”, Rosana Radominski, durante o Congresso Brasileiro de Obesidade

Pensa bem, o que adianta você insistir em fazer uma atividade que não gosta e desistir uma semana depois. Mais vale você investir em algo que dê prazer. E se for algo incômodo para você, que seja breve. A adesão ao tratamento é o mais importante. Aderindo, e começando a ver os resultados, você é capaz de seguir em frente. E até aderir a outras atividades menos prazeirosas com o tempo.

Você gosta de jogar futebol? Ok, uma partidinha com os amigos duas vezes por semana já vai fazer uma baita diferença. E, aí, quem sabe, você não emenda um treino resistido. Gosta de caminhar? Comece a fazer mais coisas a pé, deixe o carro em casa, use a bike, desça um ponto de ônibus antes, use as escadas. Com o tempo, e mais disposição, pode ser que você inclua outras atividades na rotina.

Durante o Congresso de Obesidade, que este ano foi em Recife, no mês de abril, a endocrinologista Rosana Radominski, de Curitiba, abordou o assunto. Para ela, o melhor exercício é aquele que o paciente adere. E lembrou que, para uma pessoa com obesidade grave, uma caminhada já é um exercício e tanto. Não adianta prescrever exercícios que os pacientes não vão aderir.

Eu voltei à atividade física pelo tênis. Fiquei um tempão só no tênis, duas vezes por semana. Depois, acabei emendando yoga, musculação, esteira. Hoje, substitui a musculação por um treino de alta intensidade, que dura 10 minutos, mas faz uma baita diferença. Quero fazer dança e por aí vai…

O que você gosta? Pense, sinta e comece!

Para melhor gestão do diabetes, monitoramento é essencial

Há duas semana, recebi da farmacêutica Abbott um monitor de glicose Free Style Libre para testar. Não só eu, mas um grupo de blogueiros de diabetes. A ideia da empresa era ter uma noção das impressões e dúvidas que podiam surgir neste grupo, a fim de trabalhá-las para o lançamento no mercado, que ocorre este mês. Uma prática comum em marketing. Não recebemos nada por isso, a não ser o kit do monitor + dois sensores, que o que será vendido para o público. Semana passada, estivemos todos juntos no evento de lançamento, na quarta-feira, dia 1 de junho, no Oscar Café, onde pude rever os blogueiros que conheço e conhecer pessoalmente alguns, como o Pablo Silva, do Eu e a Bete, do Rio, que faz um trabalho bem bacana nas redes sociais!

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Quando fui contatada, dei uma resistida, sabe? Não conseguia ver tanta utilidade nele, já que não faço uso de insulina, e não monitoro com tanta frequência quanto alguém com diabetes tipo 1. Meu tipo de diabetes é MODY, um diabetes genético (alteração cromossômica), em um outro post explico melhor. O fato é que trato com sulfa, hipoglicemiante oral, e tinha dificuldade de ver no monitor um número alto, e ficar sem saber o que fazer com ele. Na gravidez, quando estava alta, corrigia com insulina rápida e pronto. Hoje, é um pouco mais complexo corrigir, mas é possível.

A aplicação não dói absolutamente nada. Apesar de assustar um pouco, por conta do tamanho do aplicador. Coloca-se na parte de trás do braço. No começo, achei bem estranho andar com isso no braço para cima  e para baixo. Nos dois primeiros dias, cheguei a sentir um incômodo, mas passou. Amanhã, completo 14 dias, e até esqueço que estou com ele no braço.

Estranhei o primeiro banho, fiquei com medo que caísse devido a temperatura da água, mas não. Também sou super estabanada, já o bati algumas vezes na parede e ele continua lá. Durmo em cima do braço, e tudo bem, nada aconteceu.

O que aconteceu de verdade foi uma mudança no meu comportamento a partir do aumento no número de glicemias diárias. No jejum, antes e após as refeições. Dando de cara com a realidade, que não estava nada bonita, comecei a mudar meu comportamento, minhas escolhas alimentares. Como a minha alimentação melhorou nas últimas semanas! Porque afinal não dá para ver uma glicemia de 250 e não fazer nada. Foi o que aconteceu logo no meu primeiro final de semana. Fui almoçar com amigos. Glicemia pré-almoço: 250. E agora? Deixo de comer? Que nada! Vamos lá! Se eu não tivesse noção da minha glicemia, qual seria a minha escolha? Massa! Com a informação em mãos, o que eu fiz? Escolhi o buffet de salada: além das folhas, optei por carpaccio, rosbife, e muito pouco carboidrato (um pires de café de penne). Ainda fui de sobremesa diet: frozen yogurt com calda de goiabada diet. Glicemia uma hora após o almoço: 100. Glicemia três horas depois: 72. Quase hipo!

Baixei um aplicativo de contagem de calorias, e de nutrientes, chamado MyFitnessPall. Gostei muito! E fui controlando. Com isso, emagreci uns dois quilos.

A vantagem que senti foi essa: poder gerir melhor a doença. É como uma empresa, se a gente não a conhece a fundo, se não mergulha nas finanças, na administração de pessoas, em cada detalhe, não há como geri-la. Com o diabetes, a mesma coisa: se eu só fico sabendo o que está acontecendo com o  meu corpo quando vou ao médico, como poderei gerir a minha doença?

Tudo bem, eu concordo com você, o Free Style Libre tem um precinho ainda salgado, até porque se trata de uma nova tecnologia, e a empresa investiu tempo e dinheiro no desenvolvimento. Para quem tem diabetes tipo 2 e pode investir, acho super válido. Para quem não pode, minha sugestão é investir no método tradicional: ponta de dedo. Faça a ponta de dedo direto, pelo menos por uma semana (se der sempre, melhor), nos horários:   jejum, duas horas pós-café da manhã, antes do almoço, duas horas depois do almoço, antes do lanche da tarde, duas horas após; antes do jantar e duas horas após. Se der, faça uma na madrugada. Leve ao seu médico, se tiver acompanhamento com nutricionista, para ele também, para avaliarem juntos os dados, e decidirem juntos as mudanças necessárias no seu tratamento.

Tome as rédeas da sua vida! Controle, monitore o seu diabetes!

Quer saber mais sobre o Free Style Libre e sua tecnologia, como faz para comprar, dúvidas técnicas, leia abaixo o release:

As rotineiras1 picadas no dedo são coisa do passado parabrasileiros com diabetes

PRODUTO EXCLUSIVO NO MERCADO, FREESTYLE® LIBRE NÃO REQUER CALIBRAÇÃO2, APRESENTA

RESULTADO DA GLICOSE EM TEMPO REAL E GUARDA 96 MEDIDAS DE GLICOSE A CADA 24 HORAS

São Paulo, 2 de junho de 2016 – A Abbott, empresa global de cuidados para a
saúde, lança no mercado brasileiro o FreeStyle® Libre, uma nova tecnologia
revolucionária de monitoramento de glicose para as pessoas com diabetes. Com
aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), o produto é a única solução do mercado que livra o
paciente da rotina1 diária de picadas no dedo.

O FreeStyle® Libre é composto de um sensor e um leitor. O sensor é redondo, tem o
tamanho de uma moeda de 1 real e é aplicado de forma indolor na parte traseira
superior do braço. Este sensor capta os níveis de glicose por meio de um
microfilamento (0,4 milímetro de largura por 5 milímetros de comprimento) que, sob a
pele e em contato com o líquido intersticial, mensura a cada minuto a glicose presente
no líquido intersticial. O leitor é escaneado sobre o sensor e mostra o valor da glicose
medida em menos de um segundo.

Para fazer o monitoramento, o paciente precisa apenas passar o leitor sob
a superfície do sensor e a medida da glicose aparece na tela do aparelho.
A leitura pode ser feita mesmo sobre a roupa3. Cada sensor pode
permanecer no braço do paciente por até 14 dias consecutivos, sem que
seja necessário trocá-lo. Além disso, nenhuma picada no dedo é necessária
para a calibração2, outro diferencial importante no sistema de
monitorização contínua de glicose.

“O novo monitor contribui para que as pessoas com diabetes tenham mais liberdade
para aproveitar uma vida saudável e ativa, trazendo mais conforto à rotina de controle
da glicose”, diz Sandro Rodrigues, Country Manager da Divisão de Cuidados para
Diabetes da Abbott no Brasil.

Cada leitura do aparelho sobre o sensor apresenta um resultado de glicose em tempo
real, trazendo um histórico das últimas 8 horas e a tendência da glicose, se está
subindo, descendo ou se mantendo estável. “É muito diferente dos glicosímetros
convencionais, que conseguem registrar apenas um retrato estático do nível glicêmico
feito no momento da picada. O FreeStyle® Libre faz uma leitura contínua, o que pode
influenciar muito no acompanhamento individual do diabético e, o melhor, sem
precisar de picadas doloridas nos dedos. Ao fazer com que o paciente participe mais do
controle da doença, a tecnologia também acaba estreitando a relação médico/paciente,
o que é muito saudável”, explica Rodrigues. O leitor tem capacidade para
guardar até 90 dias de dados.

News Release
De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (FDI), em todo o mundo mais de 400 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento4. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já são cerca de 14 milhões de pessoas com diabetes e, a cada dia, aparecem 500 novos casos5. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Diabetes, com base em números do Ministério da Saúde, 90% desses pacientes são portadores do diabetes tipo 2. Os 10% restantes são do tipo 16.

O Sistema FreeStyle® Libre é projetado para atender às necessidades de todos os diabéticos, tanto do tipo 1 como do tipo 2. Voltado exclusivamente para maiores de 18 anos.

Para que o consumidor tenha prioridade na compra, basta acessar http://www.freestylelibre.com.br e preencher um cadastro. “Neste primeiro momento, optamos pela venda exclusiva online. Nosso objetivo é ter capacidade para atender, com agilidade, pacientes em qualquer região do país”, destaca Rodrigues.

As principais características do Sistema Flash de Monitoramento da Glicose – FreeStyle® Libre são:

  • Não requer calibração com a ponta de dedo.
  • Sensor resistente à água7 e descartável, que deve ser usado na parte traseira superior do braço por até 14 dias.
  • As leituras de glicose podem ser feitas várias vezes ao dia, conforme necessário ou desejado.
  • O leitor guarda 96 medidas de glicose a cada 24 horas.
  • Cada scan do leitor sobre o sensor traz uma leitura de glicose atual, um histórico das últimas 8 horas e a tendência do nível de glicose.
  • Estes dados permitem que paciente e profissionais de saúde tomem decisões mais assertivas em relação ao tratamento do diabetes. Perfil Ambulatorial da Glicose (AGP – Ambulatory Glucose Profile) A maioria das pessoas com diabetes não está atingindo seus objetivos em relação ao nível de glicose8,9,10, muitas vezes porque os dados gerados por seus medidores não fornecem uma imagem clara de onde sua glicose estava até pouco antes da leitura, ou por desconhecerem como suas ações impactam seus níveis de glicose.O Sistema FreeStyle® Libre oferece aos usuários e seus médicos o Perfil Ambulatorial da Glicose (AGP), um relatório visual de um dia típico das pessoas, utilizando os dados de glicose revelando tendências hipoglicêmicas e hiperglicêmicas para facilitar uma melhor terapia e educação do paciente. Os dados são apresentados de forma simplificada e bastante amigável, visualmente por meio de um gráfico que proporciona aos médicos a possibilidade de vincular as tendências dos níveis da glicose para auxiliar na tomada de decisão clínica, permitindo uma discussão mais produtiva entre médicos e pacientes. Um estudo recente11 conduzido pela Abbott mostrou que a precisão do Sistema FreeStyle Libre® foi clinicamente comprovada, ficando estável e consistente ao longo de 14 dias sem a necessidade de picadas rotineiras1 no dedo para calibração.

    Sobre a Abbott
    Na Abbott, estamos comprometidos a ajudar você a viver da melhor maneira possível, por meio do poder transformador da saúde. Por mais de 125 anos, apresentamos ao mundo produtos e tecnologias inovadores – em nutrição, diagnóstico, dispositivos médicos e medicamentos de marca -, criando mais possibilidades, para mais pessoas,
    em todas as fases de suas vidas. Hoje, somos 74 mil colaboradores, em mais de 150 países, trabalhando para ajudar as pessoas a viver mais e melhor.

    Presente no Brasil há 79 anos, a Abbott trabalha para proporcionar às pessoas um melhor acesso a soluções médicas e de saúde inovadoras, contribuindo para o desenvolvimento dos cuidados para a saúde em todo o país. No Brasil, a empresa emprega aproximadamente 1.400 colaboradores em áreas como produção, pesquisa e desenvolvimento, logística, vendas e marketing. As principais unidades da Abbott no país ficam em São Paulo e Rio de Janeiro, cidade onde está o parque fabril da empresa.

    Acesse http://www.abbottbrasil.com.br e fique em contato conosco pelo Facebook/Abbott Brasil.

Referências 1. Circunstâncias nas quais o teste de ponta de dedo é necessário para conferir as leituras da glicose do Sistema Flash de Monitoramento da Glicose: durante períodos de rápida alteração nos níveis da glicose (a glicose do fluido intersticial pode não refletir com precisão o nível da glicose no sangue). Para confirmar uma hipoglicemia ou uma iminente hipoglicemia registrada pelo sensor. Quando os sintomas não corresponderem às leituras do sistema flash de monitoramento da glicose. 2. Bailey, T., Bode, B. W., Christiansen, M. P., Klaff, L. J., & Alva, S. (2015). The Performance and Usability of a Factory-Calibrated Flash Glucose Monitoring System. Diabetes Technology & Therapeutics.
3. O leitor pode escanear através da roupa com espessura de até 4 mm.
4. Federação Internacional de Diabetes (FID). Off to the right start. Dia Mundial do Diabetes. Guidebook 2014. Site. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.idf.org/sites/default/files/wdd-guidebook-2014-en.pdf
5. Ministério da Saúde. Insulinas análogas de longa ação Diabetes Mellitus tipo II. Relatório de Recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC – 103. 2014:15.
6. Sociedade Brasileira de Diabetes. Site do Dia Mundial do Diabetes. [Acessado em abril. 2015]. Disponível em http://www.diamundialdodiabetes.org.br/2015/04/24/dia-mundial-do-diabetes-2014-press-release-2014/
7. O sensor é resistente à água em até 1 metro de profundidade. Não mergulhar por mais de 30 minutos.
8. Davies M. The reality of glycaemic control in insulin treated diabetes: defining the clinical challenges. Int J Obes Relat Metab Disord 2004;28 Suppl 2:S14–22. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15306833
9. Del Prato S, Felton AM, Munro N et al. Improving glucose management: 10 steps to get more patients with type 2 diabetes to glycaemic goal. Int J Clin Pract 2005;59:1345–55. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16236091
10. Alvarez Guisasola F, Mavros P, Nocea G et al. Glycaemic control among patients with type 2 diabetes mellitus in seven European countries: findings from the Real-Life Effectiveness and Care Patterns of Diabetes Management (RECAP-DM) study. Diabetes Obes Metab 2008;10 Suppl 1:8
11. Data on File, Abbott Diabetes Care Inc, Clinical Report: Evaluation of the Accuracy of the Abbott Sensor-Based Interstitial Glucose Monitoring System 2014
RMS ANVISA: 80146501903 / ANATEL – 4072-14-9992.

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Eco Viver

Escolher uma academia, para mim, não é algo tão simples. Sou bem criteriosa, não só em relação a qualidade das atividades e conhecimentos dos profissionais. Escolher uma academia pode ser algo mais complexo.

Ano passado, na minha busca, encontrei a Eco Fit, uma academia que abraça o conceito de sustentabilidade. E me apaixonei. Por questões de logística, não consegui frequentar no ano passado. Cheguei a fazer matrícula, levei o filhote para fazer natação, mas não rolou. Tivemos de voltar atrás e cancelar. E o pessoal foi muito bacana na hora de cancelar. Um atendimento que nunca vi em academia alguma.

Este ano, não esqueci da Eco Fit, voltei lá e insisti. Luz natural, reaproveitamento das águas da chuva e do ar condicionado nas descargas, reciclagem de óleo de cozinha… “Toda madeira usada é certificada – com origem comprovada em áreas de reflorestamento –, ou de demolição. Para aquecer as piscinas é usado um sistema de captação de energia solar. Há ainda coleta seletiva de lixo, incluindo o cuidado com o óleo de cozinha e campanhas para o recolhimento de isopor, baterias, lâmpadas e lixo eletrônico”, explica o site da academia. E tem mais: alimentos descartados pelo restaurante e refeitório vão para a composteira e o minhocário. Os clientes que preferem deixar o carro em casa contam com bicicletário no local. O trabalho é resultado dos esforços de dois irmãos Antonio e Eduardo Gandra. “Queríamos criar um lugar em que os alunos se sentissem acolhidos e com uma filosofia voltada para a sustentabilidade”, diz Antonio no site da Eco Fit.

Os funcionários também podem se beneficiar de uma gestão participativa. “Há reuniões semanais entre funcionários e todos são convidados a opinar, dar ideias e contribuir para os rumos da empresa. “Quando se fala em ecologia, logo se pensa em proteger o mico leão dourado, mas preocupação com o meio ambiente também envolve pensar nas pessoas que convivem com você”, diz Antonio, no site.

Eu me encantei com essa proposta. E com o ambiente super acolhedor. E ainda com uma área de baby care, onde você pode deixar seu filhote para fazer sua atividade.

Quer saber mais? >>> http://goo.gl/WrViyT

Escrever um blog, um eterno aprender

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Esta semana, chegamos aos 7 mil curtis de página no Facebook. A sensação que me dá é: “quanta responsabilidade!”.

São sete anos de blog, entrando no oitavo ano. Não é fácil manter um blog por tanto tempo. Tive altos e baixos por aqui. Houve tempos de atualizar todos os dias, e até mais de uma vez por dia. Houve tempos magros, em que atualizava a cada dois meses. Mas continuo aqui. E sinto-me renovada. Este blog tem história, e me fez aceitar melhor a minha condição. Nunca fui revoltada com o diabetes. Mas claro que eu preferia não ter… rs. Mas eu tenho, e tive de aprender a conviver com isso.

Nesse período, conheci muita gente bacana, que segue nesse cotidiano de ter um blog, pessoas que agarraram o desafio de escrever e informar sobre diabetes. Algumas super engajadas, que lutam mesmo, lá de perto, pela melhora no atendimento ao paciente com diabetes. São mães de crianças com diabetes, pessoas que têm diabetes, ou que convivem de alguma forma com a doença. Pessoas com as quais aprendi muito. E aprendo diariamente num eterno aprender. 

E eu sigo aqui, com o meu escrever, tenho este estilo de falar da vida, filosofar um pouco sobre a minha condição, levar uma palavrinha a quem quer escutar, escutar o que querem me dizer. Considero essa troca essencial. Falo de viver. E, por acaso, vivo com diabetes. Mas o viver é o viver de qualquer pessoa, com nossos compromissos, família, passeios, decepções, alegrias… 

Este início de ano, tenho aprendido muito sobre paciência, tenho exercitado a minha capacidade de esperar e aceitar. Esperar o tempo de cada um, esperar o tempo certo para cada coisa. Aceitar que nem tudo está sob o nosso controle. Aceitar que você não precisa fazer parte de tudo e, sim, do que é essencial. Aceitar o inesperado. Fazer amizades inusitadas, como com a pessoa que acabou com a porta do seu carro em um estacionamento. Pois é, toda situação traz a oportunidade de falar uma palavra de apoio, de entendimento. E de ouvir também! E já ouvi cada coisa linda neste blog, comentários maravilhosos que me fizeram seguir em frente, de pessoas que nem conheço pessoalmente.

Este blog já deixou de ser meu há muito tempo. Este blog é de vocês! 

Começar

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Ontem, falei sobre recomeçar. E, hoje, falo sobre começar. A frase “Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez” estava martelando na minha cabeça. Eu sou uma pessoa que vive fazendo coisas pela primeira vez. Sou uma pessoa tímida, sempre fui. Quando criança e adolescente então… Por isso, deixei de fazer muitas coisas. Além de tímida, sou perfeccionista. Quando vou fazer algo, quero que seja bem feito. Se não for para fazer bem feito, não faço. Acontece que leva um tempo até chegarmos ao nosso melhor em qualquer coisa. E aí vem a timidez, o medo de se expor. Nessa, deixei passar muita coisa no momento em que todos fizeram. Mas venho fazendo. Venho tirando este atraso. Porque um tímido nunca deixa de ser tímido, mas aprende a controlar os sentimentos.

Outro dia, li uma crônica de Ivan Martins, para Época, chamada “O verão que aprendi a boiar”, em que ele conta sobre o novo aprendizado beirando os 50 anos. E ele diz: “Sei que a palavra da moda é precocidade, mas eu acredito em conquistas tardias. Elas têm na minha vida um gosto especial.” E segue, contando que aprendeu a dirigir aos 34 anos…

Identifiquei-me muito com Ivan. Eu sou de conquistas tardias. Comecei a dirigir ao 30 anos. E até hoje, não é algo banal para mim. Dirigir, depois de nove anos, ainda tem um sabor de conquista. É bem o que ele diz: “quando achamos que tudo já aconteceu, novas capacidades fazem de nós pessoas diferentes do que éramos”.

Pois, hoje, eu sou uma pessoa diferente. E um novo sabor de conquista se descortina a minha frente. Pode parecer bobo, infantil, mas este sabor de conquista vem da minha primeira aula de natação. Fiz uma pequena tentativa aos 10 anos (que nem vale considerar). A timidez e o medo de me expor me fizeram desistir. E cá estou eu, 29 anos depois, caiando na água para finalmente aprender a nadar. A aula se chama “Medo d’água”. Coisa que eu não tenho. Não mesmo! Mas é bacana porque é um ambiente em que me sinto confortável, porque são pessoas maduras que ainda não sabem nadar, como eu. Cada uma com o seu motivo.

E a aula foi muito bacana, já tenho mais controle sobre meu corpo e sua relação com a água, o que me dá mais tranquilidade. Quero seguir em frente. Afinal, meu filho de quatro anos, com poucas aulas, já está praticamente nadando. E a mamãe tem de acompanhar.

Rompi várias barreiras para chegar neste momento. Principalmente, a vergonha de, beirando os 40, ainda não dominar meus movimentos e minha respiração no meio aquático, mas descobri que, como eu, muita gente madura não sabe nadar. E continua sem saber, com este mesmo medo de se expor, ou porque acha que já é tarde demais. Não é. Nunca é tarde para fazer algo pela primeira vez.

Ainda é cedo para dizer que este é o verão em que eu aprendi a nadar, mas que isso se concretize, e eu possa lembrar deste momento com alegria, e que nadar, para mim, sempre tenha um sabor de conquista.

***

Nesta linha do “Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?”, gostaria de destacar a campanha da EASTPAK Europe. Veja o que o site www.hypeness.com.br diz sobre ela:

“A campanha 360˚ foi desenvolvida pela agência belga SATISFACTION, com objetivo de nos lembrar de todas aquelas coisas que sempre tivemos vontade de fazer mas por motivos diversos não fizemos, e nos lembrar que ainda sempre há tempo. Mesmo em grandes cidades podemos ter experiências que fazem diferença.Um tanto quanto inspirador!

O bacana é que parte da campanha foi filmada aqui em São Paulo, com produção da PARADISO Films e produção de elenco dessa que vos escreve. Vale a pena entrar no site da campanha.”

Este é um dos filmes:

Recomeçar

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Na teoria, sabemos tudo o que nos faz bem, mas é difícil sair da inércia. Desculpas não nos faltam para não cuidarmos como deveríamos da saúde. Tempo, dinheiro, estresse, cansaço. Pois é tempo de repensar e recomeçar. Pelo menos para mim. Estou há, praticamente, quatro anos sem atividade física regular. Muito, muito tempo para quem tem diabetes e não deveria ficar um dia sequer sem se exercitar, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?

Semana passada, me deu um estalo e lá fui eu. Fiz a inscrição na academia. Isso foi na quinta. Pedi para colocar o início para segunda, dia 3, ou seja, hoje. Mas entre fazer a matrícula e iniciar realmente a academia há um grande abismo, normalmente. E a gente vai enrolando, enrolando, até que desiste. Ano passado, foi assim. Fiz a inscrição, mas não consegui me organizar para iniciar. Cancelei, devolveram-me tudo, e ficou por isso mesmo. Tinha pensado em um esquema para fazer com meu filho, de quatro anos, enquanto ele fazia algumas atividades, eu faria outras. Não deu certo.

Dei um tempo. Coloquei-o um tempo depois no judô e na natação, perto de casa. E as coisas começaram a se encaixar. E este ano foi a minha vez. Em um horário e tempo só meus. E fiz isso no momento mais complicado da casa. Estou sem ninguém para me ajudar nas atividades domésticas, mas parece que quanto mais coisas temos para fazer, mais arranjamos tempo. E com a agenda complicada, cheia de compromissos, lá fui eu para a academia hoje. Fiz apenas condicionamento físico, 40 minutos. Suficiente para me sentir bem comigo mesma. Bem por ter conseguido. Bem por ter recomeçado. Bem por ter ido no primeiro dia, sem desculpas, mesmo com muitas coisas para fazer. Bem porque atividade física nos deixa bem. Bem mais disposta.

E que eu consiga me manter firme e forte neste propósito de melhorar minha saúde, meu condicionamento físico, minha mente, meu corpo, minha auto-estima. E vamos lá! Rumo aos quarenta, com muita disposição!

***

Glicemia da semana passada em jejum, antes de inciar a academia: em média 150 mg/dL. Meta: abaixo de 100 mg/dL.

Peso: 67,4 kg. Meta: 59 kg.

Medo de medir a glicemia. Você já teve?

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Você já teve medo de medir sua glicemia? A pergunta pode parecer sem sentido para quem tem diabetes tipo 1 e tem de monitorar cinco, sete, oito, dez vezes por dia. Já para quem tem diabetes tipo 2 é uma realidade.

Eu sou MODY (não uso insulina) e o meu diabetes se comporta de uma maneira parecida, em alguns aspectos, com o diabetes tipo 2, por isso sei o que estou falando. Eu não tenho grandes variações de glicemia. E, como não uso insulina, não há muito o que eu possa fazer de imediato se a minha glicemia estiver alta. Mesmo assim, considero o controle essencial em qualquer caso. Para que? Para sabermos como o nosso corpo está reagindo aos medicamentos, para sabermos como a alimentação está influenciando o controle, ou se a atividade física está surtindo efeito. O controle se faz necessário para ajustar o nosso comportamento.

Conheço poucas pessoas com diabetes tipo 2 que fazem automonitoramento. E existem vários fatores que contribuem para esse comportamento. Pode ser medo de se deparar com um número alto. Sabe aquele ditado popular que diz que o que “os olhos não vêem o coração não sente”? É meio por aí. Como se o fato de não vermos o estrago que o diabetes, aos poucos vai nos causando, nos poupasse de alguma coisa. Não tem muita lógica, mas confesso que, sim, em alguns momentos, já fugi do glicosímetro por medo. Como se o diabetes nem existisse e bastasse tomar um remedinho e tudo bem. Não é assim! Quando a gente sabe que não está seguindo o tratamento à risca, temos essa tendência de evitar o monitoramento. Temos de tomar cuidado, porque isso pode significar um abandono de nós mesmos. Quando nos comportamos assim, estamos nos deixando levar pela sorte. Mas com diabetes, não se brinca. Não há sorte que dê jeito.

Outro fator que pode levar à falta de automonitoramento constante é a falta de informação sobre a necessidade deste hábito em nossa vida. A maioria das pessoas que tem diabetes tipo 2 não sabe da necessidade de medir glicose com frequência. Faz lá um exame de glicemia de jejum a cada seis meses e acha que está bom assim. Muitas vezes, o médico nem pede a hemoglobina glicada. Conheço até pessoas que desconhecem o que seria esse exame. Escuto muito: “minha diabetes é baixinha, a última deu 120, ou 140”. Não importa o número. Se o resultado foi um pouco mais baixo, pode ser que tenha sido porque o exame foi realizado em um dia em que você se comportou melhor no dia anterior, cuidou mais da alimentação, fez atividade física. Isso não quer dizer que ela se mantenha assim todos os dias.

A verdade é que não existe um consenso sobre a indicação de automonitoramento em pacientes com diabetes não-insulino dependente. E, muitas vezes, as pessoas não sabem o que fazer com a informação. No tipo 1, se o glicemia der alta, há como realizar a correção. Para se alimentar, você calcula o que vai ingerir de carboidrato e aplica insulina para que não haja um impacto muito grande na glicemia. Já o diabetes tipo 2 depende muito mais de uma dieta apropriada, de prática de atividade física, de qualidade de vida. Um estudo publicado em 2008 na BMJ mostrou que pessoas com diabetes tipo 2 se sentem frustradas com o automonitoramento quando a glicemia se mantém alta. E relatam que, muitas vezes, o médico não se interesse em ver suas anotações.

O que eu falo sobre a importância do automonitoramento é por experiência própria e por observação. É porque eu tenho uma profissional que me cobra o automonitoramento para ajuste do tratamento. O automonitoramento, para mim, tem um efeito positivo, porque sei o quanto tenho de me cuidar.