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Perda de peso sustentada: exercício físico, controle alimentar, controle do diabetes, apoio profissional

Não teve dieta maluca, nem dieta da moda. Não teve treino de horas, nada mirabolante. O que teve?

Como consegui perder 10 quilos nos últimos sete meses:

  1. Teve disciplina, teve treino dentro das minhas possibilidades e tempo.
  2. Teve controle alimentar. Como de tudo, pouco. Aumentei um pouco a ingestão de proteína. Reduzi um pouco o carboidrato.
  3. Teve acompanhamento profissional.
  4. Teve respeito ao corpo e aos limites.
  5. E tem a resposta metabólica, cada um tem a sua.

Assim foram embora 10 quilos de novembro pra cá, sendo sete desde janeiro, quando intensifiquei a atividade física. Perder peso não é a parte mais difícil do processo. A manutenção do peso, sim. Sabe-se que 80% das pessoas que perdem peso não conseguem manter e acabam por reganhar todo peso perdido.

Alguns estudos têm se debruçado sobre este problema. Semana passada, a pesquisadora Maria Van Baak, da Holanda, apresentou no Congresso Europeu de Obesidade, no Porto, em Portugal,  uma avaliação de estudos (metanálise) sobre variáveis na recidiva de peso após a perda de peso por reeducação alimentar. Existe uma crença de que perder peso muito rapidamente seria um fator para reganho. Em sua palestra, Van Baak destacou que o tempo da perda de peso não influencia o reganho, ou seja, perder peso rápido ou mais lentamente não teria impacto sobre o reganho de peso. Também não se observou associação com o tamanho dos adipócitos (células que armazenam gorduras e regulam a temperatura corporal) e a recidiva do peso.

Em relação à genética, as análises não identificaram um único gene responsável pelo reganho de peso após perda de peso por reeducação alimentar, mas uma associação de genes poderia ter algum efeito.

O único fator relevante identificado nas análises foi a perda de massa magra durante o processo de perda de peso, por reduzir a taxa metabólica basal (quantidade mínima de energia/calorias necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso – McARDLE e col., 1992 . Pode variar de acordo com o sexo, peso, altura, idade e nível de atividade física). “Nesse aspecto, se torna imprescindível a prescrição de exercício físico, com ênfase no exercício resistido, para um processo eficaz de perda de peso, evitando o reganho, assim como o aumento da ingestão de proteína”, ressalta o endocrinologista da Universidade Federal de Pernambuco, Fábio Moura, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

O especialista lembra que não existe muita diferença, em relação à perda de peso, em pessoas que se submeteram à dieta e as que se submeteram à dieta acompanhada de exercício físico, mas há muito diferença caso se observe a composição corporal.

Bom, tudo isso, eu estou observando na prática. Já estive mais magra, em peso, do que estou agora, mas minha composição corporal nunca foi tão saudável: menos gordura, mais massa magra, boa hidratação. Porque estou firme na atividade física e no controle alimentar: os dois juntos. A minha disposição também mudou muito. Como faço ioga, a flexibilidade está muito melhor de uns tempos pra cá; e a meditação e o tênis (pratico uma vez por semana) me ajudam com o estresse e a ansiedade do dia a dia.

Nem tudo é perfeito. Tem dia de preguiça. Tem dia que quero pizza. Tem dia que quero cerveja. Tem dia que não faço os controles. Mas vou me respeitando. Um dia de cada vez. Se dou uma escorregada em um dia, conserto no dia seguinte. Sem estresse, sem pressão, sem cobrança. Tem dado certo!