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Como monitorar melhor o seu diabetes?

Para Viver melhor com Diabetes, uma das melhores ferramentas é o monitoramento contínuo. Assim como em qualquer área da sua vida, uma doença crônica exige gestão. O monitoramento do diabetes é uma das ferramentas de gestão da doença. Não a única.

O que é o monitoramento em diabetes?

Você tem um monitor de glicose? Você usa o seu monitor ou ele está jogado na sua gaveta? Com que frequência? Você sabe a importância dessa prática? Você troca as informações sobre o seus resultados com o seu profissional de saúde? Vocês, juntos, decidem melhores estratégias de controle a partir desses resultados da glicemia? 

 

Anote suas glicemias

Hoje, muitos monitores trazem softwares super avançados que permitem um controle melhor e a interligação de informações. Esses relatórios, quando baixados em seus computadores podem ser compartilhados com os profissionais de saúde (médicos, nutricionistas, e outros) que fazem seu acompanhamento.

Se você não tem prática, não recebe nenhum insumo do SUS, e os gastos com o monitoramento são por sua conta, uma dica que eu dou, para os diabéticos tipo 2, é fazer todo mês uma semana de acompanhamento detalhado, com medidas de jejum, pré e pós-refeições e madrugada. Isso já é uma boa prática para acompanhar o diabetes, saber como sua glicemia se comporta com certos alimentos e situações (dormir menos, estresse, ansiedade, menstruação…). Já dá alguns bons indicativos de como agir e municiam o profissional de saúde com informações essenciais para o direcionamento da abordagem para o tratamento do diabetes.

Muitos falam do preço das fitas. Sim. Não é barato, mas é um investimento que vale a pena, porque poupa a sua saúde, ajuda a preservá-la e isso faz com que você se mantenha produtivo por mais tempo. Ao contrário, se não nos cuidamos, corremos o risco de perder nosso bem mais valioso: a nossa saúde.

Vamos cuidar? Vamos vencer o diabetes? Conte-nos a sua experiência no monitoramento e gestão da doença nos comentários.

**Note:** > O ano de 1922 foi marcante não só para a arte, mas também para a saúde. Foi neste ano que se foi aplicada a primeira insulina em um menono de 14 anos, um marco no tratamento do diabetes. >

Os primeiros monitores verificavam a glicose na urina. Um detalhe, o açúcar na urina só aparece quando a pessoa está com glicemia acima de 180 mg/dl.

O fenômeno

Coluna originalmente publicada no blog Educação em Diabetes no dia 23/05/2012*

A liraglutida é um fenômeno, seja pela eficácia no tratamento – que alia o controle do diabetes tipo 2 e emagrecimento, seja por sua fama – o medicamento foi capa da revista semanal de maior circulação do país. Os posts mais comentados aqui do blog são os que têm como tema o Victoza.  Foram tantos os comentários que o blog Educação em Diabetes foi parar no Observatório da Imprensa, que analisou o efeito da divulgação na revista e a procura pelo medicamento.

O Victoza foi lançado em junho do ano passado pela Novo Nordisk, como o primeiro análogo de GLP-1 de dose única diária, injetável. O medicamento representa uma revolução no tratamento do diabetes tipo 2, já que os estudos clínicos apontaram resultados além do controle do açúcar no sangue, como controle da pressão arterial sistólica dos e redução de peso em diabéticos tipo 2. Redução de peso? Foi exatamente esse o motivo de tanto sucesso e polêmica, já que muitas pessoas passaram a usá-lo, única e exclusivamente, com o objetivo de perder peso. Ou seja, pessoas que não tinham indicação para o medicamento, já que não tinham diabetes tipo 2, passaram a fazer uso do medicamento.

O que provavelmente contribuiu ainda mais para uma procura exagerada pelo Victoza, que chegou a faltar nas prateleiras das farmácias, foi que, no ano passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (Anvisa), proibiu a comercialização dos chamados inibidores de apetite ou emagrecedores. A Agência propôs o cancelamento do registro de todos os derivados anfetamínicos, permitindo apenas a manutenção da sibutramina,com diversas restrições sanitárias. Essa foi outra polêmica no setor. A comunidade médica, em especial os endocrinologistas, representados pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), se posicionaram contra a ação da Anvisa.

Sobrou para o Victoza. E faltou Victoza, o que gerou revolta nas pessoas que procuravam o medicamento para melhorar o controle do diabetes tipo 2. O blog Educação em Diabetes se manifestou, esclarecendo as pessoas sobre o uso correto do medicamento, como você pode ler aqui. A Anvisa também soltou uma nota em que alertava que o “novo medicamento, destinado para pacientes com diabetes tipo 2, não é indicado para perda de peso”.

“O medicamento é destinado ao controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, e precisa ser associado com dieta e atividade física. Ele deve ser administrado uma vez ao dia (como monoterapia) ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazolidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado.”

Ainda segundo a Anvisa, o uso do Victoza por pessoas não diabéticas pode oferecer riscos à saúde. Dentre os efeitos colaterais listados na bula do Victoza estão hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarréia (mais frequentes) e ainda pancreatite, desidratação e alteração da função renal e da tireóide.

Passada a polêmica, queremos saber, você, que tem diabetes tipo 2, usou o Victoza? Qual tem sido o resultado? Deixe aqui o seu comentário.

*Eu e a nutricionista Camila Faria escrevemos diariamente sobre diabetes no blog Educação em Diabetes, da Doce Vida! Acompanhem!